No princípio criou Deus os céus e a Terra


Rio Colorado – Um grande exemplo da fiabilidade dos métodos de datação
Abril 11, 2009, 5:26 pm
Filed under: Evolução/Big-Bang

Prefácio: Este post é mais uma ode aos métodos de datação/adivinhação evolucionistas.
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O Rio Colorado é um grande rio que atravessa parte dos Estados Unidos da América e do México. Nos anos 70, a datação de lavas basálticas provenientes das quedas de água deste rio, no estado de Arizona, deu uma idade de 150 mil anos (150.000). Contudo, novas datações vieram contar uma história diferente. Em 2006, um grupo de geólogos explicou [meu destacado]:

The ca. 150 ka age of the Grand Falls flow provided by whole-rock K-Ar analysis in the 1970s is inconsistent with the preservation of centimeter-scale flow-top features on the surface of the flow and the near absence of physical and chemical weathering on the flow downstream of the falls. The buried Little Colorado River channel and the present-day channel are at nearly the same elevation, indicating that very little, if any, regional downcutting has occurred since emplacement of the flow.

grandfalls02Parece ser uma declaração um pouco estranha, uma vez que estamos sempre a ouvir dizer que os métodos de datação, por serem tão complexos e bem calibrados, são métodos fiáveis. Por que não simplesmente aceitar a idade que o método potássio-árgon (K-Ar) deu?

Sendo assim, qual a nova idade das lavas basálticas das quedas de água do rio Colorado? Os geólogos utilizaram 4 métodos de datação diferentes, em diferentes amostras. Estas foram as idades obtidas (valores em milhares de anos e por ordem crescente): 8; 15; 16; 17; 19; 19,6; 20; 23; 28. Concluíram que a idade das lavas é de 20 mil anos:

We conclude that the Grand Falls flow was emplaced at ca. 20 ka.

Resultados de 8 a 28 mil anos. No final deve ser somar tudo e tirar a média.

E cá está. Em pouco mais de 30 anos, uma coisa que tinha 150 mil anos passa a ter 20 mil. Vai-se lá saber por que é que a primeira datação saiu tão ao lado. Mas o melhor é nem questionar. Os métodos de datação são muito complexos e, por essa razão, devemos confiar nos geólogos… mesmo quando uma rocha passa de um extremo da coluna geológica ao extremo oposto (Ver: Rocha mais antiga afinal é a mais nova).

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4 comentários so far
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Público 13.IV.2009

(…)

As palavras de ontem do cardeal patriarca de Lisboa surgiram um dia depois de o mesmo ter feito uma intervenção mais polémica, ao afirmar que muitas respostas da teologia católica à teoria da evolução de Dar-win basearam-se numa “deficiente leitura” da Bíblia. D. José Policarpo quis, desse modo, negar contradições entre os evolucionistas e a perspectiva cristã da Criação.
“Tanto os darwinistas como a ma-
neira católica de lhes responder par-
tiram de uma leitura do texto bíblico não querida pelo seu autor nem legitimada pela comunidade para quem foi escrito”, assinalou o patriarca, lembrando, no entanto, que o mesmo erro continua a ser cometido por “muitos dos actuais movimentos chamados criacionistas”. PÚBLICO/Lusa

Comentar por José

Hoje, na Gulbenkian, às 19h00, a não perder!

Lynn Margulis, a bióloga norte-americana de 71 anos que se tornou famosa pela sua formulação da Teoria Endossimbiótica em 1966, fala amanhã às 19h na Fundação Gulbenkian, em Lisboa, sobre o tema “Evolução no Planeta Gaia: o Legado de Darwin”.

O evento integra-se no ciclo de oito conferências internacionais organizado pela Gulbenkian no âmbito das comemorações dos 200 anos do nascimento de Charles Darwin e dos 150 anos da publicação do livro “A Origem das Espécies através da Selecção Natural”.

Professora da Universidade de Massachussets-Amhers (EUA) e autora ou co-autora de 17 livros, oito dos quais com o seu filho Dorion Sagan (Lynn foi a primeira mulher do astrónomo Carl Sagan), Margulis enfrentou a oposição de muitos biólogos relativamente à sua inovadora formulação da Teoria Endossimbiótica.

(…)

Comentar por Raúl

Agência Ecclesia, terça-feira, 14 de Abril de 2009

(…) Em Lisboa, o Cardeal Patriarca apontou os caminhos cruzados da criação bíblica e do darwinismo. Na Vigília Pascal, D. José Policarpo referiu que “a Igreja não pode abdicar de um diálogo com a ciência e de uma possível convergência na busca da verdade”. Por outro lado, “a perspectiva científica de Darwin levantou questões cruciais, a que a Igreja não pode ser indiferente na sua compreensão da realidade”. (…)

Comentar por Manel

“O grande problema decorre da alegorização do texto sagrado. Ao interpretar como não histórico o relato de Gênesis, a Igreja Católica embarca numa contradição sem fim. Se a evolução foi o processo usado por Deus para criar o ser humano, como quer o papa, a morte e as doenças existiram antes do primeiro casal de humanos e, portanto, a morte e as doenças não são resultado do pecado e, sim, algo inerente à criação! Deus, no fim das contas, acaba responsável pela morte e pelas imperfeições no projeto que sempre deveria ter sido verdadeira e plenamente “inteligente”, perfeito.

“Os defeitos no “projeto” apontam para um problema. A Bíblia dá nome a esse problema: pecado. Infelizmente, o Vaticano só contribui para aumentar o distanciamento das pessoas de Deus, ao apresentá-Lo como o criador do bem e do mau.”

Michelson Borges

Comentar por Fabricio Lovato




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