No princípio criou Deus os céus e a Terra


Actualização de Páscoa 2012
Abril 7, 2012, 1:15 pm
Filed under: Convicções / Fé

Olá caros leitores do blog,

Os visitantes assíduos do blog vão achar este post estranho, na medida em que já não escrevia nada há mais de um ano. Uma vez que falhei em dizer alguma coisa relativamente à minha longa ausência, achei que a época da Páscoa era a ideal para postar algo.

Só para dizer que ainda estou vivo ( 🙂 ) e que não virei evolucionista (como alguns conhecidos me perguntam na brincadeira). Acontece apenas que não tenho a mesma disponibilidade que tinha na altura em que postava regularmente (bons tempos de estudante sem responsabilidades).

É para mim motivo de grande alegria ver que, mesmo sem postar há mais de um ano, o blog continua a ter uma média de 600 visitas diárias. Isso deve-se, em grande parte, ao grande número de conteúdos diversificados que o blog contém, trazendo assim muita gente do google.

Disfrutem dos conteúdos, usem-nos nas vossas discussões com evolucionistas ateus, partilhem… enfim, usem este blog como uma espécie de enciclopédia de discussão “Criacionismo/Evolucionismo”.

Com os melhores cumprimentos e com votos de uma feliz Páscoa,

Marcos Sabino



Mae e filho mortos regressam à vida
Abril 21, 2010, 6:46 pm
Filed under: Convicções / Fé

A notícia é fácil de resumir: no dia 24 de Dezembro, mãe e filho morreram durante o parto num hospital nos Estados Unidos da América. O coração da mãe parou de bater depois de dar à luz. O recém-nascido estava “completamente inanimado” quando veio ao mundo.

No entanto, alguns minutos depois, ambos voltaram a respirar novamente. Stephanie Martin, a doutora que foi chamada para tentar reanimar a mãe, disse que não tem explicação para explicar o sucedido. Ela disse:

Ela [a mãe] esteve entre 4 a 5 minutos sem ritmo cardíaco e deixou de respirar 1 a 2 minutos antes do coração parar de bater

Apesar dos testes médicos que foram conduzidos aos intervenientes, os médicos não conseguiram explicar como é que foi possível a mãe e o filho voltarem à vida. Os pais acreditam que aquilo que aconteceu foi um milagre.

Duas considerações:

1) E SE FOI MILAGRE?

Os pais acreditam que foi um milagre. Mas eu apostava que os ateus que frequentam este blogue não partilham da mesma opinião. Aliás, tenho para mim que eles TÊM A CERTEZA que isto não foi um milagre. Como é que eles sabem isso? Ora, porque ELES SABEM que milagres não acontecem. Não por terem provas disso (aliás, este caso mostra o contrário), mas porque simplesmente sabem que milagres não acontecem.

Tudo tem uma explicação natural. Logo, esta situação também tem de ter uma explicação natural. Apesar de os médicos terem investigado e procurado explicações naturais, elas não existem. Não obstante, os ateus que lêem este blogue TÊM A CERTEZA que existe uma explicação que não tenha de recorrer a milagres.

Como o blogue Darwinismo uma vez referiu, milagres não dão fé. É comum vermos ateus dizerem que se presenciassem um milagre, algo que não tivesse uma explicação naturalista, eles passariam a acreditar que Deus existe. Pois bem, essa situação sem explicação naturalista foi-vos apresentada. E agora? Já acreditam em Deus? Duvido. Duvido porque não seria um milagre que vos faria considerar a veracidade da mensagem bíblica. Para isso há que deixar o orgulho e as concepções mentais (aka naturalismo) de lado. Ou, pelo menos, considerar a hipótese.

2) E SE NÃO FOI MILAGRE?

Ok, se calhar não foi um milagre e existe mesmo uma explicação naturalista… nós é que apenas não a conseguimos descobrir. O que nos leva a outra consideração interessante…

Se nem naquilo que é possível observar os detentores do conhecimento conseguem explicar o que se passou, como é possível alguém colocar a sua confiança naquilo que os mesmos detentores do conhecimento dizem a respeito do passado que nunca ninguém observou?

Como é que alguém pode acreditar naquilo que um cientista (um tipo normal como eu e tu, com as mesmas limitações que eu e tu) diz a respeito de meia dúzia de molares encontrados no solo? Por que devo acreditar nas histórias de um evolucionista (um tipo normal como eu e tu, com as mesmas limitações que eu e tu) conta a respeito de duas pegadas encontradas no solo. Eles nem sequer conseguem explicar eventos do presente, quanto mais eventos que supostamente aconteceram há muitos milhões de anos.

CONCLUSÃO

O ateu acredita em milagres. Mas só naqueles onde existe predisposição para acreditar. Animais terrestres a irem viver para debaixo de água, peixes virem viver para fora de água, corações, cérebros e olhos criarem-se através de erros genéticos… isso eles acreditam mesmo não o tendo visto. Já naqueles milagres que eles podem ver eles preferem dizer: “isso é coisa de religioso”.

É o “ver para crer” das duas faces.



Páscoa = Vida
Abril 4, 2010, 4:26 pm
Filed under: Convicções / Fé, Multimédia

Nesta Páscoa voltamos a lembrar o sacrifício de Jesus Cristo por amor de todos nós, mesmo por aqueles que o negam como Salvador e até como figura histórica. Jesus Cristo, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Antes, esvaziou-se a si mesmo e tornou-se semelhante aos homens, humilhando-se e dando a sua vida para que tu e eu pudéssemos ganhar uma nova vida. (Filipenses 2:6-8)

Graças Te damos Deus Pai por aquilo que fizeste e tens feito por nós. Amén

[Youtube=http://www.youtube.com/watch?v=vMuX9f5HFYg]



Explosão criativa – Mais ecos de Babel
Março 24, 2010, 9:22 pm
Filed under: Convicções / Fé, Evolução/Big-Bang

Ensina a teoria religiosa de Darwin que tudo chegou onde está através da evolução gradual. No entanto, gradual é algo que não se vê muito quando olhamos para as evidência espalhadas por aí. São os exemplos vistos nos posts Fóssil de dinossauro atenta contra o gradualismo evolucionista, Evolução do cavalo leva coice e Ao mesmo tempo – Os efeitos de Babel. Pegando neste último post sobre Babel, a linguística é uma das áreas que mostra súbitas “explosões” que contrariam a ideia do gradualismo darwinista.

Para além da “explosão das civilizações” e “explosão das línguas”, existe agora uma outra explosão a que os arqueólogos chamam de “explosão criativa”, caracterizada pelo súbito aparecimento do pensamento abstracto e de criação artística. Investigadores da Universidade de Victoria, nos EUA, reuniram todos os registos presentes em 146 cavernas na França. Segundo eles, estas cavernas têm entre 35 e 10 mil anos de idade (não se esqueçam que estas idades não são atribuídas através da observação, mas sim da interpretação de dados, interpretação essa que já foi mostrada obsoleta).

Os arqueólogos ficaram surpreendidos quando repararam que os diferentes locais continham sinais e símbolos com um estilo semelhante. Iain Davidson, especialista em arte rupestre da University of New England, explicou: “Este trabalho é realmente excitante. Podemos ver que estas pessoas tinham uma convenção semelhante para representar alguma coisa“.

Von Petzinger, outro arqueólogo, também disse estar “mesmo muito surpreendido ao descobrir isto“. Se a explosão criativa ocorreu entre 30 a 40 mil anos atrás, como julgavam os arqueólogos, seria de esperar encontrar evidência de símbolos a serem inventados e descartados ao longo deste período. Seria de esperar que passasse um longo período de tempo antes que um sistema de símbolos e sinais pudesse ser reconhecido. No entanto, não é isso que os dados mostram. Os dados sugerem que um conjunto de símbolos já estava muito bem estabelecido no início da tal explosão.

Explosão comum única vs explosão comum independente

Os arqueólogos interpretam estes dados de duas maneiras. Um dos lados afirma que o conhecimento destes símbolos viajou com as tribos pré-históricas à medida que emigraram desde África, tendo tido origem inicial neste continente. O outro lado diz que esta explosão criativa originou-se de forma independente, isto é, surgiu nos diferentes povos em diferentes zonas do globo.

CONCLUSÃO

Qualquer um dos lados é facilmente acomodado na visão criacionista. Por outro lado, qualquer um dos lados é uma forte evidência contra o gradualismo evolucionista. Se o ser humano já anda pela Terra há muitos milhares de anos, por que razão este click de representação simbólica e criativa aconteceu na mesma altura para os diferentes povos?

Por que razão não há evidências de um upgrade gradual na representação criativa? Onde é que estão as evidências da tentativa-erro que seria de esperar num mundo que evoluiu através do gradualismo (tal como os arqueólogos esperavam)? E quais terão sido as raízes da “convenção semelhante para representar alguma coisa“?

Para os menos perspicazes e/ou demasiadamente hipnotizados pelo evolucionismo, vamos ver em que cenário os dados encaixam melhor:

O que diz a Bíblia? Que os idiomas surgiram num único momento, de forma instantânea. O que mostram os dados, estes em concreto? Que um conjunto de símbolos e sinais já estava muito bem estabelecido desde o momento em que ele surge. Encaixe perfeito!

O que seria de esperar num cenário evolucionista? Evidência de símbolos a serem inventados e descartados ao longo de um certo período de tempo. O que mostram os dados, estes em concreto? Que um conjunto de símbolos e sinais já estava muito bem estabelecido desde o momento em que ele surge. Não encaixa!

Mais uma vez, a bíblia mostra-se fiel no relato da verdadeira origem das coisas.



A César o que é de César, a Deus o que é de Deus
Março 2, 2010, 10:37 pm
Filed under: Convicções / Fé, Estupidez/Fanatismo/Ignorância ateísta

Estamos numa altura muito peculiar na História registada da Humanidade. Estes últimos anos têm sido marcados pelas constantes catástrofes naturais que têm assolado diversas regiões do planeta. Nada que seja de estranhar, à luz do que a Palavra de Deus diz sobre os últimos tempos.

No entanto, estas alturas são também alturas em que os ateus saem à rua com o cliché habitual do “se Deus existisse não haveria catástrofes“, esquecendo-se do que a própria Bíblia diz sobre as catástrofes e o por quê de existirem tais coisas neste mundo. Apesar disso, a fúria do ateu está mal direccionada. O ateu procura culpar os inocentes e inocentar os culpados. Estou convicto que as catástrofes naturais são o resultado da acção humana, que tem cortado à natureza em nome da globalização. Se eu fosse adepto da hipótese Gaia, diria que as catástrofes naturais são o grito da Terra, quando esta se queixa do mal que lhe têm feito.

Terramoto no Haiti

A Physorg trouxe há algumas semanas os desabafos de Kathleen Tierney, directora do Natural Hazards Center, nos EUA. O título dizia: “O terramoto do Haiti lembra-nos que os desastres se podem evitar“. Habituada a lidar com situações de catástrofe, ela diz que “não existem desastres inevitáveis” e que “não existe tal coisa como desastre natural“. Ela não está a dizer que há forma de “expulsar” os tornados ou os terramotos, mas sim que os seres humanos pouco fazem para minimizar as perdas e os estragos. Relativamente ao terramoto do Haiti, eis o ponto:

A cidade de Port-au-Prince aumentou em tamanho e população sem que tivesse sido dada atenção ao facto de que se situa numa zona sísmica, localizada na fronteira entre duas placas continentais. Não foram feitos esforços no sentido de se construírem edifícios resistentes a sismos. Não foram colocadas restrições relativamente ao como e ao onde os edifícios foram construídos. Muitas casas foram construídas em locais susceptíveis a deslizamento de terra“.

Inundações na Madeira

A ilha da Madeira, que pertence a Portugal, foi atingida por sucessivas inundações na semana passada. Mais de 40 pessoas perderam a sua vida, para além dos milhões de euros em prejuízos materiais. O que poderá causar revolta em muita gente é o facto de este ser um desastre que já vinha sendo anunciado desde pelo menos há 2 anos a esta parte.

Enviaram-me para o mail um excerto do programa Biosfera que passa na RTP 2. O vídeo fala sobre o perigo que pode advir do facto de se cortar à natureza para construir infra-estruturas. O interessante é que o vídeo é de Abril de 2008. Podem vê-lo. Tem 5 minutos:

[Youtube=http://www.youtube.com/watch?v=aTf0h3nobAs]

A César o que é de César, a Deus o que é de Deus

Realmente é muito fácil culpar Deus por qualquer coisa que de má que acontece na nossa vida ou na vida das outras pessoas. Pena é que o contrário não acontece. Estes que procuram culpar Deus pelas coisas más, esquecem-se de atribuir a Deus as coisas boas. Culpar Deus é querer fugir às responsabilidades pessoais. É querer seguir pela via fácil. Mas os desastres naturais não são evidência contra Deus. Aliás, a bíblia diz que eles vão acontecer.

Vamos passar a culpar os verdadeiros culpados e não querer seguir pela via fácil e parva típica do lado ateísta.



Como Noé e a sua família cuidaram de tantos animais?
Fevereiro 5, 2010, 9:38 am
Filed under: Convicções / Fé

Esta é uma pergunta feita muitas vezes pelos cépticos na Bíblia.

Mas este problema não é novo. Em algumas partes do mundo, os donos de casas de criação de animais têm de abrigá-los durante muitos meses no inverno, o que é semelhante à tarefa de Noé. Nesses continentes, as pessoas resolveram os problemas de várias maneiras.

Um deles é visto na figura à esquerda, que mostra o interior de um estábulo (um curral de ovelhas) na Holanda, chamado de potstal. Nota os suportes de pedra na base das colunas de madeira. Isso permite que os detritos se acumulem durante o inverno sem que as estacas de madeira deteriorem com o passar dos anos.

O criador de animais adiciona palha continuamente em cima da camada existente, quando esta fica suja pelas excreções dos animais. Pelo fim do inverno, a camada já cresceu meio metro. Mas mesmo que os detritos se acumulem, o ambiente fica limpo, higiénico e a cheirar bem. Estábulos similares abrigam também vacas e cavalos.

O potstal foi muito usado no passado e ainda continua popular em fazendas ecologicamente correctas. No potstal, o criador de animais muitas vezes mantém a palha limpa acima deles, economizando espaço e trabalho.

A única vez que o estábulo cheira mal é quando ele é limpo no fim do inverno. Fazendas ecologicamente correctas acreditam que só precisam de limpar os estábulos uma ou duas vezes ao ano.

Outro tipo de estábulo é o grupstal (imagem em baixo). Nesse estábulo, os animais são abrigados sobre um andar com, por exemplo, palha. Uma “calha” (chamada grup na velha Holanda) atrás deles colecta o esterco e a urina. Este tipo de estábulo é fácil de limpar – apenas é necessário empurrar o esterco para um tanque. Só é necessária uma relativa pequena quantidade de palha. Se Noé tivesse usado um sistema como este, ele poderia ter despejado os detritos no mar, usando água (não pouca!) para manter o estábulo limpo.

Também é fácil alimentar os animais em estábulos assim, apenas colocando o alimento numa calha no começo do estábulo.

John Woodmorappe, no seu livro Noah’s Ark: A Feasibility Study, investigou algumas das técnicas salvadoras de trabalho que Noé poderia ter usado na Arca, não apenas para lidar com os detritos animais, mas também para alimentá-los e dar-lhes água (Ver posts da página Dilúvio e Arca de Noé).

Quando sabemos um pouco sobre cuidar de animais em climas frios, descobrimos que essa não teria sido uma tarefa tão difícil assim para Noé, particularmente porque ele e a sua família tiveram engenhosidade e talento para construir a notável Arca. Além disso, eles tiveram muitos anos para preparar os estábulos a bordo, incluindo equipamentos e suprimentos.
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Modificado a partir do original Considere a PossibilidadeComo Noé pôde cuidar de todos os animais?



Quem encomendou o censo a Davi?
Fevereiro 3, 2010, 10:23 am
Filed under: Convicções / Fé

Esta alegada contradição data do século passado e apenas corrobora aquilo que Paulo diz em I Coríntios 2:14:

Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.

Os versículos apontados são os seguintes:

Então Satanás se levantou contra Israel, e incitou Davi a numerar Israel.” (I Crónicas 21:1)

A ira do Senhor tornou a acender-se contra Israel, e o Senhor incitou a Davi contra eles, dizendo: Vai, numera a Israel e a Judá.” (II Samuel 24:1)

Se perguntares ao ateu que lança a contradição para situar este episódio bíblico, ele ficará a olhar para ti – caso estejas cara a cara com ele – ou irá pedir ajuda ao Google – caso estejas teclado a teclado com ele. É o melhor da maioria dos ateus… não fazem a mínima do que se está a falar mas acham-se com autoridade para reclamar uma contradição.

Ambos os relatos descrevem o que aconteceu. Tanto Deus como Satanás podem ter encomendado a Davi o censo do povo. O mais provável é Deus ter usado Satanás para incitar Davi a numerar o povo, já que às vezes Ele permite a acção de Satanás para, no final, sair glorificado. Temos o exemplo de Jó, a quem Deus permitiu que Satanás afligisse e que, no final, saiu melhor do que o que estava.

Algo semelhante se passou com José do Egipto. José diz aos irmãos: “Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; Deus, porém, o intentou para o bem, para fazer o que se vê neste dia, isto é, conservar muita gente com vida.” (Génesis 50:20). Deus sempre está no controlo e tem autoridade sobre o próprio Satanás.