No princípio criou Deus os céus e a Terra


Ai que a religião é tão má
Março 14, 2009, 8:31 pm
Filed under: Estupidez/Fanatismo/Ignorância ateísta, Respostas a Ateus

Captei a seguinte imagem de um site ateísta:

society

Este ateu acéfalo (o mesmo que retira os versículos do contexto para mostrar o que ele quer: Desonesto ou ignorante? Pôr a Bíblia a dizer o que ela não diz) quer mostrar que a religião é a origem de todos os males. Reparem que este ateu pretende, de alguma forma, responsabilizar todas as pessoas religiosas pelas disputas territoriais dos israelitas e dos palestinos.

Uma coisa bonita na imagem é ver ali os ateus e os agnósticos em são convívio. Calmos, pacíficos, inocentes, assim são os ateus… ou ele gostaria que assim fossem.

Pelos vistos este ateu tem feito por seguir o pequeno guia com as Dicas sobre como te tornares um ateu intelectualmente realizado, já que se esqueceu de dizer que também não havia religiosos nos regimes comunistas, onde o ateísmo era condição essencial.

Vamos embarcar no argumento deste ateu acéfalo. Se todos os religiosos devem ser responsabilizados pelas guerras com motivos religiosos, então todos os ateus também devem ser responsabilizados pelas chacinas em nome das ideologias ateístas. Os ateus acéfalos querem que tu te responsabilizes por aquilo que acontece no Médio Oriente mas depois querem esquivar-se àquilo que Stalin ou Mao Tsé-Tung fizeram.

Amigos cristãos, não se deixem cair na estultícia que sai da boca dos ateus tolos.
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A língua dos sábios destila o conhecimento; porém a boca dos tolos derrama a estultícia.” (Provérbios 15:2)



Essa coisa difícil da moral
Março 10, 2009, 7:09 pm
Filed under: Respostas a Ateus

O Pedro Romano escreveu Essa coisa difícil da moral no seu blogue O Número Primo. Pessoalmente, acho que foi um título feliz, mas não pelas razões que o Pedro Romano apresenta. Realmente, para o ateu, essa coisa dos valores morais é difícil de se fundamentar, uma vez que o ateu evolucionista acredita que nada mais é do que um animal evoluído, cujo cérebro chegou até ao presente estado através de milhares de erros genéticos aleatórios. Quando tudo o que o ateu tem a seu favor são moléculas a reagir no seu cérebro, torna-se difícil substanciar por que é que certas atitudes são e devem ser consideradas más ou impróprias.

O Pedro Romano avança com o argumento de que “O […] Antigo Testamento também tem […] coisas absurdas” (citação dentro do contexto).E dá exemplos: “Por exemplo, admite-se o massacre de povos vizinhos (se estiverem na Terra Prometido, que isto de amor ao próximo é uma exigência relativa), aconselha-se o apedrejamento dos adúlteros […]”.

O Pedro Romano falha em explicar por que razão é que o massacre de povos vizinhos deve ser considerado um absurdo, segundo a sua visão ateísta do mundo. Consideremos o cérebro do Pedro Romano e o cérebro de Mao Tsé-Tung. Ambos estiveram sujeitos ao mesmo processo evolutivo. No entanto, Mao Tsé-Tung  não partilha da mesma ideia que o Pedro Romano. O ditador chinês não achava que era errado massacrar povos vizinhos… tanto que mandou mais de 30 milhões de pessoas para o cemitério mais próximo.

O Pedro Romano também falha em explicar por que é que o apedrejamento de adúlteros (previamente avisados de que tal acto resultaria no apedrejamento, note-se) deve ser considerado um absurdo ou uma coisa má. Podemos substituir “adúlteros” por outra categoria qualquer. Motivado pela sua crença na prevalência dos mais fortes, herdada de Darwin, Hitler eliminou mais de 5 milhões de pessoas apenas por achar que não se enquadravam no ideal estabelecido por ele.

Qual a diferença entre o evolucionista Pedro Romano e os evolucionistas Mao Tsé-Tung e Hitler? A diferença é que os dois últimos agiram de acordo com as suas crenças. Se Deus não existe (ou se existe mas é irrelevante para nós), então ninguém está a tomar conta do planeta, logo, cada um decide aquilo que é mau ou bom, enquanto indivíduo ou enquanto sociedade. Já o evolucionista Pedro Romano não age de acordo com a sua cosmovisão. Pessoalmente, fico feliz por fazê-lo. Acho que o favorece, enquanto pessoa.

Quando o ateu Pedro Romano me explicar por que é que a opinião dele, relativamente a esta coisa de massacrar povos vizinhos, é mais correcta do que a opinião que o ateu Mao Tsé-Tung tinha em relação ao mesmo assunto, então aí darei alguma credibilidade ao seu texto. Até lá, continuarei a dar razão ao Pedro Romano numa coisa: “Essa coisa difícil da moral“…



Resposta ao Dário – Qual a razão de se rejeitar o óbvio?
Março 4, 2009, 4:07 pm
Filed under: Respostas a Ateus

Em comentário ao Questões #1 – Investigar do blogue Crer Para Ver, o Dário disse coisas que eu gostaria de comentar:

Os big-bangers procuram formas de o universo ter vindo à existência por acaso, sem ter sido vontade de alguém. Nós sabemos que as coisas não surgem simplesmente porque sim.

Se foi big bang não foi o nada, primeiro ponto.

Mas a questão interessante é saber de onde é que veio aquilo que explodiu! A explicação do Big Bang leva em conta a existência de algo para explodir. Mas nós queremos saber de onde esse algo surgiu, sem que ninguém assim o quisesse.

Portanto, chega a um ponto em que os naturalistas têm de dizer que alguma coisa apareceu de nada e é isso que constitui o grande embaraço ateu. Não é, então, de estranhar vê-los a tentarem evitar a conclusão de que no início não havia nada e depois explodiu tudo, sem intervenção de alguém. É realmente um embaraço.

Segundo ponto, tem de haver vontade de alguém para tudo?

Depende daquilo a que te referes. Se eu saltar de uma prancha para dentro da piscina e os chapiscos forem parar onde pararam, não foi por minha vontade que eles pararam ali e não noutro sítio. Isso foi apenas uma consequência da minha acção inicial (saltar para dentro da piscina). Mas no caso do Universo e do planeta Terra estamos a falar de um evento que dá a “aparência” de ter sido especificamente concebido para a existência de vida, como admitem alguns físicos.

Mais de 30 factores delineados ao milímetro concorrem para a possibilidade de existência de vida no nosso planeta. A força da gravidade, força nuclear forte, força electromagnética, uma estrela com temperatura e massa correctas e uma lua suficientemente grande para estabilizar a inclinação do planeta e o movimento das suas marés são apenas alguns dos factores obrigatórios para podermos ter vida. Isto não parece nada o tipo de coisa que simplesmente surge… sem vontade de alguém.

A origem do bolo de chocolate e a origem do nosso planeta

Quantas vezes nós vemos coisas que estão instrumentadas para determinado propósito mas que, apesar das aparências, não foram instrumentadas por ninguém? Vamos considerar o exemplo do bolo de chocolate com boa aparência que aparece no teu fogão. Não vimos ninguém a fazê-lo. Qual terá sido a origem do bolo de chocolate?

Temos algumas teorias. Uma diz que alguém que sabe fazer bolos de chocolate preparou os ingredientes necessários e misturou-os de forma correcta para obter um bolo de chocolate.

A outra teoria é mais complexa e diz que um camião de supermercados estava a passar perto da tua casa e para não atropelar o filho do teu vizinho, o condutor do camião travou bruscamente, tendo perdido o controlo da viatura, acabando por capotar. Na parte de trás, romperam-se sacos de farinha, açucar e sal, assim como embalagens de ovos e pacotes de leite. Todos estes ingredientes caíram numa panela que também estava na parte de trás, nas quantidades correctas. O movimento do camião atirou a panela para dentro da tua casa que, por acaso, tinha a janela da cozinha aberta. A panela foi parar mesmo ao teu fogão. O impacto fez accionar o botão que liga o fogão. Uma falha de energia fez com que o fogão fosse desligado, mesmo na altura certa, para que o bolo não queimasse. Et voilá, um bolo de chocolate.

Não deve haver maneira mais fácil de tratar a questão da sintonia perfeita do Universo. Como é que há pessoas que acham que é lógico pensar que nenhuma entidade foi responsável pela criação do Universo e da Terra. Já dizia alguém… tu podes mostrar as evidências da existência de Deus a um ateu, mas não o consegues fazer pensar.

Terceiro ponto, então se as coisas não aparecem porque sim, como é que apareceu deus?

Aqui o Dário está a fazer o que a maioria dos ateus faz… mudar o argumento do cristão. Infelizmente para o Dário, os físicos hoje sabem que o Universo teve um início e não foi sempre eterno, como afirmavam os gregos. Se o Universo começou a existir, a sua existência tem de ter uma causa, causa essa que está para além das propriedades intrínsecas do Universo. Deus não começou a aparecer. O Universo sim.

Porque fez ele as coisas naquele momento e não noutro momento? E porque fez ele como fez e não de outra forma? Porque sim!”

Reparem que isto são questões teológicas e não questões científicas. Como tal, a resposta que o cristão dará ao Dário será também teológica. Como tal, poderíamos citar, por exemplo, o seguinte versículo:

Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor.” (Isaías 55:8)



Resposta ao Alexssc – Um ateu ainda não realizado intelectualmente de forma satisfatória
Março 4, 2009, 2:47 pm
Filed under: Respostas a Ateus

O leitor que assina como Alexssc comentou um dos greatest hits do blogue – Dicas sobre como te tornares um ateu intelectualmente realizado. Como o comentário é muito grande, respondo em forma de post. A verde está o que ele disse:

1) “Sempre que te apresentarem evidências da existência de Deus
Não existem EVIDÊNCIAS da existência de deus. Se existissem, ele estaria provado e toda esta discussão seria inútil. “

O chavão “Não há evidências da existência de Deus” já nem merece ser comentado. O ateu pode gritar as vezes que quiser que não há evidência para a existência de Deus, enquanto bate com as mãos no peito, tipo King Kong, que não é por isso que a afirmação vai passar a ser verdadeira. Eles pensam que se a repetirem muitas vezes ao longo dos tempos ela vai passar a ser verdade. Como alguém disse, tu podes mostrar as evidências da existência de Deus a um ateu, mas não o consegues fazer pensar. Só a existência de design nos seres vivos chega para mostrar a excelência de Deus.

Se há discussão, é porque ainda não foi provado.”

Argumento ridículo. Se este argumento fosse para ser levado a sério o mesmo se aplicaria à teoria da Evolução. Se há discussão é porque ainda não foi provada.

Deuses existem aos milhares. Dizer “somente o meu é verdadeiro” não significa nada, pois todas as religiões dizem o mesmo.

Correcção: deuses criados existem aos milhares. Mas só existe um Deus criador. O cristão não se limita apenas a dizer que “o meu é verdadeiro” mas justifica-o. Ver Deus, Bíblia e Cristianismo.

2) “Sempre que um cristão disser que ‘coisas criadas implicam um criador’
Se um cristão diz: “TUDO precisa de um criador”, então ele está dizendo que deus também foi criado, e neste caso, quem criou deus? Se não é assim, então ele deveria dizer: “QUASE tudo precisa de um criador”. E, nesse caso, se existe algo que não precisa ser criado, posso muito bem dizer: a energia é eterna, e dela nasceu o universo atual. Ou será que a regra só vale para deus?

Reparem como o Alexssc mudou aquilo que eu disse, para seu bem e conforto. Eu não disse que “tudo precisa de um criador“, mas sim que “coisas criadas implicam um criador“. (1) Tudo o que começa a existir tem uma causa. (2) O Universo começou a existir. (3) Logo, o Universo tem uma causa. Tão certo como o Titanic se ter afundado.

4) “historiadores antigos que referem o Jesus histórico, diz que ‘os relatos foram todos adulterados’
O problema com o “Jesus histórico” é exatamente que ele não existe para a história extra-bíblica. Um homem que supostamente fez o que se diz que ele fez, DEVERIA aparecer em textos de historiadores da época.

É apenas um caso de falar sem saber. Tem cura -> Shattering the Christ-Myth.

5) “Mete na tua cabeça que a Bíblia está cheia de contradições e erros
E está mesmo. Não vou ficar citado contradições aqui, basta ler de forma CRÍTICA e ISENTA. Ah, tá bom… só dois exemplos:
No antigo testamento: as plantas foram criadas antes ou depois dos homens?
As plantas foram criadas antes dos homens (Gn 1:11-13, 1:27-31) / As plantas foram criadas depois dos homens (Gn 2:4-7).
No novo testamento: como Judas morreu?
Ele se enforcou (Mt 27:5) / Ele caiu e morreu (At 1:18).

De facto, ler de “forma crítica e isenta” é coisa que o ateu não faz. Se o fizesse, poupava-se a tanta demonstração de ignorância:

1) Sobre as plantas.

2) Sobre Judas.

6) “Diz que, em tempos, já foste um cristão genuíno”
Pois acreditem, já fui. Por 36 anos. E agora? Dirão que não fui um cristão de verdade? É muito fácil simplesmente dizer: “você não era um cristão” ou “você não estava aberto para deus”.

Certinho direitinho. Nunca falha.

7) “Decora os ensinamentos dos grandes ateístas da tua década
Não existem “ensinamentos” de grandes ateístas. Ao contrário da religião, que possui um sistema hierárquico, não existem tal coisa no ateísmo. Posso muito bem ler um livro de Richard Dawkins e discordar do que ele diz. Isso é normal. Não temos dogmas. Mas tente fazer isso, por exemplo, na igreja católica.

A afirmação “Não existem ensinamentos de grandes ateístas” é um dogma ou pode ser discutida?

9) “Diz que ‘ninguém pode ter certezas absolutas de nada’
A ciência não trabalha com “certeza absoluta”. Suas teorias são abertas à crítica e à auto-correção, o que é exatamente o contrário das religiões, estas sim trabalhando com o conceito de “verdade transcendente imutável”.

Hum… mas a “ciência” parece ter a “certeza absoluta” de que nenhuma divindade foi responsável pela criação do Universo e/ou das formas de vida, já que o Naturalismo serve de base ao pensamento científico.

12) “Culpa o Cristianismo pela Santa Inquisição e pelas Cruzadas” […] “regimes ateístas (…) foram responsáveis pela morte de mais pessoas do que todas as guerras religiosas em 2000 anos”
Em primeiro lugar, o cristianismo FOI RESPONSÁVEL SIM tanto pela inquisição quanto pelas cruzadas, pela caça às bruxas, pela conversão forçada dos povos do novo mundo, etc. E se você me provar que REGIMES POLÍTICOS encabeçados por ateus mataram EM NOME DO ATEÍSMO – que é exatamente o que fez o cristianismo – aí vou rever meus conceitos.

Então tens mesmo de começar a rever os teus conceitos. O Comunismo tem por base as ideias de pensadores como Karl Marx, que afirmou que “a religião é o ópio do povo” e de Vladimir Lenin, que disse que “Deus é o inimigo pessoal da sociedade comunista“. O ateísmo é uma condição essencial do Comunismo (Vê: Ateísmo militante anti-cristão e Comunismo). O número de pessoas mortas pelos comunistas mete no bolso o número de pessoas que morreram em nome do Cristianismo.

13) “há muitos cientistas que acreditam em Deus”
Não há problema algum um cientista acreditar em deus. Se ele quer acreditar, isso é problema dele e de mais ninguém. Entendam que ateus não são contra uma pessoa querer acreditar em algo. Somos contra, sim, quando querem nos OBRIGAR a aceitar essas crenças como se fossem “verdade absoluta” – lembram do item 9? Quando querem IMPOR ao Estado – que deveria ser LAICO – uma religião oficial.

Mas os evolucionistas querem-nos obrigar a aceitar a crença de que o mundo natural se criou a si mesmo como “verdade absoluta“.

14) “ Usa e abusa de conceitos como a moralidade, a lógica e a justiça”
Moralidade, lógica, justiça e ética são valores que deveriam nortear a vida de todo e qualquer ser humano.

Os cristãos sabem disso, porque acreditam que foram criados com uma natureza espiritual, por um ser racional. Mas ainda nenhum ateu nos explicou, de forma cabal, em que se baseiam eles para pensar o mesmo.



Ciência vs. Religião – Uma falsa dicotomia
Março 1, 2009, 2:07 am
Filed under: Convicções / Fé, Evolução/Big-Bang, Respostas a Ateus

No post O método científico e o método metafísico do blogue Universo Paralelo, o autor quer passar a ideia de que a ciência lida com factos observáveis e que as observações de fé se encontram confinadas ao campo da religião. Claro que isto tudo não passa de conversa para boi dormir.

Os criacionistas recorrem, constantemente, a material científico para suportar a sua visão do mundo (como é possível ver nos vários posts deste blogue) enquanto que os evolucionistas recorrem, muitas vezes, a pressuposições filosóficas fora da ciência, assim como observações de fé (como se vê, por exemplo, nos posts Físicos desesperados para explicar, de forma naturalista, a sintonia perfeita do Universo e Fazer festa por uma história da carochinha).

Os criacionistas são muitas vezes criticados por partirem de uma conclusão a priori. No caso dos naturalistas é o contrário. Eles começam por excluir certas possibilidades. Sabem as conclusões a evitar, na análise dos factos. Visto isto, é estranho ver um evolucionista a afirmar que “se os factos assim o mostrassem, passaria a acreditar no criacionismo bíblico“. Ora, se Deus é excluído à partida da ciência, Ele é excluído na análise dos factos, logo, é excluído nas conclusões. Forma-se aqui um círculo vicioso:

deus_excluido

Quer isto dizer que qualquer facto, por mais controverso que seja para a teoria da evolução, será enquadrado dentro do paradigma naturalista, que exclui qualquer referência a livros sagrados ou a divindades. Sendo assim, o facto de encontrarmos proteína num osso de dinossauro que terá 68 milhões de anos, quando as extrapolações evolucionistas previam que material orgânico não sobreviveria por mais de 100.000 anos num fóssil, é facilmente acomodado na teoria evolucionista. A idade da Terra não é posta em causa. O que é posto em causa é a idade que se pensava que o material orgânico sobreviveria num fóssil.

Com efeito, não são os factos que necessitam de mudar, de maneira a corroborar o criacionismo bíblico, mas sim a forma como interpretamos esses factos. Os factos são os mesmos tanto para criacionistas como para evolucionistas. Eles apenas os interpretam usando diferentes softwares:

factos_interpretados

Seria muito bom que os fósseis viessem com etiquetas a dizer algo do género: “Made in Quénia há 30 milhões de anos A.C“. Mas não vêm. É necessário assumir certos axiomas (por exemplo, que o animal morreu onde foi encontrado) e recorrer a métodos que, por sua vez, assumem certas conjecturas. Muita gente avança com o argumento de que os métodos de datação radiométricos provaram que a Terra e os seres vivos têm milhões de anos. Esquecem-se, no entanto, de referir as pressuposições assumidas pelos evolucionistas, ao utilizarem esses métodos (por exemplo, que o decaimento ocorreu sempre ao mesmo nível).

Naturalismo vs. Religião

O mais correcto seria dizer “Naturalismo vs. Religião“, em vez do chavão “Ciência vs. Religião“, na medida em que se trata de interpretar os factos de acordo com determinada cosmovisão. Todos os cientistas têm as suas ideias pré-concebidas. Se assim não fosse, nunca teríamos cientistas a procurar por vida extraterrestre desde há 50 anos para cá. Se esses cientistas não acreditassem, pela fé, que existe vida noutros planetas, não estariam há 50 anos a procurar por sinais de inteligência vindos do espaço.

Ficam aqui as palavras de Richard Lewontin, um geneticista evolucionista famoso [meu destacado]:

It is not that the methods and institutions of science somehow compel us to accept a material explanation of the phenomenal world, but, on the contrary, that we are forced by our a priori adherence to material causes to create an apparatus of investigation and a set of concepts that produce material explanations, no matter how counter-intuitive, no matter how mystifying to the uninitiated. Moreover, that materialism is an absolute, for we cannot allow a Divine Foot in the door.” (Não é que os métodos e instituições da ciência de algum modo nos compelem a aceitar uma explicação material dos fenómenos do mundo, mas, ao contrário, somos forçados, devido à nossa prévia adesão à concepção materialista do universo, a criar um mecanismo de investigação e um conjunto de conceitos que produzam explicações materialistas, não importa quão contraditórias, quão enganosas e quão mitificadas elas sejam para os inexperientes. Além disso, para nós o materialismo é absoluto, pois não podemos permitir um Pé Divino na porta“) – Lewontin, R. (1997) “Billions and Billions of Demons”, The New York Review, pág. 31

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Ver também: Naturalismo – a muleta da ciência das origens (Parte 1) e restantes partes.



Deus foi injusto por ter matado os primogénitos do Egipto? (Parte 3)
Dezembro 12, 2008, 4:16 am
Filed under: Convicções / Fé, Respostas a Ateus

Ver Parte 2
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Faraó tinha tido tremendas provas do poder de Deus mas, mesmo assim, não deixava o povo israelita sair do Egipto. Ele já sabia do que Deus era capaz. E o que fez ele para proteger o seu povo? Absolutamente nada. O povo egípcio sofria com as pragas (morte de animais, por exemplo) mas faraó não parecia estar muito preocupado com isso. O menos instruído dos egípcios saberia que a culpa não era de Deus mas do próprio faraó, como vemos em Êxodo 10:7.

Os cépticos dizem que as crianças egípcias não tinham culpa das acções do faraó… mas a morte dos primogénitos é apenas uma consequência da atitude orgulhosa deste homem. As crianças hebraicas que eram lançadas ao rio também tinham culpa do ciúme do faraó? As crianças que são abortadas têm alguma culpa no cartório? Tenho a certeza que se a Bíblia dissesse que Deus praticava abortos, os cépticos iriam acusar Deus de matar criancinhas inocentes e de não as deixar ter uma vida… mas como hoje em dia é normal praticar abortos já não consideramos isso uma injustiça para com a criança que é impedida de viver.

Há sempre consequências a pagar em resultado das atitudes do ser humano. Foi a teimosia e burrice do faraó que fez com os primogénitos fossem mortos. Aqui convém chamar a atenção para outra situação. Deus matou os primogénitos à meia noite… ou seja, eles estariam a dormir, o que indica uma morte natural, sem dor. Comparem isso com a forma como os egípcios matavam os meninos hebreus… atiravam-nos ao rio, para morrerem por afogamento (Êxodo 1:22).

CONCLUSÃO

Dizer que Deus foi injusto por matar os primogénitos dos egípcios é ser-se completamente estúpido. Recordemos:

1) Os egípcios lançavam todos os recém-nascidos hebreus ao rio todas as semanas, todos os meses, todos os anos. Deus matou os primogénitos de uma só vez, através de morte natural.

2) Deus deu, pelo menos, 10 chances ao faraó. Ele deu zero chances aos israelitas. Ele já tinha visto o poder de Deus, sendo que não tinha desculpa. O faraó é responsável por ter deixado as consequências da sua burrice e teimosia terem chegado à morte dos primogénitos.

Mais triste é sabermos que, mesmo após a morte dos primogénitos, o faraó arrependeu-se de ter deixado o povo israelita sair e foi atrás dele (Êxodo 14:5). No caso dele, parece que a burrice não tinha cura.



Deus foi injusto por ter matado os primogénitos do Egipto? (Parte 2)
Dezembro 12, 2008, 4:15 am
Filed under: Convicções / Fé, Respostas a Ateus

Ver Parte 1
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O expoente máximo da ternura egípcia para com os hebreus é descrito nos versículos finais do capítulo 1 de Êxodo:

Falou o rei do Egito às parteiras das hebréias, das quais uma se chamava Sifrá e a outra Puá, dizendo: Quando ajudardes no parto as hebréias, e as virdes sobre os assentos, se for filho, matá-lo-eis; mas se for filha, viverá.(Êxodo 1:15-16)

Então ordenou Faraó a todo o seu povo, dizendo: A todos os filhos que nascerem lançareis no rio, mas a todas as filhas guardareis com vida.(Êxodo 1:22)

Uau… parece que os egípcios não são assim tão inocentes quanto isso. Como os egípcios estavam a ver que o povo hebreu crescia a olhos vistos, e com medo de que estes os pudessem superar, o faraó dá ordens para executar todos os meninos que nascessem aos israelitas. Mais precisamente, que os deitassem ao rio. Todos os guardas egípcios participariam deste infanticídio.

Não há evidência bíblica de que este programa tenha cessado ao longo da permanência israelita no Egipto. Ou seja, todas as semanas, todos os meses, todos os anos, os recém-nascidos hebreus eram lançados ao rio. Por que é que eu nunca vejo um céptico queixar-se desta atitude dos egípcios?

A morte dos primogénitos

A morte dos primogénitos foi a décima praga que Deus enviou sobre a terra do Egipto. Significa isto que Deus já havia avisado faraó pelo menos 10 vezes. Se o faraó tivesse deixado os israelitas sair do Egipto, as consequentes pragas nunca teriam acontecido. Faraó já tinha tido várias provas do poder de Deus… gafanhotos, água em sangue, rãs, etc… mas mesmo assim decidiu não deixar o povo sair.

Para além de não se conformar ao poder de Deus, ainda oprimia mais o povo israelita:

Não tornareis a dar, como dantes, palha ao povo, para fazer tijolos; vão eles mesmos, e colham palha para si. Também lhes imporeis a conta dos tijolos que dantes faziam; nada diminuireis dela; porque eles estão ociosos; por isso clamam, dizendo: Vamos, sacrifiquemos ao nosso Deus.” (Êxodo 5:7-8)

Faraó mesmo estúpido… até os criados dele já tinham percebido que o melhor seria deixar os hebreus saírem do Egipto:

Então os servos de Faraó lhe disseram: Até quando este homem nos há de ser por laço? deixa ir os homens, para que sirvam ao Senhor seu Deus; porventura não sabes ainda que o Egito está destruído?(Êxodo 10:7)

Sigam as conclusões na Parte 3.



Deus foi injusto por ter matado os primogénitos do Egipto? (Parte 1)
Dezembro 12, 2008, 4:15 am
Filed under: Convicções / Fé, Respostas a Ateus

O tema da morte dos primogénitos do Egipto foi puxado na caixa de comentários do post “Lembra alguma coisa?” do blogue “Ktreta“. Um céptico referiu-se à décima praga do Egipto como um exemplo da crueldade e injustiça de Deus. A mim espanta-me como alguém, em relação a este caso, pode dizer que Deus foi injusto ou cruel por ter matado os “recém-nascidos isentos de maldade aos olhos de Deus e que ainda nem sequer estão habilitados mentalmente para saber ou praticar qualquer espécie de pecado ou entender os mandamentos do Senhor“.

O autor da afirmação coloca Deus como o bruto sanguinário que mata inocentes sem culpa, sem qualquer razão. Conhecendo eu toda a história das pragas do Egipto, fico espantado como alguém pode considerar Deus o mau da fita. Quer dizer… não fico espantado porque sei que quem o faz apenas o faz porque não conhece a história. Vamos então a um pequeno estudo bíblico.

Antes de mais, com base noutras passagens bíblicas, para efeitos de primogenitura só os primogénitos homens eram considerados (Números 18:15) e só aqueles que fossem, de facto, os primeiros filhos do casal (Números 3:12). Isto é, se o primeiro filho já tivesse morrido, o segundo filho do casal não passaria ao lugar de primogénito.

Agora vamos ver a simpatia dos egípcios para com os israelitas. Vamos ver o quanto os egípcios gostavam dos israelitas:

Disse ele [faraó] ao seu povo: Eis que o povo de Israel é mais numeroso e mais forte do que nos. Eia, usemos de astúcia para com ele, para que não se multiplique, e aconteça que, vindo guerra, ele também se ajunte com os nossos inimigos, e peleje contra nós e se retire da terra. Portanto puseram sobre eles feitores, para os afligirem com suas cargas.(Êxodo 1:9-11)

Mas quanto mais os egípcios afligiam o povo de Israel, tanto mais este se multiplicava e se espalhava; de maneira que os egípcios se enfadavam por causa dos filhos de Israel. Por isso os egípcios faziam os filhos de Israel servir com dureza; assim lhes amarguravam a vida com pesados serviços em barro e em tijolos, e com toda sorte de trabalho no campo, enfim com todo o seu serviço, em que os faziam servir com dureza.(Êxodo 1:12-14)

É, o povo egípcio era um amor para com os israelitas. Mas isto não acaba por aqui. Sigam a Parte 2 para descobriram mais da ternura egípcia.



Sobre a Bíblia, factos científicos e a Terra plana (Resposta a um ateu)

No post “Treta da Semana: A Ciência confirma a Bíblia” do blogue “Que Treta”, o autor diz que em Isaías 40:22 a Bíblia afirma que a Terra é um círculo plano e achatado. Na verdade, este versículo não lhe é suficiente para tirar esta conclusão e tem de recorrer a outros versículos… e vocês já sabem o que acontece, normalmente, quando o ateu fala de versículos bíblicos.

Isaías 40:22 usa o termo hebraico «chuwg», literalmente círculo ou compasso (2). Isto está de acordo com a mitologia hebraica, que imaginava a Terra como um círculo plano.

No hebraico, a palavra “círculo” é chuwg e também significa “circuito” ou “compasso”, dependendo do contexto. É uma palavra que indica algo circular, redondo e não algo achatado ou quadrangular, como os ateus sugerem.

O hebraico não tem uma palavra específica para “esfera”, isto é, um círculo tridimensional. Não quer isto dizer que os hebreus não estivessem familiarizados com o conceito de esfericidade (eles comiam romãs, por exemplo (Números 13:23)), mas simplesmente não viram necessidade de criar uma segunda palavra para isso.

Portanto, dizer que Isaías 40:22 afirma que a Terra é uma pizza achatada é apenas interpretação do ateu, na medida em que, quanto muito, o versículo só refere um padrão circular e não uma forma ou formato.

Jó 38:12-14 diz «Desde que começaram os teus dias, deste tu ordem à madrugada, ou mostraste à alva o seu lugar, para que agarrasse nas extremidades da Terra, e os ímpios fossem sacudidos dela? A Terra se transforma como o barro sob o selo». Nem a esfera tem extremidades para agarrar nem o barro sob o selo fica esférico.

Aqui é outro exemplo onde a firewall anti-Deus está a funcionar na perfeição. O ateu só considera aquilo que lhe interessa. Deixem-me perguntar uma coisa: a madrugada pode agarrar o que quer que seja? Óbvio que não. Então, a linguagem utilizada aqui é poética. Seria fácil de descortinar, caso a mente do ateu não estivesse tão programada contra Deus.

Em Mateus 4 o diabo leva Jesus a uma montanha alta de onde se podem ver todos os reinos da Terra

Vamos considerar o argumento do céptico, para mostrar o ridículo das suas afirmações. Se uma pessoa do tempo de Jesus pensasse que a Terra era plana… essa pessoa acreditaria que poderia ver todas as nações colocando-se numa montanha muito alta? Qual a diferença de a Terra ser plana ou redonda, no relato bíblico de Mateus 4? Plana ou redonda, é impossível ver toda a Terra colocando-se numa montanha alta, mesmo que não haja obstrução da paisagem, e os antigos sabiam disto muito bem, uma vez que viajavam a pé e as suas jornadas duravam, por vezes, vários dias.

Independentemente da opinião que o ateu tenha sobre a Bíblia e sobre Jesus Cristo, a verdade é que era impossível o sobrenatural estar ausente deste encontro entre Jesus e o diabo.

(1) De que maneira o diabo encontraria Jesus no deserto (Mateus 4:3)? GPS?
(2) Como o diabo levaria Jesus até ao ponto mais elevado do templo (Mateus 4:5)? Escada? Andaime?
(3) Como o diabo colocaria Jesus em um monte muito alto (Mateus 4:8)? Helicóptero? Alpinismo?

A descrição de Mateus acerca do encontro entre Jesus e o diabo envolve o sobrenatural. Então, como o diabo mostrou a Jesus “todos os reinos do mundo e a glória deles”? A resposta parece óbvia: Através do sobrenatural.

e Daniel 4 relata uma visão de uma árvore tão alta que dela se podia ver o fim de toda a Terra.

A passagem de Daniel 4 trata-se de uma afirmação de um rei pagão (babilónico) e não quer dizer que a Bíblia apoie essa visão. Para além do mais, Nabucodonosor está a descrever um sonho que teve. Os sonhos não têm que traduzir necessariamente uma imagem da realidade. O sonho do rei babilónico não é mais do que o sonho das sete vacas magras e sete vacas gordas do Faraó (Génesis 41).

Ao dizer “Daniel 4 relatava uma visão de uma árvore tão alta que dela se podia ver o fim de toda a Terra”, o ateu passa a ideia de que esse relato foi transmitido como sendo algo histórico, mencionado pelo profeta Daniel. Nem uma coisa nem outra! E nós sabemos que os cépticos engolem tudo o que se lhes diga contra a Bíblia, sem irem confirmar nada.

Por outro lado, séculos antes do cristianismo já os gregos tinham demonstrado que a Terra era esférica, e a partir daí foram raras as pessoas cultas que julgavam a Terra plana.

Calculo que por “antes do cristianismo” o autor esteja a referir-se aos tempos imediatamente após a vida de Jesus Cristo na Terra. Se assim for, a afirmação do autor está correcta. Mas o que o autor se esquece de referir é que o livro de Isaías foi escrito entre 740 e 680 A.C., ou seja, pelo menos 300 anos antes de Aristóteles ter sugerido, em “Sobre os céus”, que a Terra tinha a forma de uma esfera.

o Rodrigo diz que a Bíblia e a ciência moderna recomendam que «[q]uando se lida com doenças, as mãos devem ser lavadas em água a correr». Mas o que a ciência recomenda é um bactericida eficaz. E a Bíblia diz que as doenças são castigo divino. Não é a lavar as mãos que alguém se safa disso.

Uma vez que o autor já mostrou que não considera os contextos dos versículos bíblicos, ficarei à espera que ele indique o(s) versículo(s) que afirma(m) isso, bem como a explicação do porquê (contexto). Só assim se poderá comentar.

A ciência diz para usarmos bactericida, e isso é conhecimento porque inclui a explicação que as mãos têm bactérias, que as bactérias se propagam, que a sua propagação causa doenças e até quais bactérias causam quais doenças. Essa rede de hipóteses interligadas e justificadas é conhecimento. A Bíblia não tem nada disso. O Rodrigo refere Levítico 15:13, «Quando, pois, o que tiver o fluxo e ficar limpo do seu fluxo, contará para si sete dias para a sua purificação, lavará as suas vestes, banhará o seu corpo em águas vivas, e será limpo.» Isto não é conhecimento nenhum. É um ritual religioso. Não explica, não informa, não diz por quê nem para que fim.

É engraçado notar que aqui o autor já está preocupado com um contexto. O autor esquece-se que as ordens foram dadas por Deus, e quem melhor que Ele para conhecer todas as coisas? De resto, mesmo que fosse um ritual religioso, não invalida o facto de a prática de lavar as mãos estar referida na Bíblia como uma prática de higiene, muito antes de as bactérias serem conhecidas pelo ser humano.

Para terminar, a respeito da terra achatada, há uma declaração de Jesus que os ateus nunca usam quando abordam o assunto de a Bíblia dizer que a Terra é plana. As palavras de Jesus a respeito da sua segunda vinda (Lucas 17:34-35 e Mateus 24:40-41) não fazem sentido, se a Terra fosse plana. Numa Terra plana, o sol nasce para todos ao mesmo tempo. Não esperarias pessoas a dormir de noite, enquanto outros trabalhavam no campo.

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“O norte estende sobre o vazio; e suspende a terra sobre o nada.” (Job 26:7)

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Adenda às 17h26 de 13 de Outubro de 2008: O leitor Mário Miguel disse que a minha afirmação de que “o hebraico não tem uma palavra específica para “esfera”, isto é, um círculo tridimensional” é falsa. Acrescentou:

As palavras “círculo” existe em hebraico e “círculo” “esfera” em hebraico são duas inequivocamente distintas:

Círculo: chuwg (חוג)
Esfera: duwr (דור)

No entanto, a palavra duwr não significa esfera, mas sim “bola” ou, igualmente, “círculo”. O mesmo céptico poderia aqui dizer que se Isaías quisesse dizer que a Terra é redonda, ele teria utilizado esta palavra em vez de chuwg. Contudo, esta palavra não significa mais esfericidade do que aquela que Isaías utilizou em 40:22, uma vez que também é utilizada para se referir a um círculo ou um circuito:

Acamparei contra ti em redor, e te sitiarei com baluartes, e levantarei tranqueiras contra ti.” (Isaías 29:3)

Como era suposto um exército acampar em forma de esfera à volta de uma cidade? Iam soldados para debaixo da terra e outros espalhados pelo ar?

Com base nisto, a palavra duwr refere um padrão circular e não necessariamente uma determinada forma ou formato.



Estupidez ateísta – purificação no Levítico; serpentes comem pó; colunas de fogo a segurar o céu

Comentário no Mentira a mentira, enche a Evolução o papo!.
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Aqui ficam umas certezas cientificas biblicas:
[…]
Saúde:
– Nascendo um menino, a mãe é considerada imunda por 40 dias, se for menina, imunda por 80 dias. LEVÍTICO [12]
– Sangue de animais sacrificados esterilizam doenças. LEVÍTICO [14]
– A mulher menstruada é tratada como leprosa, tendo que ficar isolada por 7 dias. LEVÍTICO [15]

-> Todos estas referências se encaixam nas leis de purificação que Deus deu ao povo de Israel. O ateu ignorante esquece (ou não se quer lembrar) que foram leis dadas a um povo específico, numa altura específica e com um propósito específico. Aquilo que o ateu diz não tem cabimento nenhum, pois em nenhum lado a bíblia diz que estas aplicações são para se manter para toda a vida. Aliás, a Bíblia diz precisamente o contrário: Cristo disse que a lei não mais estava em vigor. Então, por que razão o ateu afirma que estas leis são certezas científicas? (Relativamente às leis de purificação do Levítico… talvez esteja na altura de os ateus reverem os seus conceitos: Health and Medicine in the Bible)

Mais uma vez… puro fanatismo ateísta.

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Comentários no Imagine no Religion.

– Serpentes não comem pó como diz a bíblia.

-> Mais “software anti-Deus”. Ainda hoje as pessoas usam expressões do género: “Até comeste pó” ou “Vais comer o meu pó“, não estando a dizer que alguém comeu ou vai comer pó como eu como donuts. Quando alguém tropeça e cai no chão, os putos costumam dizer: “Lambeste o chão“, não significando isto que o miúdo que caiu lambeu mesmo o chão. Deus disse à serpente que ela passaria a rastejar, sendo o “pó comerás todos os dias da tua vida” (Génesis 3:14) uma alusão a esse facto. A estupidez ateísta, por vezes, passa os limites do disparate.

Adenda às 10h37 de 25 de Janeiro de 2009: A alusão a pessoas a “comerem pó” está presente noutros versículos bíblicos:

Inclinem-se diante dele os seus adversários, e os seus inimigos lambam o pó.” (Salmos 72:9)

Lamberão o pó como serpentes; como répteis da terra, tremendo, sairão dos seus esconderijos; com pavor virão ao Senhor nosso Deus, e terão medo de ti.” (Miquéias 7:17)

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– Não existem colunas a segurar o céu como diz a bíblia.

-> E se lermos a passagem toda para contextualizar? Vá lá, só uma vez na vida, pelo menos. Eis o versículo: “As colunas do céu tremem, e se espantam da sua ameaça.” (Job 26:11). Utilizando apenas o mesmo versículo já dá para mostrar ao ateu a sua estupidez. Mesmo que houvesse colunas a segurar o céu… as colunas não se espantam! O mesmo capítulo também diz que “O Inferno está nú perante Deus” (Job 26:6) e que Deus “prende as águas em suas densas nuvens” e que “a nuvem não se rasga” (Job 26:8). Os ateus que não conseguem descortinar a linguagem metafórica presente nestas passagens devem ter tido sérias dificuldades nas aulas de Português/Brasileiro a analisar os textos poéticos de vários autores.