No princípio criou Deus os céus e a Terra


O evolucionista Ludwig e os seus argumentos vestigiais
Novembro 17, 2009, 9:53 pm
Filed under: Evolução/Big-Bang, Respostas a Ateus

E pronto. Aconteceu. O supra-sumo português do evolucionismo (aka Ludwig Kripphal) também recorreu ao argumento dos órgãos vestigiais para defender a sua religião mascarada de ciência. É sempre bom ver que o uso de argumentos obsoletos também vêm de quem supostamente tem conhecimento, porque mostra que o evolucionismo é defendido não por razões científicas mas sim por razões ideológicas.

O argumento evolucionista dos órgãos vestigiais é fácil de refutar por duas razões: 1) está baseado em especulação e circularidade e 2) é refutado pela investigação científica médica.

Funções degeneradas encaixam no modelo do criacionismo bíblico

Antes de mais, convém dizer que a existência de órgãos degenerados são consistentes com o modelo do criacionismo bíblico, uma vez que vivemos num mundo amaldiçoado pelo pecado e que se vem degenerando com o tempo. Como tal, membros ou órgãos atrofiados são consistentes com um mundo amaldiçoado à espera da redenção.

Assumir a evolução para provar a evolução

A razão pela qual os criacionistas apontam o fracasso deste argumento é porque ele não tem ponta por onde se lhe pegue. Vejamos,… o professor Ludwig diz:

[Os órgãos vestigiais] são legados de estruturas que foram úteis no passado mas cuja importância diminuiu de tal forma que deixaram de sofrer pressões selectivas, acabando por degenerar.”

O que importa é que [o apêndice] deixou de ser importante e já faz pouco pela sua função original.

Se o professor está tão certo disto, a única coisa que tem de fazer é mostrar-nos o mesmo órgão ou estrutura dos respectivos antepassados, para assim podermos compará-los com os nossos órgãos ou estruturas correspondentes, para vermos se, de facto, a sua função ou importância diminuiu ou alterou.

Claro que o Ludwig não pode fazer isto. O argumento dele é puro raciocínio circular. Ele assume que a evolução aconteceu e que todos os seres vivos descendem de outros para depois dizer que os órgãos com diferentes funções nos diferentes seres vivos deve-se à perda da sua função original. Mas se o Ludwig quer que este argumento seja realmente científico, deveria oferecer a possibilidade de comparar os órgãos acusados de serem vestigiais. Ele que nos mostre a sua função original.

Impor a sua interpretação à observação

O Ludwig diz que as “Estruturas vestigiais são evidências claras de antepassados comuns com outros animais e de evolução“. Ora,  mesmo que existissem órgãos degenerados ou sem função isso apenas seria evidência de que eles são degenerados e sem função. Qualquer conclusão que se tire a mais já está fora da observação (logo, fora da ciência) e passa a estar no campo da especulação e interpretação subjectiva.

O que vier à rede é peixe

O Ludwig diz: “Por isso os criacionistas têm de rejeitar que haja tal coisa. E o truque é o de sempre. Baralhar tudo e tentar distrair a audiência.” No entanto, quem baralhou tudo e alterou a definição de “órgão vestigial” foram os evolucionistas, dado o fracasso do argumento. No passado, quase 200 órgãos vestigiais foram contabilizados. Os avanços médicos reduziram a lista a praticamente zero, o que fez com que os evolucionistas tivessem de redefinir “órgão vestigial” para não perderem o argumento.

Actualmente, a definição de “órgão vestigial” é uma parecida com a que o Ludwig oferece:

«Estruturas vestigiais […] são geralmente degeneradas, atrofiadas ou rudimentares e tendem a ser muito mais variáveis que partes semelhantes. Se bem que as estruturas normalmente consideradas “vestigiais” sejam largamente ou inteiramente desprovidas de função, uma estrutura vestigial pode reter algumas funções menos importantes»

No entanto, no seu argumento original, os evolucionistas diziam que “órgão vestigial” era um órgão ou estrutura que já tinha tido uma função no passado mas que, entretanto, a perdeu.

“Vivemos bem sem ele, podemos ter problemas graves com ele”

Diz o Ludwig: “O facto é que sobrevivemos bem sem o apêndice, podemos ter problemas graves com ele“. O “vivemos bem” é uma opinião do Ludwig, já que os dados científicos mostram que o apêndice desempenha uma função importante no sistema imunitário. Também é possível viver bem só com um pulmão mas isso não quer dizer que nós não tenhamos dois por algum motivo.

Também podemos ter problemas que nos levem a amputar uma perna ou um braço, o que não quer dizer que eles sejam vestigiais. Ter problemas de saúde num membro ou órgão não faz dele vestigial.

A ignorância de um evolucionista convicto daquilo que está a dizer

Marquem bem esta frase dita pelo Ludwig: “Apesar dos esforços para lhe encontrar alguma função significativa, o nosso apêndice é essencialmente inútil.

Vamos ver se a ciência suporta as afirmações religiosas do Ludwig:

Durante anos, pensava-se que o apêndice tinha uma função fisiológica muito pequena. Contudo, hoje sabemos que o apêndice desempenha uma função importante no feto e em jovens adultos“. O apêndice desempenha importantes funções no crescimento do feto e faz parte do sistema imunitário de uma pessoa adulta.

Em 2007, um estudo revelou que o apêndice serve de “casa de segurança” para as bactérias necessárias na digestão da comida. O apêndice dá cobertura a estas bactérias, para que não sejam eliminadas por doenças como a cólera ou a disenteria (inflamação intestinal)” (1)

Darwin estava errado. O apêndice é muito mais do que apenas um remanescente evolutivo. Não só ele está mais disperso na natureza do que se pensava anteriormente, mas tem estado presente há mais tempo do que se julgava” (2)

Pois… parece que não!

O Ludwig disse: “O Marcos, por exemplo, defende que o apêndice não é vestigial mas nem sequer tenta mostrar que seja uma solução inteligente ou que problema aquela protuberância intestinal supostamente resolve.

O Marcos não tem de mostrar nada porque a função do apêndice já foi mostrada. O Ludwig, pelos vistos, é que ainda não sabia. Não é vergonha ser-se ignorante. A ignorância cura-se. A insistência na ignorância é que já é pior.

Direito a prémio

E o professor Ludwig ganha o prémio Afirmação Evolucionista Mais Estúpida da Semana, por esta frase:

Sem a protecção impiedosa da selecção natural, [o apêndice] apenas se aguenta porque, até recentemente, não tem estorvado*

Portanto, a força não-inteligente da selecção natural tem protegido um órgão que, segundo o Ludwig, “é essencialmente inútil“. Esta teoria científica é mesmo muito boa.

CONCLUSÃO

O zoólogo evolucionista Steven Scalding disse que não era correcto utilizar o argumentos dos órgãos vestigiais porque é impossível alguém colocar-se no lugar do dito órgão ou estrutura para dizer se ele tem ou não alguma função. Pelos vistos, o Ludwig já resolveu esse problema. Como tal, eu gostaria imenso que ele me dissesse como o fez.

Mas a principal razão que torna este argumento inútil é que “órgãos vestigiais” apenas mostram degeneração, involução. Mas o evolucionismo precisa de uma força que crie órgãos. Forças que destruam e prejudiquem órgãos nós já conhecemos e isso está de acordo com o criacionismo bíblico. Não conhecemos é uma força que crie órgãos do nada, como a religião evolucionista defende.

Ao usar este argumento, parece que o evolucionista te quer dizer que “foi através da perda de funções para os órgãos que os diferentes órgãos foram aparecendo”.

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Feedback da semana – (Fendas branquiais nos embriões humanos; semelhança embrionária)
Novembro 1, 2009, 2:45 pm
Filed under: Evolução/Big-Bang, Respostas a Ateus

Resposta ao comentário feita pela krysynha no post 2 anos de Lógica do Sabino.
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O comentário da autora tem por base a defunta ideia da “lei da recapitulação”, que diz que o embrião de determinado ser vivo passa pelas mesmas fases de desenvolvimento das suas alegadas espécies ancestrais. Os embriões que Haeckel haeckel1apresentou como evidência da sua ideia eram muito diferentes dos verdadeiros embriões nas suas respectivas fases de desenvolvimento.

A fraude foi desmascarada em 1874 mas, por incrível que pareça, esta ideia de que a “ontogenia recapitula a filogenia” ainda continua bem presente nos manuais evolucionistas, apesar de ter levado uma nova roupagem.

Em 1965, o conhecido evolucionista George Gaylord Simpson disse: “O facto de que a ontogenia não repete a filogenia está agora bem estabelecido[*1]. Keith Thompson, professor de Biologia na Universidade de Yale, disse: “É claro que a lei da recapitulação está bem morta. Foi finalmente exorcizada dos livros de biologia nos anos 50[*2]. No entanto, esta ideia continua a ser ensinada em muitos manuais pós-anos 50.

A persistência da ideia

Actualmente, os evolucionistas dizem que o embrião humano atravessa vários estágios de evolução, como o ter fendas branquiais como os peixes ou caudas como os macacos. No entanto, aquilo a que eles se referem como “fendas branquiais” ou “cauda” não têm nada a ver com guelras de peixes ou caudas de macacos.

O termo mais correcto para definir as chamadas “fendas branquiais” são, na realidade, arcos faríngeos. Eles delineiam as estruturas da garganta e desenvolvem-se, posteriormente, na glândula do timo, na glândula paratireóide ou em canais auditivos, não tendo nada a ver com respirar, em cima ou em baixo de água.

embryo1A embrióloga J. Langman disse: “Uma vez que o embrião humano nunca tem guelras ou brânquias, foi adoptado, neste livro, o termo “fendas ou arcos faríngeos[*3].

A “cauda” não é mais do que o coccix, um importante ponto de apoio de vários ossos.

Tristemente, os evolucionistas continuam a usar uma má definição de termos, de maneira a levar mais pessoas à crença evolucionista.

As semelhanças nos primeiros estágios de desenvolvimentos dos embriões são inevitáveis

É inevitável que haja semelhanças nas primeiras fases de desenvolvimento dos embriões dos diferentes seres. Mas isto faz sentido de um ponto de vista do design. Quando construímos alguma coisa, o nosso objecto começa por não ter forma. Só quando a nossa construção está avançada é que ele vai ficando definido, com mais detalhes e pormenores.

Uma boa ilustração é o barro e o oleiro. O oleiro começa apenas com um pedaço de barro, quer ele queira fazer um Haeckel-1874cálice ou um vaso. Na fase inicial, não se sabe em que é que aquele barro se vai transformar. Se virmos fotografias de um vaso e um cálice nas suas fases iniciais, notaremos grandes semelhanças, ou melhor, a ausência de pormenores e detalhe.

Um embrião humano é sempre um embrião humano e um embrião de um peixe é sempre um embrião de um peixe. Os embriões não recapitulam as alegadas fases evolutivas, mas tornam-se cada vez mais específicos à medida que o processo avança.

Um estágio avançado

Por outro lado, estas semelhanças superficiais não surgem nos primeiros estágios de desenvolvimento do embrião, mas sim num estágio mais avançado. Se o argumento da “ontogenia recapitula a filogenia” fosse válido, seria de esperar que as parecenças fossem visíveis nos primeiros estágios de desenvolvimento. As fotografias que vos são mostradas são de uma fase mais avançada do desenvolvimento do embrião, já que as primeiras fases as diferenças não servem de evidência a este argumento.

As diferenças nos estágios iniciais não suportam o argumento das semelhanças embrionárias se deverem a ancestralidade comum.

Sir Gavin de Beer, embriólogo e antigo director do Museu Britânico de História Natural, escreveu a respeito da falta de base genética e de embriologia para o argumento da homologia na monografia Homology, an unsolved problem. Apesar de de Beer acreditar na evolução, ele mostrou que as similaridades eram apenas aparentes e não eram consistentes com ancestralidade comum.

Criador comum é a melhor explicação

Sem dúvida que as possíveis semelhanças no processo de desenvolvimento embrionário é mais bem explicado tendo em conta a visão de um Criador ou Designer comum, que utilizou um mecanismo funcional para diferentes criações suas.
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Para mais informação:

What about similarities and other such arguments for evolution?

Does homology provide evidence of evolutionary naturalism?
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REFERÊNCIAS OU NOTAS:

[*1] – Simpson & Beck (1965), An Introduction to Biology, p. 241

[*2] – K. Thompson (1988), Ontogeny and Phylogeny Recapitulated, American Scientist 76:273

[*3] – Langman, J. (1975), Medical Embryology, (3rd edition), p. 262.



Feedback da semana – (Dados da ciência e bíblia; fiabilidade dos evangelhos; apócrifos; extremismos)
Outubro 24, 2009, 11:25 pm
Filed under: Convicções / Fé, Evolução/Big-Bang, Respostas a Ateus

Resposta ao comentário do leitor que assina como hermogenes, no post Design e as pegadas na areia.
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Ou melhor, usar a biblia para defender existência de Deus é um erro. Porque muito do que está lá escrito ou não vai de encontro com tudo que sabemos do mundo que nos cerca ou então é fabuloso/trágico de mais e não se adapta aos dias de hoje:

1. Dados de geologia, arquelogia, cosmologia, arqueologia indicam uma terra bastante “velha”.

Geologia e a Bíblia

Na realidade, atirar conceitos para o ar é muito fácil. Dizer “dados da geologia, arqueologia e cosmologia“, sem especificar de que dados se está a falar, não tem nenhum valor. O mesmo pode ser feito por qualquer pessoa.

Relativamente à geologia, o que os dados e as observações científicas mostram é que os métodos de “datação”, o procedimento usado por geólogos para adivinhar calcular a idade das rochas e da Terra: 1) são um fiasco, 2) dependem de pressupostos impossíveis de verificação e 3) são interpretados de acordo com as concepções do geólogo.

GrandFalls02O registo fóssil está cheio de seres vivos que se esqueceram de evoluir, isto é, seres vivos que, apesar de os evolucionistas dizerem que têm milhões de anos, permaneceram estáticos ao longo de todo esse alegado tempo (Ver, por exemplo, o caso dos insectos, plantas, peixes, medusas e osgas). Por outro lado, os chamados “fósseis intermédios” são uma ilusão, já que os mesmos são inexistentes na classe dos invertebrados, que constituem a grande fatia do registo fóssil – 95%.

Arqueologia e a Bíblia

Creio que o hermogenes se deve estar a referir à Paleoantropologia. A verdade é que esta estranha “ciência” sobrevive mais à base de marketing do que de resultados esclarecedores. Aliás, esses resultados têm afirmado, cada vez mais, a humanidade dos indivíduos desenterrados. Senão, vejamos: o Homo floresiensis é 100% humano; o estilo de andar do Homo erectus é igual ao do homem actual e, além disso, eles tinham capacidade de fala e eram capazes de grandes proezas, apesar dos seus cérebros pequenos; o Homo neanderthalensis tinha os mesmos comportamentos que qualquer de nós.

Isto para não falar dos erros e fraudes paleoantropólogicas, anunciados como verdade até serem desmascarados (Ver, por exemplo: Homem de Nebraska, Homem de Piltdown e Ramapithecus). Quantos mais Ramapithecus homo_habilisandarão por aí expostos nos museus. Ainda há evolucionistas honestos que confessam que o estudo dos fósseis de alegados antepassados humanos são uma fantasia.

Por sua vez, a descoberta de referências extra-bíblicas a pessoas, cidades e eventos bíblicos revelam que a Bíblia relata aquilo que realmente aconteceu, mostrando que a fé do cristão assenta em factos reais.

Cosmologia e a Bíblia

A Cosmologia mostra que o nosso planeta se encontra plenamente ajustado para suportar vida. Mais de 30 factores delineados ao milímetro fazem com que seja possível a existência de vida neste planeta (ex: massa dos átomos, massa do sol e distância em relação ao mesmo, massa da lua e distância em relação à mesma, força da gravidade, etc). Altera um deles o mínimo que seja e deixarás de ter um planeta capaz de sustentar vida.

Se isto não é providência, então não sei o que essa palavra quer dizer. Para não reconhecer que tudo isto é providência divina, os cientistas naturalistas lançam para a mesa as hipóteses mais ridículas.

Quanto à idade do Universo, essa é uma questão um pouco complexa e exige mais observações e dados. Mas há dados que revelam uma idade não muito antiga para o Universo. É preciso também ter consciência de que o próprio Big Bang apenas se mantém uma teoria mais ou menos fiável por recorrer a entidades não observáveis.

Fiabilidade dos evangelhos

2. As contradições nos diferentes evangelhos levanta questões de fiabilidade dos relatos biblicos.

Na realidade, os diferentes pormenores relatados pelos 4 evangelistas, a respeito da vida, crucificação e ressurreição de Jesus Cristo, mostram que os relatos são independentes uns dos outros e que não foram uma combinação entre os diferentes evangelistas. As pequenas diferenças são o que seria de esperar se os registos tivessem sido deixados por diferentes pessoas, que presenciaram os mesmos eventos (ou recorreram a testemunhas que os presenciaram, como fez Lucas) mas descreveram-nos de acordo com a sua perspectiva.

S_Lucas_Andrea_Mantegna_2Quando aconteceu o ataque terrorista às torres gémeas, no famoso 11 de Setembro, acontecia a todo o tempo os meios de comunicação falarem com diferentes pessoas que contavam diferentes pormenores em relação ao mesmo acontecimento – o ataque terrorista às torres gémeas. 100 Pessoas entrevistadas forneceriam diferentes pormenores em relação ao mesmo evento, no entanto, isso não quer dizer que elas estivessem a fabricar uma invenção. Mas pela lógica do ateu, os seus relatos não seriam fiáveis.

O que interessa é que os evangelistas concordam entre si nos eventos cruciais. Todos os quatro evangelhos concordam que:

Jesus de Nazaré foi crucificado em Jerusalém pelas autoridades romanas durante as festividades da Páscoa, tendo sido preso e acusado de blasfémia pelos líderes judaicos e então caluniado pelo crime de traição perante o governador Pilatos. Depois de várias horas ele morreu e foi sepultado na tarde da sexta-feira por José de Arimatéia em uma tumba, que foi selada com uma pedra. Algumas mulheres seguidoras de Jesus, incluindo Maria Madalena, observaram seu sepultamento, visitaram a sua tumba no domingo pela manhã e encontraram-na vazia. Jesus apareceu vivo aos seus discípulos, incluindo Pedro, que então começaram a ser proclamadores da mensagem de Sua ressurreição.

Mais pormenores sobre este tópico em Inerrância e ressurreição, no 4º ponto.

Livros apócrifos

3. Os envagelhos apócrifos EXCLUÍDOS da biblia por conterem histórias no minimo embaraçosas e patéticas (jesus transformando os amiguinhos em cabritos!) que põe a nú mais uma vez como a biblía é uma fantasiosa supercriação humana.

Os evangelhos apócrifos que falam sobre Jesus nunca foram excluídos de nada. Eles nem sequer chegaram a fazer parte do cânone bíblico. Isto porque eles nunca foram tidos como fontes históricas fidedignas. Uma das razões é que foram escritos entre um a dois séculos depois do tempo de Jesus Cristo e os seus autores eram obscuros. O que o ateu está a pedir é que nós acreditemos em livros que foram escritos 200 anos depois dos relatos que descrevem, e que não recorrem a testemunhas oculares, do que acreditarmos nos relatos de autores que presenciaram os eventos ou que recorreram a testemunhas dos eventos.crucification4

Imaginem que daqui a 200 anos surgiriam vários livros que apresentavam versões completamente diferentes do 11 de Setembro. Seria lógico aceitar-se esses livros como tendo material confiável em detrimento dos livros que foram escritos no tempo do evento que relata e que recorrem a testemunhas oculares? Óbvio que não! Mas é isso que o ateu nos pede para fazermos em relação aos livros apócrifos.

Extremismos bíblicos

4. A biblía é usada para extremismos.

Mas o facto de a bíblia ter sido usada como justificação para muitos extremismos não é evidência contra a sua mensagem. Eu também posso dizer que matei pessoas para cumprir a vontade do primeiro-ministro de Portugal, o que não quer dizer que isso faça do mesmo uma pessoa má e com uma mensagem destruidora. O que importa é o que ele realmente diz e não o facto de haver pessoas que praticam crimes e dizem que apenas estavam a seguir os seus ensinamentos.

As pessoas interpretam a sua maneira, todos alegam que são a igreja escolhida.Como saber?

A única coisa que importa é aceitar que Jesus Cristo morreu na cruz para pagar os nossos pecados e que ressuscitou, vencendo a morte. Segundo a bíblia, este é o único requisito para ser salvo (Romanos 10:9; Actos 16:31)

5. Essa biblia que já foi usada em nome de Deus para derramar sangue de inocentes

Já foi dito em cima que o que importa não é o que as pessoas fazem em nome de, mas sim a mensagem que esse nome de transmite. As pessoas que mataram “em nome de Deus” estavam a praticar o contrário da mensagem que Jesus pregou.

Mas o ponto mais interessante aqui é ver que o hermogenes apela a um padrão universal de justiça, utilizando-o para poder referir-se a “inocentes”. Mas se não existe um Legislador de Justiça absoluto – Deus -, então porque razão o mesmo sentido de justiça do hermogenes deve ser aplicável a todas as outras pessoas? Se o ser humano evoluiu, e se tudo evoluiu, porque razão o sentido de justiça deve ser igual em todas as pessoas e em todas as sociedades?

Reparem que o hermogenes, ao assumir um padrão universal de justiça, segundo o qual sabemos distinguir que há atitudes que são sempre injustas e outras que são sempre justas, ele está a revelar a existência de Deus, a referência absoluta de justiça.



As semelhanças entre chimpanzés e humanos e o cherry-picking evolucionista
Outubro 19, 2009, 8:37 pm
Filed under: Evolução/Big-Bang, Respostas a Ateus

Nos comentários do post Evolucionista alienado insiste em não descer à Terra, o leitor que assina como hermogenes quis mostrar como as várias semelhanças físicas e comportamentais entre os chimpanzés, gorilas e macacos e os seres humanos são provas inequívocas de que estes partilharam um ancestral até há relativamente pouco tempo, numa escala de tempo evolucionista.

Como é hábito, os argumentos apresentados revelam uma cuidadosa selecção de dados (o chamado cherry-picking) e também o apelo à ignorância dos leitores.

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Homem e restantes primatas
Algumas das inúmeras semelhanças…
-ambos corpo e simetria bilateral.

A maioria dos seres vivos possui simetria bilateral.

Órgaos e ossos com mesma organização.

Não sei bem o que é suposto entendermos com isto do “órgãos e ossos com mesma organização“, uma vez que vários animais têm uma anatomia semelhante à dos chimpanzés. Será que a “mesma organização” se refere ao facto de todos os animais terem a cabeça em cima e os pés em baixo?

Esta “mesma organização“, o que quer que ela seja, encontra-se em muitos outros animais. Os seguintes esqueletos pertencem a um humano, um chimpanzé, um urso e um guaxinim, respectivamente.

skeleton1skeleton2skeleton3skeleton4

braços longos e mãos com 5 dedos, capazes de agarrar e utilizar instrumentos.

Vários animais têm membros dianteiros longos e mãos com 5 dedos. Muitos animais são capazes de utilizar instrumentos, até mesmo melhor do que os chimpanzés (Ver: Inteligência animal).

whale_skullapresentam os maiores cránios e cérebros do reino animal.

O crânio da baleia é maior (à esquerda).

Olhando para a face de um gorilla, chipanzé ou humano, as narinas, uma ao lado da outra, viradas para frente e para baixo.

Muitos outros animais também apresentam este padrão.

chimp1tiger1

tem a mesma formula dental.

Os chimpanzés têm 32 dentes, tal como os humanos. No entanto, os caninos de um chimpanzé são muito maiores do que os do ser humano.

Não que o facto de ter o número de dentes igual a humanos provasse alguma coisa, mas não são os únicos a terem 32 dentes. As girafas também têm. Gatos adultos também têm.

a visão é binocular,a cores, com percepção de profundidade e distância.

A maioria dos animais tem visão binocular, a cores e com percepção de profundidade e distância.

Semelhanças comportamentais:
-Depressão,descrito em primatas humanos e não humanos.

Ao pesquisar sobre isto, encontrei este texto em que uma veterinária diz que “a depressão entre animais é um mito“. Ela diz que é verdade que os animais ficam tristes, mas isso são apenas alterações comportamentais, e não depressão.

Mas mesmo que os animais sintam depressão, esse tipo de comportamento não foi apenas descrito em humanos e chimpanzés, mas também noutros animais (cães, por exemplo).

Inteligência (em primatas não humanos já foi reportado o desenvolvimento de ferramentas e organização de equipas com propósito estratégico de caça.

Inteligência e comportamentos como os descritos em cima foram detectados em vários animais. É preciso ser muito mau carácter para apresentar isto como se apenas se tivesse observado comportamentos inteligentes em chimpanzés. Alguns exemplos:

– Os elefantes possuem uma memória avançada, ficam de luto pelos seus mortos, manejam ferramentas com grande habilidade, criam novos utensílios, etc;

– Os corvos são capazes de usar raciocínio causal para resolver problemas muito melhor do que os chimpanzés;

– Os bébés morcego são capazes de imitar os seus progenitores, coisa que nunca foi reportada em “primatas não humanos”;

– As moscas da fruta são capazes de aprender com a experiência;

– Há pássaros que pronunciam palavras e que dançam ao ritmo da batida;

– As hienas superam os chimpanzés em testes de resolução de problemas em cooperação;

– Os cavalos sabem contar.

Comunicação não verbal, como revolta, ameaça de outros individuos com punhos cerrados, paus ou pedras.

Comunicação não verbal é abundante no reino animal.

A forma de agressão é apenas uma das características do comportamento deles. Outros animais têm outro tipo de comportamentos que os humanos também têm e que não se encontram nos chimpanzés, como já foram referidos exemplos.

comportamento sexual- o sexo não está apenas relacionado com perpetuação da espécie, mas também como forma de prazer. Em bonobos, outras caracteristícas típicamente humanas incluem sexo oral, beijos linguados ardentes, masturbação, várias posições sexuais e toque genital.

Mais uma vez, este tipo de comportamentos sexuais (sexo oral, masturbação, etc) está documentado em várias espécies de animais, e não é apenas uma característica dos “primatas não humanos”, como o hermogenes quer fazer crer.

CONCLUSÃO

Realmente, as semelhanças físicas e comportamentais entre os chimpanzés e os seres humanos mostram que eles partilharam um ancestral muito recentemente… caso todos os outros animais não entrem na equação. O que me preocupa mais é que a pessoa que apresentou estas “evidências” diz-se formado em medicina veterinária e que foi durante o curso que ficou sem dúvidas de que a evolução darwiniana é real. Bem, se me apresentassem estas “evidências” e eu as recebesse de forma acrítica, também eu ficaria rendido a elas.

O Sabino de há 2 anos ficaria sem saber como responder a tamanhas “evidências”. Ficaria a pensar que, da forma como as coisas são apresentadas, até parece que a evolução aconteceu. Mas o Sabino de hoje já aprendeu a forma como os evolucionistas lidam com as evidências. São elas: selecção cuidadosa de dados, má/vaga definição de termos, não colocar as coisas em perspectiva e a censura a opiniões divergentes. Portanto, o Sabino de hoje já está alertado para este tipo de “evidências” apresentadas.

O meu desejo é que os restantes cristãos que acompanham este blogue também não se deixem levar na teia evolucionista. Para os ateus evolucionistas, o meu desejo é que comecem a ser críticos em relação às “evidências” que vos são apresentadas. Afinal de contas, apesar de se saber há mais de 10 anos que o apêndice não é um órgão vestigial mas um membro importante do nosso corpo, órgãos de comunicação como a LiveScience ainda o colocam como sendo o órgão vestigial número 1 do nosso corpo.

Lamentável.



Evolucionista alienado insiste em não descer à Terra
Outubro 9, 2009, 10:14 pm
Filed under: Evolução/Big-Bang, Respostas a Ateus

Quem frequenta este blogue provavelmente já me ouviu fazer referência ao Ceticismo. O autor do Ceticismo é um daqueles evolucionistas que se fecha dentro da sua caixa quadrada evolucionista e diverte-se a atacar um criacionismo de palha. Ninguém sabe muito bem quem defende o tipo de criacionismo que o autor do Ceticismo ataca, mas como lhe dá prazer temos de respeitar.

Este ateu evolucionista já sabe que os criacionistas não negam nem a selecção natural, nem as mutações, nem a variação (como já lhe foi explicado em posts como Evolução num tubo de ensaio? – Mais uma tentativa de vender gato por lebre e Evolução inédita observada – Criacionistas sem resposta), mas ele insiste em não sair da sua caixa quadrada. Mas, para os criacionistas, não há nada melhor que expor as falácias evolucionistas.

Desta vez, o golpe ao criacionismo foi: Ratos loiros são mais uma prova do processo evolutivo. O post dele é um bocadinho difícil de se ler, pois contém muito ruído e comentários despropositados, mas vale o esforço. Os destacados são sempre meus:

Em uma ilustração vívida da seleção natural no trabalho, os cientistas da Universidade de Harvard, Catherine R. Linnen e Hopi E. Hoekstra descobriram que os ratos veadeiros loiros – que vivem em Sand Hills, Nebraska – evoluíram […] rapidamente coloração mais clara depois das geleiras terem se depositado em cima de dunas de areia que tinha sido um solo muito mais escuro.”

Hum… “evoluíram rapidamente coloração”… isto parece bom.

Mas, invariavelmente, quando vamos analisar o que aconteceu ao nível molecular…

Os autores mostram no artigo que as diferentes variantes de um único gene determina se um rato veadeiro é escuro ou claro.

[…]

Os cientistas constataram que a coloração clara surgiu da atividade aumentada em um único gene, chamado “Agouti”. Esta expressão aumentada, por sua vez, está associada com a supressão de um único aminoácido, um processo que parece estar sob seleção natural.” (Publicado na Science)

E pronto. Cá está. Aqui entre nós, amigos criacionistas, vocês não gostam de ver as exigentes evidências que os ateus evolucionistas necessitam para acreditarem na teoria da Evolução?

Reparem que esta variação dos ratos deveu-se ao aumento da actividade num gene que já existia na criatura. Para além disso, esse aumento está associado com a eliminação de um aminoácido! Por essa razão, o prémio Afirmação Evolucionista Mais Estúpida da Semana vai para o autor deste post, pela seguinte frase:

basta raciocinar um pouco e extrapolar o que aconteceria durante milhões de anos de contínua evolução sobre a ação seletiva natural.

Portanto, o que ele quer dizer é que foi a perda de aminoácidos ao longo dos milhões de anos que fez com que os seres vivos fossem evoluindo para seres cada vez mais complexos.

CONCLUSÃO

Mais uma vez, e apesar de ele ser anunciado como um novo ícone evolucionista, este estudo genético vem comprovar o Criacionismo Bíblico, segundo o qual os seres vivos reproduzem-se “segundo as suas espécies”.

O melhor que o ateu evolucionista consegue fazer é usar a variação genética, onde não se cria informação genética nova e, muitas vezes, o que acontece é a eliminação de informação (como neste caso), para suportar a sua crença de que todos os seres vivos da Terra se forem criando sozinhos ao longo do tempo.



Resposta ao Ludwig – Com muita fé se constroem árvores da vida imaginárias
Julho 17, 2009, 3:16 pm
Filed under: Evolução/Big-Bang, Respostas a Ateus

Resposta ao post “Miscelânea Criacionista: quem foi o primeiro?” do blogue do Ludwig Kripphal.
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Os criacionistas alegam ser preciso fé para aceitar que os seres vivos tenham surgido por processos naturais. O que é estranho. Todos os dias a natureza cria seres vivos a partir de outros parecidos. E por processos naturais.

Para evitar confusões, deliberadas ou indeliberadas, convém clarificar o que os criacionistas querem dizer quando se referem aos “processos naturais”. Quando estes se referem aos seres vivos a surgir através de processos naturais, estão-se a referir aos seres vivos se criarem a si mesmos, isto é, aos seres vivos criarem a imensa informação genética necessária para a existência das afinadas estruturas biológicas que os seres vivos possuem (pulmões, órgãos sexuais, olhos, pernas, asas, etc).

O Ludwig parece entender “processos naturais” como tudo aquilo que acontece na natureza e, partir daí, acha legítimo dizer que todos os dias surgem novos seres vivos por processos naturais. Se essa for a definição de “processos naturais”, então é verdade que os seres vivos se criam através de processos naturais. Mas não é a esse tipo de “processos naturais” que os criacionistas se referem. É necessário ter cuidado com as definições evolucionistas pois, como se sabe, quem define os termos ganha sempre o debate.

A natureza não cria nada. Quem cria são os seres vivos. E isso acontece porque eles possuem sistemas biológicos que permitem a reprodução (de onde veio a informação genética para tal?). A informação genética do(s) pai(s) é passada para o filho. Um filho não tem informação genética que o(s) progenitor(es) não tenham também (quanto muito têm genes corrompidos). Mas os evolucionistas acreditam que, na hipotética longa história da Terra, um ser vivo adquiriu informação genética que os seus progenitores não possuíam, dando assim origem a diferentes tipos de animal. É aí que entra a fé evolucionista. Nunca ninguém viu tal acontecer. Só quem for ingénuo é que cai na armadilha semântica de que todos os dias surgem seres vivos por processos naturais.

Como este poder da natureza torna supérfluo qualquer agente sobrenatural,

Mas o problema é que este “poder da natureza” em nada reduz a significância de um Designer. A natureza (os seres vivos) não adquiriu este “poder” por si mesma. Os seres vivos só têm poder para se reproduzirem porque alguém codificou no seu ADN a informação genética necessária para tal. Foi isso que Deus ordenou quando criou os seres vivos (Génesis 1:22/28). Já os evolucionistas acreditam que essa informação se criou a si mesma. Isso é uma crença tão religiosa quanto o “Deus criou”.

Os criacionistas tratam os “tipos” de organismos como categorias bem definidas e estanques, um erro que o Marcos Sabino demonstra quando aceita a evolução, tal como ela é, para logo a seguir dizer que não pode ser assim: «Se evolução for apenas “descendência com modificação” (que é o mesmo que dizer que os filhos serão diferentes dos pais) então há “evolução”. […] Mas nós não queremos saber como os filhos são diferentes dos pais. […] Se “evolução” for o processo que transforma um animal noutro tipo de animal diferente então isso [nunca] foi observado.»(1)

O Marcos Sabino diz que os animais se reproduzem sempre de acordo com o seu tipo, tal como refere o primeiro capítulo de Génesis. E isto é um facto científico. Observa-se os seres vivos a procriarem de acordo com as suas espécies, tal como a bíblia refere. Mas nunca se observou o tipo de transformação que os evolucionistas fantasiam. O que o evolucionista faz é dar exemplos que confirmam o criacionismo bíblico para depois argumentar contra o mesmo. Irónico, no mínimo.

O Marcos Sabino não “aceita a evolução, tal como ela é“. O Marcos Sabino aceita é a variação/especiação animal, sendo que isto não passa de recombinação de informação genética pré-existente. O problema aqui é que o evolucionista considera qualquer variação biológica que ocorra como sendo “evolução”. Como não têm verdadeiros exemplos de evolução vertical para fornecer (aumento de informação genética), o evolucionista procura confundir a audiência, mostrando exemplos que apenas recombinam a informação já existente. Eles chamam-lhe microevolução. Um termo enganoso, mas como os evolucionistas os usam, os criacionistas também o têm de usar. Eles sabem que os exemplos de microevolução que dão não podem ser extrapolados para a macroevolução mas, como são os únicos exemplos que têm, não podem desarmar.

A evolução é um processo gradual, como o envelhecimento ou a queda de cabelo.

A única diferença é que a evolução (macroevolução) nunca foi observada, ao passo que o envelhecimento e a queda de cabelo sim.

Os filhos herdam características dos pais mas não são sempre iguais aos pais, o que faz as populações mudar com o passar das gerações.

Até aqui não há controvérsia, já que os criacionistas não são contra a mudança.

E se bem que as mudanças sejam pequenas de geração para geração, acumuladas tornam as populações muito diferentes dos seus ancestrais longínquos.

Reparem que o professor Ludwig saiu do campo da ciência e entrou no campo da religião sem sequer se dar conta disso. A parte “E se bem que as mudanças sejam pequenas de geração para geração” faz parte da observação empírica. O acumuladas tornam as populações muito diferentes dos seus ancestrais longínquos” não passa de uma afirmação de fé.

Podemos conceber um objecto ao qual falte uma milésima de um milímetro para ter dois metros mas é absurdo falar da pessoa a quem falta uma milésima de um cabelo para ser cabeluda. E é disparate argumentar contra a macro-perda de cabelo alegando que só se observa micro-perdas e ninguém passa de cabeludo a careca só por perder um cabelo.

Novamente, o Ludwig compara um fenómeno que nós vemos acontecer (a queda de cabelo), e do qual temos várias testemunhas oculares, com um fenómeno que nunca ninguém viu.

É a confusão que os criacionistas fazem com os tipos de animal e até com a categoria de ser vivo. As fronteiras destas categorias ou não permitem distinções finas ou, quando permitem, são arbitrárias.

É interessante um evolucionista dizer isto, quando nem eles mesmos sabem bem o que é uma espécie.

Actualmente, os criacionistas conduzem estudos para tentar descobrir quais os tipos bíblicos criados por Deus – a chamada “baraminologia” (do hebraico baramin) [*1,2]. Isto é importante pois a classificação taxonómica dos evolucionistas está longe de ser adequada. Animais que eles classificam como diferentes “espécies” procriam e muitos deles dão descendência fértil [*3]. Segundo a Bíblia, se dois animais se reproduzem, muito provavelmente eles fazem parte do “tipo” bíblico, traduzido por João Ferreira de Almeida como “espécie”. Ainda há poucas semanas foi reportado que duas “espécies” diferentes de salamandras procriaram. Outro artigo da National Geographic refere que a hibridação ocorre com frequência. Está claro que “espécie” bíblica é mais abrangente do que a actual definição de “espécie” dada pelos evolucionistas.

(Há dias, o Ludwig dissertou sobre os “tipos” bíblicos. Infelizmente para ele, creio que escolheu mal o exemplo – o morcego. O mais antigo fóssil de morcego que se conhece mostra que eles sempre foram morcegos)

Penso que foi este o golpe de génio de Darwin. Que os filhos são diferentes dos pais já toda a gente sabia. E os agricultores, e criadores de animais, já tiravam partido disso para seleccionar as características mais desejadas. Mas Darwin percebeu que perguntar quem foi o primeiro é irrelevante. Seja o primeiro pombo, o primeiro mamífero ou o primeiro ser vivo, não vale a pena procurá-lo porque estas categorias são imprecisas ou arbitrárias.

Não vale a pena procurá-lo porque ele não existe. Deus criou tipos de animais distintos e prontamente funcionais.

Como alguns criacionistas gostam de apontar, são as gaivotas que dão gaivotas e as moscas que dão moscas.

Tal como nos mostram as observações científicas.

E apesar de ninguém se deitar jovem uma noite para acordar velho na manhã seguinte, as coisas mudam. Os filhos não são exactamente iguais aos pais e cada dia que passa deixa-nos um dia mais velhos. Entre esta manhã e a noite sessenta anos antes, ou entre os filhos de hoje e os seus antepassados de milhões de gerações atrás, a diferença pode ser enorme.

Reparem como os evolucionistas têm sempre de dar exemplos de coisas que se observam para servir de comparação à evolução darwiniana nunca observada. Existem testemunhas oculares que registaram esta manhã e a manhã de há 70 anos. Infelizmente para os evolucionistas, nunca os hipotéticos milhões de anos foram observados por ninguém.

CONCLUSÃO

O último parágrafo do texto do Ludwig (não referido aqui) é apenas a fé dele. O Ludwig não gosta que os criacionistas digam que os evolucionistas também necessitam de fé para acreditar no que acreditam mas a verdade é que os cenários que ele propõe são cenários baseados na confiança no não observado e na especulação.
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REFERÊNCIAS OU NOTAS:

[*1]Creation Ministries International, “A baraminology tutorial with examples from the grasses (Poaceae)” (URL)

[*2]Answers in Genesis, “What is baraminology?” (URL)

[*3] – Para vários exemplos, ver: Quantos animais Noé precisou de levar na arca? (Parte 2)



Informando um evolucionista confuso e pouco esclarecido
Julho 10, 2009, 6:01 pm
Filed under: Evolução/Big-Bang, Respostas a Ateus

No blogue do meu amigo Samuel, o leitor que assina como nuno deixou um comentário, neste post, que mostra que os criacionistas ainda têm muito trabalho a fazer com vista a esclarecer as pessoas sobre 1) o que é o criacionismo bíblico e 2) as meias verdades contadas pelos evolucionistas para suportarem a sua fé. Ele tocou em muitos assuntos (alguns já abordados neste blogue) que merecem comentário.
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1) Todos temos um antepassado comum

Isto é uma posição filosófica e não científica, na medida em que nunca tal foi observado.

está provadissimo que ha evolução

Depende do que entendes por “evolução”. Se evolução for apenas “descendência com modificação” (que é o mesmo que dizer que os filhos serão diferentes dos pais) então há “evolução”. Com este tipo de “evolução” os criacionistas não têm qualquer problema. A Bíblia confirma este tipo de “evolução”. Mas nós não queremos saber como os filhos são diferentes dos pais. Não é isso que está em discussão nem foi isso que Darwin (apenas) propôs.

Se “evolução” for o processo que transforma um animal noutro tipo de animal diferente então isso também é uma posição filosófica pois nunca tal foi observado.

e várias ligaçoes geneticas entre animais semelhantes ou descendentes de outros

Semelhanças genéticas tem de haver sempre, dado os diferentes animais possuírem sistemas semelhantes (respiração, visão, sangue, ossos, etc). Semelhanças genéticas não provam mais ancestralidade comum do que provam um criador comum que, tal como os engenheiros fazem, reaproveitou um sistema funcional para usá-lo nas diferentes coisas que criou.

Daí o nosso DNA ser muito parecido com o dos chimpanzes..!

Sobre isto ler: O mito da diferença genética de 1% entre o homem e o chimpanzé.

O nosso ADN também é parecido com o dos cangurus e com os ouriços do mar e não é por isso que dizes que descendemos deles. Os seres humanos e as bananas têm uma similaridade percentual de 50%.

olhem para todos os animais e vejam qual é o mais parecido com o Homem…Não é difícil!

Eu diria que é esta salamandra:

salamandra_homem

Brincadeira.

Dizer que o homem e o chimpanzé partilham um ancestral pelo facto de ser mais parecido com o chimpanzé do que com outro animal é estar a assumir o que tem de ser provado e é andar em raciocínio circular. Prova-se que ambos partilham um ancestral pelo facto de terem semelhanças físicas e explica-se o facto de terem semelhanças físicas pelo facto de partilharem um ancestral. Aliás, nem os evolucionistas conseguem estar de acordo sobre quem partilha um ancestral directo com o ser humano. Aparentemente, as evidências não são assim tão conclusivas.

Mas se tudo tivesse sido criado por “Deus”, porque haveria DNA? Pra que?

Acho que é a segunda vez que vejo alguém apontar a existência de ADN como argumento contra a existência de Deus. Não percebo muito bem qual é a substância do argumento mas eles lá saberão.

Existe ADN porque esse foi o sistema utilizado por Deus para codificar toda a informação que controla o nosso organismo. O ateu tem a tarefa difícil de explicar como informação codificada surgiu apenas de causas materiais, quando nós sabemos que quando encontramos informação codificada essa informação tem sempre uma fonte inteligente.

O criacionismo diz que a vida é imutavel (=não muda), ou seja, os organismos criados no “Início” sao iguais aos que existem agora…! São mesmo?

Não, não e não! O criacionismo não diz que a vida é imutável. Diz que que Deus criou diferentes tipos básicos de animais que se irão sempre reproduzir de acordo com as suas espécies, tal como vemos no relato de Génesis. Rápida especiação é importante no modelo do criacionismo bíblico (Ver: Rápida repopulação da Terra após o dilúvio (Parte 1).

Antes haviam mamutes e agora elefantes..!

Apenas prova que antes haviam mamutes e agora já não. Agora sou eu: antes haviam medusas e agora… há medusas na mesma.

Isto pra nao dizer que é possivel manipular geneticamente bacterias, plantas, o que for e criar uma forma de vida diferente da inicial…

Manipulação genética é uma forma de design inteligente e não de evolução aleatória. Na manipulação genética, assim como na selecção artificial, existe um determinado propósito e todo o processo tem intervenção inteligente. Não é muito inteligente comparar formas de actuação inteligentes com processos naturais impessoais.

Além disso, convém ter cuidado com os evolucionistas quando estes dizem “diferente”. Como já foi dito, os criacionistas não têm problemas com os filhos serem diferentes dos pais, já que isso é apenas variação, recombinação de informação genética já existente.

2) Um de voces falou no “Design Inteligente”…design inteligente? eu pergunto-te…ja alguma vez viste uma sequencia de DNA ?? Tens noçao da quantidade de “lixo” que existe no DNA que não codifica nada? 90% ? Isso so demonstra que houve uma evoluçao…o nosso DNA ja vem de organismos de ha muito muito muito tempo…que foi evoluindo…!

Já cá faltava o argumento do ADN-lixo. Este argumento é um dos que, dentro de poucos anos, se juntará ao dos órgãos vestigiais no caixote dos falhanços evolucionistas (ou então terão de redefinir o termo, como fizeram com os órgãos vestigiais). O termo “ADN-lixo” (junk DNA, no inglês) surgiu para designar algumas partes do ADN que aparentemente não tinham função. Mas em vez de tentarem descobrir a sua função, os cientistas (evolucionistas) ficaram-se pelas aparências e inventaram o termo ADN-lixo. O que acontece é que a ciência tem destruído esta ideia e tem descoberto que muito do considerado ADN-lixo afinal desempenha papéis importantes no genoma.

Agora sabe-se que grandes quantidades de “ADN-lixo” afinal controlam o funcionamento dos genes, permitindo a adaptação do ser vivo ao ambiente que o rodeia (Exemplos: 1,2,3,4,5,6,7,8).

O factor tempo é importantissimo aqui…

Nós sabemos. Por isso é que os evolucionistas subvertem as evidências científicas a respeito da preservação de proteína em organismos fósseis, de maneira a manter intacto o pilar dos milhões de anos.

Porque as mutaçoes no DNA (o motor da evoluçao) foram acontecendo desde que apareceu a primeira forma de vida.

Mas as mutações são maioritariamente prejudiciais ao organismo. Se hoje observamos que elas são maioritariamente malignas, o que te faz pensar que no passado que ninguém viu elas foram responsáveis por, literalmente, criar os seres vivos? Se um ser vivo estivesse a sofrer mutações há 500 milhões de anos, ele já não existiria. Já teria sido liquidado.

3) Donde surgiu a primeira forma de vida? Não esta provado…um estudo feito ja ha muito tempo provou que era possivel formarem-se moleculas organicas com as condiçoes que haviam na terra (agua, certos elementos e energia das tempestades).

Estás a referir-te à experiência de Miller, já desacreditada há uns bons anos. Os mitos evolucionistas recusam-se a desaparecer.

Além disso, se perguntas: “donde veio tudo?” para a resposta ser “Deus”…..eu pergunto-te “De onde veio Deus?

Quando tu te referes a “tudo”, também estás a incluir o próprio tempo e o espaço. Se a determinada altura da História tempo e espaço não existiam e aparecem em cena, a causa que os originou tem de estar fora deles. Para mim a causa é Deus. Se Deus estivesse sujeito ao tempo, Ele não poderia criá-lo, pois estaria limitado a ele. Se estivesse sujeito ao espaço, Ele não poderia criá-lo, pois estaria limitado a ele. Nem tudo precisa de uma causa inicial, apenas coisas que vieram à existência e, infelizmente para os ateus, o tempo, espaço, energia e matéria são algumas delas.

A Bíblia diz que Deus é “o Alfa e o Ómega, o princípio e o fim” (Apocalipse 21:6).

3) Não é porque gostam de criticar outras pessoas ou teorias formuladas por outras pessoas que o vao fazer…além de idiota, parece que so querem chamar a atençao. A não ser que fundamentem as vossas opinioes..! Não basta dizer “Deus é que existe e voces sao burros

E não é o que dizemos. Pelo menos não aqui n’A Lógica do Sabino. Aqui tratamos de usar as evidências científicas para mostrar que elas estão de acordo com a Palavra de Deus. O que não está de acordo com a Palavra de Deus são as especulações vãs dos evolucionistas.



Resposta ao Ludwig – Por que não acredito no ateísmo
Maio 17, 2009, 2:18 pm
Filed under: Convicções / Fé, Respostas a Ateus

Num dos seus mais recentes posts, o ateu evolucionista Ludwig Krippahl revela algumas das razões que o levam a não acreditar em deuses, focando-se especialmente no Deus bíblico (ele chama-lhe o “deus católico“). Só vou lidar com os argumentos gerais utilizados por ele. Vou deixar de lado as referências à doutrina católica. Vejamos:

Estes problemas agravam-se quando substituímos a hipótese vaga de existir algum deus por uma hipótese como a do deus católico. Nasceu Jesus, de uma mãe virgem, morreu e ressuscitou […] E há também o problema destes detalhes serem contrários ao que sabemos ser possível, com virgens grávidas, mortos que ressuscitam e outros milagres.

O professor Ludwig parece usar o argumento/desculpa de que “é impossível estas coisas acontecerem, portanto, eu não acredito”. Mas é claro que estas coisas não são possíveis por via naturalista. Toda a gente sabe isso. Não é preciso ser-se cientista para constatá-lo. Será que os ateus acham que os cristãos acreditam que este tipo de milagres é possível por meios naturais?

Todas as vezes que a Bíblia refere milagres não os atribui a causas naturais mas sim ao poder de Deus, que está acima das causas naturais (foi Ele que criou a natureza). A Bíblia não atribui os milagres a causas naturais mas sim à intervenção divina. Os cristãos acreditam e dedicam a sua vida a um Ser que está acima das causas naturais. Se Deus não tivesse nada de especial, isto é, se Deus fosse um ser igual a qualquer um de nós, é óbvio que não seria digno da nossa adoração e dedicação. É por Ele ter poder sobre a natureza que criou que os cristãos o adoram.
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Finalmente, estas hipóteses tendem a ser inconsistentes. Um deus criou-nos com vontade livre mas, sendo omnisciente, já sabe tudo o que vamos fazer no futuro.

Não se consegue perceber muito bem onde é que o professor Ludwig vê a inconsistência. Onde é que o facto de um Deus omnisciente nos ter criado com livre arbítrio e já saber o que vamos fazer no futuro constitui uma inconsistência? Porventura está a nossa liberdade ameaçada ou condicionada por Deus já saber o que vamos fazer amanhã? Deixo aqui uma analogia interessante de alguém que comentou este post lá:

Estou num avião. Encontro-me a sobrevoar uma auto-estrada. Vejo um pesado a ultrapassar um ligeiro. Mais à frente há um acidente que o pesado ainda não consegue ver. Eu sei que vai dar asneira, que o pesado se vai espetar à grande. Estou a limitar a liberdade do condutor do pesado?
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Ama toda a gente mas deixa crianças a morrer de cancro ou pisar minas.

Antes de mais, reparem na utilização de um argumento emocional na referência ao termo “crianças”. Ele poderia ter simplesmente utilizado a palavra “pessoas”, pois não são só crianças que morrem de cancro e em minas. Aqui está patente um apelo à emoção. “Coitadinhas das crianças… não merecem”. Também está patente, como já é habitual, a posição incoerente do ateu. Se para o ateu evolucionista nós não somos mais do que animais evoluídos, num processo sem direcção e sem propósito, então não faz sentido estar indignado porque crianças pisam minas. Quem disse que o propósito das crianças não é pisar minas? Num mundo evolucionista, os mais fortes prosperam, os mais fracos são eliminados. Por quê o choradinho?

Deixando o cariz filosófico da questão… o cristão que acredita no Génesis sabe por que razão o cancro existe. No dia em que Adão e Eva decidiram usar da sua liberdade para rejeitarem o plano de Deus, toda a Criação ficou amaldiçoada. Morte e doença entraram no mundo. Mas Deus promete restabelecer a sua Criação ao estado original (Romanos 8:22-23).

Reparem como o ateu procura culpabilizar Deus de coisas em que o culpado é o ser humano. Os homens colocam minas debaixo do solo… uma pessoa calca a mina e os seus membros espalham-se pelo terreno… quem é o culpado? É Deus, ora pois. Quem colocou a mina debaixo do solo está inocente. Um sujeito conduz sob o efeito de álcool e acaba por ter um acidente onde morrem outras pessoas. Quem é o culpado? É Deus, ora pois. O fulano que conduziu bêbado está inocente.

O ser humano utiliza mal a dádiva que Deus lhe deu – o livre arbítrio – e o ateu quer culpabilizá-lo. Que culpa tem Deus se o ser humano não usufrui da sua liberdade de forma correcta? O ateu já não aplica a mesma lógica ao resto. Usando a mesma lógica, se o meu pai me dá um carro nos meus anos e eu uso-o para ir atropelar pessoas, a culpa é dele. Se ele nunca mo tivesse dado, eu não teria atropelado pessoas (cf: se Deus nunca nos tivesse dado livre arbítrio, nunca o usaríamos para o mal). Hum… ainda podemos ir mais atrás. A culpa é de Karl Benz por ter inventado o automóvel.

O ateu quer que Deus controle a Sua Criação como marionetas inanimadas, invalidando assim o nosso livre arbítrio. Mas será que o ateu gostaria que Deus interviesse sempre que fossemos pecar? Quando estivessemos a ver qualquer coisa que não devessemos, Deus podia mandar o computador abaixo. Quando estivessemos a pensar algo que não devessemos, Deus podia dar-nos uma dor de cabeça no momento para estarmos ocupados com ela. Quando fossemos fazer algo que não deviamos, Deus podia imobilizar-nos temporariamente. É claro que o ateu não queria. Ele, tal como o cristão, preza a sua liberdade.
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Criou um universo tão vasto e antigo que nem conseguimos imaginá-lo mas preocupa-se quando usamos preservativos ou temos relações sexuais antes de trocar alianças.

Deixando de lado as questões doutrinárias levantadas, novamente não se percebe como é que a 2ª oração segue logicamente à 1ª. Onde é que o facto de um Deus que criou um universo tão vasto e que se preocupa com os nossos comportamentos constitui uma inconsistência? Só na mente do ateu.
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É infinitamente poderoso, sábio, está em todo o lado e sabe tudo o que pensamos mas precisa de padres, bispos e profetas para interpretar as mensagens confusas que ele deixa.

Deus nao precisa de padres, bispos e profetas. Simplesmente esse foi/é o padrão de comportamento de Deus relativamente à transmissão da Sua Palavra (e o que de mim ouviste de muitas testemunhas, transmite-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros” – II Timóteo 2:2).

Não há nada de confuso na mensagem chave do Cristianismo. Que parte do versículo que se segue é confusa?

Porque, se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo;(Romanos 10:9)

E do seguinte?

Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa.” (Actos 16:31)

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É por isto que não acredito em deuses. A minha avaliação destas hipóteses, que tento tão imparcial e objectiva quanto consigo, leva-me a concluir que são falsas.

Mas será que o professor Ludwig deve confiar na sua mente? Não se esqueçam… para o evolucionista, o que se passa dentro do cérebro são só moléculas a reagir, o resultado de centenas de milhares de mutações aleatórias ao longo de milhões de anos.

É por estas e outras razões que as objecções ateístas são inofensivas.



Evolução num tubo de ensaio? – Mais uma tentativa de vender gato por lebre
Maio 5, 2009, 12:59 am
Filed under: Evolução/Big-Bang, Respostas a Ateus

O meu amigo do Ceticismo fez um post a mostrar como cientistas evolucionistas fizeram “moléculas de RNA evoluírem e competirem entre si por recursos“. Como tantas outras notícias, parece uma coisa bombástica até ao momento em que se lê aquilo que aconteceu. Aliás, o Ceticismo.net é um blogue onde um criacionista se sente bem. Todos os “ataques” que vêm de lá ou são demonstrações de ignorância sobre o que é o criacionismo bíblico ou exagero e interpretação evolucionista. Vamos ao artigo.
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Um grupo de cientistas do Scripps Research Institute criou o equivalente microscópico das ilhas Galápagos, um ecossistema artificial dentro de um tubo de ensaio onde moléculas evoluem para explorar diferentes nichos ecológicos, semelhante aos famosos tentilhões de Darwin, descritos em “A Origem das Espécies”, 150 anos atrás“.

“[…] a investigação mostra que quando espécies diferentes concorrem diretamente para o mesmo recurso finito, apenas o mais adaptado sobreviverá.
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Depois do anúncio, o autor do post trata de rematar: “Em linguagem mais simples, temos: TOMEM, CRIABURRICIONISTAS!!“.

Na realidade, o único burro em relação ao criacionismo bíblico é o autor desta afirmação. Os criacionistas não negam a selecção natural, não dizem que ela não acontece. Aliás, o conceito de “selecção natural” já era conhecido muito antes de Darwin. A selecção natural, como o próprio nome sugere, apenas “escolhe” os indivíduos mais aptos. É uma espécie de controlo de qualidade. Ou seja, elimina informação genética. Nenhum criacionista informado rejeita os efeitos da selecção natural. Dizer: “Selecção natural comprovada! Criacionismo Refutado!” é estar a atacar um criacionismo de palha.

Continuando o artigo…
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os pesquisadores colocaram a duas moléculas RNA juntos em um pote com cinco diferentes fontes alimentares, nenhum dos quais haviam estado em contato anteriormente. No início do experimento cada RNA poderia utilizar todos os cinco tipos de alimentos – mas nenhum destes foram utilizados particularmente bem. Depois de centenas de gerações de evolução, no entanto, a cada duas moléculas, uma se tornou independentemente adaptada para uma utilização diferente uma das cinco fontes alimentares.

No processo, as moléculas evoluídas tiveram diferentes abordagens evolucionárias para alcançar o seu fim. Uma tornou-se super-eficiente em absorver a sua alimentação, fazendo isso a uma taxa que era de cerca de uma centena de vezes mais rápida que as demais. A outra era mais lenta na aquisição de alimentos, mas produziu cerca de três vezes mais progênese por geração, isto é, gerou mais descendentes.

As suas preferências eram mutuamente exclusivas – cada uma preferia em grande parte a sua própria fonte de alimento e evitava a fonte de alimento das outras moléculas.
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No início desta experiência tínhamos moléculas de ARN capazes de consumir 5 tipos de alimentos diferentes, embora de forma não muito eficiente. No final, temos moléculas de ARN que se especializaram no consumo de apenas 1 tipo de alimento. Ou seja, estas moléculas perderam a habilidade de consumir 4 dos 5 tipos de alimento. Elas estão mais especializadas. Há menos informação genética. O próprio artigo refere isso [meu destacado]:

[…] O trabalho também mostra que, quando administrado uma variedade de recursos, as diferentes espécies evoluem, tornando-se cada vez mais especializadas, cada um preenchendo diferentes nichos dentro do seu ecossistema comum.”

As moléculas não estão a caminho de evoluir para nada. Elas estão mais especializadas.

Aqui também vemos, como já é hábito, a tentativa de vender gato por lebre. Se “evoluir” apenas significa “modificação com o tempo” então qualquer variação biológica é evolução em acção. O evolucionista define “evolução” como a “descendência com modificação“, o que não é muito diferente de dizer que “os filhos serão diferentes dos pais”. Definição tão vaga não pode ser refutada, já que qualquer variação biológica se encaixa nela. Mas o que nós queremos saber não é como as espécies variam e ficam mais especializadas, mas sim como elas foram ganhando informação genética que não existia.

CONCLUSÃO

O que tínhamos no início da experiência? Moléculas. O que temos no final da experiência? Moléculas. Esta experiência é um bom exemplo dos efeitos da selecção natural, no entanto, nada faz para mostrar como as moléculas poderiam evoluir para outro tipo de criatura mais avançada e complexa. Mesmo que as moléculas se replicassem por mais 50 anos, no final do dia teríamos na mesma moléculas de ARN, provavelmente com menos informação genética. Isto mostra bem a realidade da selecção natural – a eliminação de informação – e é precisamento o oposto do que a evolução darwiniana necessita.
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Nota jornalística

Não deixa também de ser triste a forma como os meios de divulgação científica abrem as portas a Darwin sem questionarem nada. Como eu reparei que esta notícia é igual nos diferentes meios de comunicação, dei-me ao trabalho de ir ao site da instituição procurar o press release. E as suspeitas confirmaram-se. Os artigos das agências noticiosas são copy pastes do press release. Já não é a 1ª vez (3º tópico). Assim não é difícil fazer jornalismo. Basta perder alguns minutos a visitar os sites das instituições, ir ao iStockphoto buscar uma imagem e está feito. Assim funciona a reciprocidade entre os meios populares de divulgação científica e os evolucionistas. Estes últimos fornecem material para manter os sites em andamento, desde que os jornalistas não questionem Darwin.



Se os métodos de datação fossem aquilo que os evolucionistas gostariam que eles fossem…
Abril 13, 2009, 8:33 pm
Filed under: Evolução/Big-Bang, Respostas a Ateus

O professor Ludwig Krippahl, ardente ateu evolucionista, respondeu ao meu post O que toda a gente devia saber sobre a datação radiométrica. O post dele pode ser lido aqui. Leiam-no e depois voltem cá.
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O Ludwig pretende mostrar como eu estou errado em dizer que os geólogos assumem coisas que não se podem saber, mostrando como os métodos de datação estão cientificamente bem fundamentados, dando como exemplo o método do Rubídio (Rb) -Estrôncio (Sr).

A verdade é que os métodos de datação não são aquilo que o Ludwig gostaria que eles fossem. Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, os métodos de datação não são líderes, mas sim seguidores. Eles limitam-se a “comprovar” o panorama que os geólogos têm mais ou menos em mente (Aliás, a “ciência” já sabia que a Terra era antiga antes do advento dos métodos radiométricos). Quando eles dão idades “erradas”, o geólogo trata de arranjar explicações para o sucedido (temos o exemplo da “idade” atribuída às lavas basálticas das quedas de água do rio Colorado, que não coincidia com o observado). Quando eles dão idades “correctas”, a idade é aceite como traduzindo a realidade.

Eu posso estar aqui a escrever dezenas e dezenas de linhas a barafustar contra os métodos de datação, mas não há nada melhor do que o fazer com exemplos práticos. O professor Ludwig dá a teoria. Eu dou a prática.

1) Se os métodos de datação fossem fiáveis, então teríamos materiais mais velhos do que a própria Terra. O método potássio-árgon deu uma idade de 6 biliões de anos a diamantes do Zaire [meu destacado]:

A group of 10 cubic diamonds from Zaire has been found1 to contain correlated concentrations of 40Ar and K which, interpreted as a whole-rock K−Ar isochron with the usual assumptions, yield the unreasonable age of 6.0 Gyr.” (In Nature)

2) Se os métodos de datação fossem fiáveis, então teríamos de aceitar as idades discordantes entre os diferentes métodos. E já que o Ludwig deu o exemplo do Rb-Sr, vamos usar um exemplo onde esse método foi utilizado. As lavas de Cardenas, um dos estratos mais antigos do Grand Canyon, foram “datadas” com 2 métodos diferentes. O potássio-árgon deu uma idade de 845 milhões de anos. O Rubídio-estrôncio deu uma idade de 1090 milhões de anos.  Estamos a falar de uma diferença de 245 milhões de anos. Os cientistas aceitaram a idade que foi dada pelo rubídio-estrôncio, tendo fornecido possíveis explicações para a idade dada pelo outro método.

3) Se os métodos de datação fossem fiáveis, então teríamos de aceitar idades antiquíssimas para material que se sabe que é recente. A datação de lavas proveninentes do vulcão Kilauea, no Havai, deu a idade de 22 milhões de anos. Lavas do vulcão Hualalai, também no Havai, que não têm mais de 210 anos, deram idades elevadíssimas [meu destacado]:

Isotopic studies have been made of the inert gases present in ultramafic xenoliths from two sites in Hawaii, the 1800–1801 Kaupulehu flow (Hualalai Volcano, Hawaii) and Salt Lake Crater (Oahu). Apparent ages calculated from the measurement of radiogenic argon and helium have very high values.” (In Journal of Geophysical Research)

Se nos dermos ao trabalho de procurar, mais exemplos teremos da comédia da datação evolucionista. Se a “idade” dada pelo método não trouxer problemas ao paradigma evolucionista, ela será aceite pelo geólogo evolucionista. Mas caso ela entre em conflito com o seu paradigma, possíveis cenários serão adiantadas para explicar as disparidades. Isto acontece porque a datação radiométrica não é ciência objectiva.

Os métodos de datação falham em material que nós sabemos que tem pouca idade. No entanto, querem que confiemos neles quando estes nos “dizem” a idade de material que ninguém viu ser formado.

O professor Ludwig tem a ousadia de dizer:

Sabemos a idade do universo como sabemos que são 314 km de Lisboa ao Porto.

O problema é que não sabemos a idade do universo como sabemos que são 314 km de Lisboa ao Porto. Calcular a distância de Lisboa ao Porto faz parte da ciência experimental. Já a adivinhação da idade do Universo encontra-se no terreno frágil da ciência histórica, porque nenhum de nós esteve lá para acompanhar os seus aniversários.