No princípio criou Deus os céus e a Terra


Evolução inédita observada – Criacionistas sem resposta
Junho 22, 2009, 1:32 pm
Filed under: Evolução/Big-Bang

Calma. Estou a brincar. Às vezes convém dar um pouco de humor à coisa, que já começa a ser chata e repetitiva. O blogue Ceticismo deu este título a um post: “Cientistas revertem evolução e devolvem barbatanas a peixe“. Vamos lá ver qual o gato que querem vender desta vez. Este é o artigo.
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Os criacionistas costumam dizer que Darwin está errado porque nunca viram uma espécie se transformar em outra.

Hum… não. O que os criacionistas costumam dizer é que nunca um tipo de animal se transformou noutro tipo de animal diferente. E até hoje esta alegação nunca se mostrou errada. A especiação acontece e é um ponto super importante no modelo do criacionismo bíblico, já que rápida variação entre os animais é necessária após o desembarque da arca de Noé. Na especiação não há criação de informação genética nova, apenas recombinação da já existente. Alguém devia deixar de atacar um criacionismo de palha. (Ver: Rápida repopulação da Terra após o Dilúvio (Parte 1))

Pois cientistas americanos acabam de fazer quase isso: transformaram um peixe de água doce no seu ancestral marinho, revertendo a evolução.

Ancestral marinho… hum… que sairá daqui… Que animal será o ancestral marinho destes peixes…

O resultado culmina um esforço de 11 anos de Kingsley e seus colegas para decifrar o mais novo animal-modelo da biologia, o peixinho esgana-gata (Gasterosteus aculeatus).

O que os pesquisadores fizeram foi devolver a esgana-gatas de água doce, que habitam lagos nos EUA, um par de barbatanas pélvicas em forma de espinho. Essas estruturas estão nas populações marinhas do bicho, mas foram perdidas em algumas populações de lagos nos últimos 10 mil anos.

Uau… portanto, o ancestral marinho dos peixes estudados é… um peixe. Bravo. Estes peixes só voltaram a ter estruturas que já tinham tido anteriormente. Isto não é exemplo de evolução no sentido darwiniano. Reparem como o evolucionista procura dar nomes bonitos às coisas, para fazer os leigos pensar que alguma evolução aconteceu. “Evolução inversa”, “evolução convergente”, etc.

Ao referir o por quê dos peixes terem perdido os espinhos, os cientistas disseram:

Onde há pressão de insetos e pouco cálcio na água, a evolução acabou por eliminar os espinhos.

Errado. Não foi a evolução. Foi a selecção natural. Parece que os evolucionistas gostam muito de tratar selecção natural e evolução como sinónimos, quando uma coisa não é a mesma que a outra. A primeira trata-se de um processo que elimina informação genética dentre a existente. A segunda é um processo que necessita de criar nova informação genética que codifique novas funções e estruturas. (Ver: A selecção natural)

Os cientistas partem então para o nível molecular (que é o que nos interessa):

O gene que controla quase toda a formação dos espinhos pélvicos, por exemplo, foi identificado: era o Pitx1. Mas Kingsley e colegas ainda precisavam saber o que acontecia no gene para fazer a diferença entre a presença da pelve no animal marinho e sua ausência no esgana-gatas de água doce.

O segredo estava nas sequências de DNA que não trazem a receita para a fabricação de nenhuma proteína (e que até algum tempo atrás eram consideradas mero “lixo” genético), mas que controlam a intensidade com que o gene se liga em certos tecidos e em certas fases do desenvolvimento.

Eheh… cá está mais um exemplo do suposto ADN-lixo que, afinal, não é lixo nenhum mas parte importante da nossa constituição genética. Pouco a pouco, a ciência vai destruindo os mitos evolucionistas.

Para descobrir que sequências eram essas, o grupo quebrou o DNA em pedacinhos e injetou cada pedacinho em um embrião de peixe para ver no que dava. A busca levou anos.

Finalmente, o time chegou à “região mágica” de controle. Os peixes de lago tiveram em sua evolução um trecho de DNA apagado que estava intacto nos ancestrais marinhos. O tamanho do bloco deletado variava entre as populações, mas a região era sempre a mesma.

A prova final foi feita por um aluno de Kingsley, Frank Chan: pegar o trecho de DNA do peixe marinho e injetá-lo no lacustre. “Ficamos maravilhados em ver que isso funciona”, disse o biólogo. “A região de controle do Pitx1 do peixe marinho gera um peixe que tem uma estrutura pélvica de novo.” O mesmo foi feito para a sequência reguladora do gene Ectodysplasin, que controla a armadura.

Portanto, tudo o que os cientistas fizeram foi andar a brincar às injecções genéticas. Injectaram material genético de um peixe noutro. Ora, manipular material genético é uma forma de design inteligente e não de evolução aleatória. O material genético utilizado na experiência já existia. Mas o que nós queremos saber é de onde veio essa informação, antes de existir.

CONCLUSÃO

Um exemplo parecido já tinha sido reportado (Ver: A semana que passou – 28 de Maio – 1º tópico). Quem é frequentador assíduo do blogue já está avisado em relação a estas notícias de “evolução observada”, sabendo que a “evolução” mencionada é apenas recombinação de material genético já existente. Este tipo de notícias só tornam o criacionismo bíblico mais forte, na medida em que mostram que 1) especiação rápida acontece, 2) os animais reproduzem-se de acordo com a sua espécie, 3) as alterações não são o resultado de criação de nova informação genética.

Ficaremos à espera de algum verdadeiro exemplo de mudança na vertical.

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15 comentários so far
Deixe um comentário

Como diria alguém que estava aqui por uns tempos atrás:

“vai estudar, moleque burro”
😀

Comentar por Fabricio Lovato

Quando não se tem evidências que confirmem o “modelo evolutivo”, há que enganar o público com ilusões.
A perda de informação é um processo que, se continuado por mais tempo, conduz a eliminação da forma de vida. Como é que um exemplo de processo eliminador serve de evidência para um processo supostamente criativo?

Comentar por Mats

“A [selecção natural] trata-se de um processo que elimina informação genética dentre a existente.”

Idiótico…

Comentar por kamikaze

Elimina sim. Se tens 2 cães e um morre na luta por recursos ficas com menos 1 cão. Eliminação de informação. Não no cão que sobrevive, mas no geral.

Comentar por alogicadosabino

LOL ainda mais idiótico! Obrigado por provares o meu ponto de vista!

Comentar por kamikaze

Sabino, meio off: eu enviei um e-mail para você, pedindo algumas sugestões de artigos e um deles é para você ajudar a desmentir um outro artigo do ceticismo.net, que até citei no e-mail e outro sobre aquilo que até falei recentemente no blog do Mats, gostaria de saber se você viu o e-mail e o que você achou.

Comentar por Adalberto Felipe

Vi sim Adalberto. Obrigado pelo e-mail. Eu depois respondo para lá 😉

Comentar por alogicadosabino

Pois, isso é errado. A informação permanece, não desaparece, muda. “Na natureza nada se destrói nada se cria, tudo se transforma”…

Uma curva de Gauss pode mudar mas a informação lá contida é a mesma. A curva até pode voltar ao que era. Chama-se retro-evolução: Uma característica voltar a ser importante como era antes.

Comentar por Dário Cardina

Mas a evolução centra-se na população, não no indivíduo. A informação da população continua lá. A informação é a totalidade dos alelos existentes. Eles continuam lá, mas começam a evidenciar-se os animais que tenham o alelo que lhes confere maior adaptação. Se o A for esse alelo então os animais que são “Aa” ou “AA” prevalecem sobre os “aa”, mas o alelo continua na população.

Comentar por Dário Cardina

Dário, totalmente irrelevante estar a discutir os efeitos da selecção natural, uma vez que os criacionistas não negam os seus efeitos. Só denunciamos o facto de os evolucionistas usarem “selecção natural” e “evolução” como sinónimos, quando não o são.

Comentar por alogicadosabino

Não são sinónimos mas estão ligados.
Selecção natural ao longo do tempo produz evolução

Comentar por Dário Cardina

Não são sinónimos mas estão ligados.
Selecção natural ao longo do tempo produz evolução

Mesmo quando a informação genética do grupo torna-se mais restrita?
Do teu ponto de vista, a chita tem mais informação ou menos informação que um leão?

Comentar por Mats

Será que Dário estaria a falar do que os criacionistas chamam de microevolução.

Seleção natural + mutação=biodiversidade?

Está pelo menos faltando um ingrediente nesta receita, um que dê dê sentido a tudo isso.

Comentar por arthgar

MUTAÇÃO E SELEÇÃO NATURAL: FATORES EVOLUTIVOS?

http://origins.swau.edu/papers/evol/marcia3/defaultp.html

Marcia Oliveira de Paula, PhD

Comentar por Fabricio Lovato

Dario, leia o link que postei e diga-me que achas.

Comentar por Fabricio Lovato




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