No princípio criou Deus os céus e a Terra


Informando um evolucionista confuso e pouco esclarecido
Julho 10, 2009, 6:01 pm
Arquivar em: Evolução/Big-Bang, Respostas a Ateus

No blogue do meu amigo Samuel, o leitor que assina como nuno deixou um comentário, neste post, que mostra que os criacionistas ainda têm muito trabalho a fazer com vista a esclarecer as pessoas sobre 1) o que é o criacionismo bíblico e 2) as meias verdades contadas pelos evolucionistas para suportarem a sua fé. Ele tocou em muitos assuntos (alguns já abordados neste blogue) que merecem comentário.
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1) Todos temos um antepassado comum

Isto é uma posição filósifica e não científica, na medida em que nunca tal foi observado.

está provadissimo que ha evolução

Depende do que entendes por “evolução”. Se evolução for apenas “descendência com modificação” (que é o mesmo que dizer que os filhos serão diferentes dos pais) então há “evolução”. Com este tipo de “evolução” os criacionistas não têm qualquer problema. A Bíblia confirma este tipo de “evolução”. Mas nós não queremos saber como os filhos são diferentes dos pais. Não é isso que está em discussão nem foi isso que Darwin (apenas) propôs.

Se “evolução” for o processo que transforma um animal noutro tipo de animal diferente então isso também é uma posição filosófica pois nunca tal foi observado.

e várias ligaçoes geneticas entre animais semelhantes ou descendentes de outros

Semelhanças genéticas tem de haver sempre, dado os diferentes animais possuírem sistemas semelhantes (respiração, visão, sangue, ossos, etc). Semelhanças genéticas não provam mais ancestralidade comum do que provam um criador comum que, tal como os engenheiros fazem, reaproveitou um sistema funcional para usá-lo nas diferentes coisas que criou.

Daí o nosso DNA ser muito parecido com o dos chimpanzes..!

Sobre isto ler: O mito da diferença genética de 1% entre o homem e o chimpanzé.

O nosso ADN também é parecido com o dos cangurus e com os ouriços do mar e não é por isso que dizes que descendemos deles. Os seres humanos e as bananas têm uma similaridade percentual de 50%.

olhem para todos os animais e vejam qual é o mais parecido com o Homem…Não é difícil!

Eu diria que é esta salamandra:

salamandra_homem

Brincadeira.

Dizer que o homem e o chimpanzé partilham um ancestral pelo facto de ser mais parecido com o chimpanzé do que com outro animal é estar a assumir o que tem de ser provado e é andar em raciocínio circular. Prova-se que ambos partilham um ancestral pelo facto de terem semelhanças físicas e explica-se o facto de terem semelhanças físicas pelo facto de partilharem um ancestral. Aliás, nem os evolucionistas conseguem estar de acordo sobre quem partilha um ancestral directo com o ser humano. Aparentemente, as evidências não são assim tão conclusivas.

Mas se tudo tivesse sido criado por “Deus”, porque haveria DNA? Pra que?

Acho que é a segunda vez que vejo alguém apontar a existência de ADN como argumento contra a existência de Deus. Não percebo muito bem qual é a substância do argumento mas eles lá saberão.

Existe ADN porque esse foi o sistema utilizado por Deus para codificar toda a informação que controla o nosso organismo. O ateu tem a tarefa difícil de explicar como informação codificada surgiu apenas de causas materiais, quando nós sabemos que quando encontramos informação codificada essa informação tem sempre uma fonte inteligente.

O criacionismo diz que a vida é imutavel (=não muda), ou seja, os organismos criados no “Início” sao iguais aos que existem agora…! São mesmo?

Não, não e não! O criacionismo não diz que a vida é imutável. Diz que que Deus criou diferentes tipos básicos de animais que se irão sempre reproduzir de acordo com as suas espécies, tal como vemos no relato de Génesis. Rápida especiação é importante no modelo do criacionismo bíblico (Ver: Rápida repopulação da Terra após o dilúvio (Parte 1).

Antes haviam mamutes e agora elefantes..!

Apenas prova que antes haviam mamutes e agora já não. Agora sou eu: antes haviam medusas e agora… há medusas na mesma.

Isto pra nao dizer que é possivel manipular geneticamente bacterias, plantas, o que for e criar uma forma de vida diferente da inicial…

Manipulação genética é uma forma de design inteligente e não de evolução aleatória. Na manipulação genética, assim como na selecção artificial, existe um determinado propósito e todo o processo tem intervenção inteligente. Não é muito inteligente comparar formas de actuação inteligentes com processos naturais impessoais.

Além disso, convém ter cuidado com os evolucionistas quando estes dizem “diferente”. Como já foi dito, os criacionistas não têm problemas com os filhos serem diferentes dos pais, já que isso é apenas variação, recombinação de informação genética já existente.

2) Um de voces falou no “Design Inteligente”…design inteligente? eu pergunto-te…ja alguma vez viste uma sequencia de DNA ?? Tens noçao da quantidade de “lixo” que existe no DNA que não codifica nada? 90% ? Isso so demonstra que houve uma evoluçao…o nosso DNA ja vem de organismos de ha muito muito muito tempo…que foi evoluindo…!

Já cá faltava o argumento do ADN-lixo. Este argumento é um dos que, dentro de poucos anos, se juntará ao dos órgãos vestigiais no caixote dos falhanços evolucionistas (ou então terão de redefinir o termo, como fizeram com os órgãos vestigiais). O termo “ADN-lixo” (junk DNA, no inglês) surgiu para designar algumas partes do ADN que aparentemente não tinham função. Mas em vez de tentarem descobrir a sua função, os cientistas (evolucionistas) ficaram-se pelas aparências e inventaram o termo ADN-lixo. O que acontece é que a ciência tem destruído esta ideia e tem descoberto que muito do considerado ADN-lixo afinal desempenha papéis importantes no genoma.

Agora sabe-se que grandes quantidades de “ADN-lixo” afinal controlam o funcionamento dos genes, permitindo a adaptação do ser vivo ao ambiente que o rodeia (Exemplos: 1,2,3,4,5,6,7,8).

O factor tempo é importantissimo aqui…

Nós sabemos. Por isso é que os evolucionistas subvertem as evidências científicas a respeito da preservação de proteína em organismos fósseis, de maneira a manter intacto o pilar dos milhões de anos.

Porque as mutaçoes no DNA (o motor da evoluçao) foram acontecendo desde que apareceu a primeira forma de vida.

Mas as mutações são maioritariamente prejudiciais ao organismo. Se hoje observamos que elas são maioritariamente malignas, o que te faz pensar que no passado que ninguém viu elas foram responsáveis por, literalmente, criar os seres vivos? Se um ser vivo estivesse a sofrer mutações há 500 milhões de anos, ele já não existiria. Já teria sido liquidado.

3) Donde surgiu a primeira forma de vida? Não esta provado…um estudo feito ja ha muito tempo provou que era possivel formarem-se moleculas organicas com as condiçoes que haviam na terra (agua, certos elementos e energia das tempestades).

Estás a referir-te à experiência de Miller, já desacreditada há uns bons anos. Os mitos evolucionistas recusam-se a desaparecer.

Além disso, se perguntas: “donde veio tudo?” para a resposta ser “Deus”…..eu pergunto-te “De onde veio Deus?

Quando tu te referes a “tudo”, também estás a incluir o próprio tempo e o espaço. Se a determinada altura da História tempo e espaço não existiam e aparecem em cena, a causa que os originou tem de estar fora deles. Para mim a causa é Deus. Se Deus estivesse sujeito ao tempo, Ele não poderia criá-lo, pois estaria limitado a ele. Se estivesse sujeito ao espaço, Ele não poderia criá-lo, pois estaria limitado a ele. Nem tudo precisa de uma causa inicial, apenas coisas que vieram à existência e, infelizmente para os ateus, o tempo, espaço, energia e matéria são algumas delas.

A Bíblia diz que Deus é “o Alfa e o Ómega, o princípio e o fim” (Apocalipse 21:6).

3) Não é porque gostam de criticar outras pessoas ou teorias formuladas por outras pessoas que o vao fazer…além de idiota, parece que so querem chamar a atençao. A não ser que fundamentem as vossas opinioes..! Não basta dizer “Deus é que existe e voces sao burros

E não é o que dizemos. Pelo menos não aqui n’A Lógica do Sabino. Aqui tratamos de usar as evidências científicas para mostrar que elas estão de acordo com a Palavra de Deus. O que não está de acordo com a Palavra de Deus são as especulações vãs dos evolucionistas.



O mistério das baterias de Bagdad
Julho 8, 2009, 6:49 pm
Arquivar em: Convicções / Fé, Evolução/Big-Bang

Registos escritos relatavam que a civilização minoica possuía tecnologia sofisticada, como baterias eléctricas e dispositivos de cálculo [*1]. Devido à crença prevalecente de que coisas como electricidade e baterias eram um produto dos tempos modernos, esses relatos sempre foram descartados como sendo mitos ou lendas.

bagdad_batteriesNo entanto, descobertas arqueológicas vieram mostrar que estes relatos não eram mitos mas documentos historicamente confiáveis. Em 1938, enquanto trabalhava em Khujut Rabu, perto de Bagdad, no actual Iraque, o arqueólogo alemão Wilhelm Konig desenterrou uma jarra de barro que media 13 cm, e que continha um cilindro de cobre que envolvia uma barra de ferro. Após esta descoberta, vários artefactos semelhantes foram descobertos e veio-se a saber que se tratavam de baterias. Foram estimadas como sendo do século II A.C..

Pelas réplicas que foram feitas, constatou-se que elas podiam conduzir corrente eléctrica. Na experiência foi produzida tensão de até 2 volts. Teoricamente, se ligadas em série, essas baterias poderiam gerar correntes de voltagem mais altas. O Dr. Marjorie Senechal, professor de História da Ciência e Tecnologia no Smith College, nos Estados Unidos da América, disse:

Penso que ninguém pode dizer ao certo para que eram utilizadas, mas elas poderiam ter sido baterias porque funcionam

Questões a serem colocadas

Claro que isto levanta questões inevitáveis: 1) como se encontraram baterias quase 2000 anos antes de elas serem inventadas por Alessandro Volta?; 2) como tinham esse conhecimento?; 3) para que as fabricavam?; 4) já teriam conhecimento dos princípios teóricos da electricidade?

Tecnologia perdida

Estamos perante um caso de conhecimento que foi perdido ao longo dos séculos. Os registos que contavam que este povo teve acesso a baterias eléctricas foram desconsiderados durante muito tempo porque era algo que não encaixava no quadro geral da evolução humana. Não era suposto existirem coisas que todos pensavam que só foram popularizadas nos últimos 300 anos. É claro que não eram baterias como as que temos hoje mas os princípios são os mesmos.

E estas baterias encontradas até podem ser cópias degeneradas de baterias anteriores mais avançadas. Elas podem ter sofrido um destino semelhante ao das pirâmides do Egipto, em que as primeiras pirâmides eram superiores às que foram construídas nas gerações seguintes, até que deixaram de ser construídas. O mesmo se pode ter passado com as baterias de Bagdad. Como afirmou um investigador [*2]:

It is probable that the device later became merely a conjurors’ trick and gradually faded from view, just as the magicians of Mesopotamia did.” – (É provável que o aparelho mais tarde se tenha tornado apenas no truque de um mago e tenha caído no esquecimento, tal como era normal nos mágicos da Mesopotâmia)

CONCLUSÃO

Em que quadro é que este facto encaixa melhor? No quadro evolucionista, que diz que quanto mais recuarmos no tempo menores serão os sinais de inteligência, ou no Criacionismo Bíblico, que diz que o ser humano sempre foi inteligente?
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REFERÊNCIAS OU NOTAS:

[*1] -Chittick, D. (2006), “The puzzle of the ancient man”, Creation Compass, Newberg, Oregon, pág. 155-156

[*2] – Paul T. Keyser (1993), “The purpose of the Parthian galvanic cells: a first-century A.D. electric battery used for analgesia”, Journal of Near Eastern Studies, Volume 52, nº 2, pág. 81-98 (PDF disponível)



A mulher de Caim
Julho 7, 2009, 4:02 pm
Arquivar em: Convicções / Fé

Em alguns círculos ateístas encontramos a objecção: “Se Adão e Eva só tiveram Caim e Abel, quem foi a mulher de Caim?“. Os cépticos tentam, com isto, desconsiderar o relato de Génesis como sendo um relato autêntico. I Pedro 3:15 diz:

Estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós

A Bíblia exorta-nos a estarmos preparados a esclarecer as dúvidas que as pessoas colocam sobre a bíblia. Como tal, o cristão que acredita na Bíblia deve saber responder a esta questão da mulher de Caim.

Adão e Eva tiveram mais filhos e filhas

Antes de mais, quando o céptico diz que Caim e Abel foram os únicos filhos de Adão e Eva apenas está a mostrar a sua ignorância em relação ao relato bíblico:

E foram os dias de Adão, depois que gerou a Sete, oitocentos anos; e gerou filhos e filhas.” (Génesis 5:4)

As Escrituras não dizem quantos filhos e filhas eles tiveram, mas uma vez que eles viveram muitas centenas de anos, é razoável pensar que tiveram muitos. Não se esqueçam que Deus tinha-lhes dito para se frutificarem e multiplicarem-se (Génesis 1:28).

O historiador judeu Flávio Josefo escreveu:

The number of Adam’s children, as says the old tradition was thirty-three sons, and twenty-three daughters

A mulher de Caim

A esposa de Caim ou foi uma irmã ou uma sobrinha sua. Não existiria nenhum problema biológico ou moral relativamente ao facto de Caim ter relações sexuais com uma parente próxima (Para ver o por quê, consultar: Com quem casaram os filhos de Adão e Eva? Problemas biológicos e/ou morais? (Parte 1) e (Parte 2)).

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A narrativa bíblica

A bíblia apresenta, primeiro, a narrativa seguida da vida de Caim (Génesis 4:1-24) e só depois enumera a genealogia de Adão (Génesis 5). Isto não quer dizer que tudo aquilo que é descrito no capítulo 4 precedeu aquilo que é descrito no capítulo 5, nomeadamente, que Adão só teve mais filhos para além de Abel, Caim e Sete depois de tudo aquilo que nos é dito no capítulo 4 de Génesis.

Nos livros de História é normal o capítulo dedicado a determinado acontecimento conter uma introdução geral sobre o mesmo e só depois um relato cronológico. Por exemplo, o capítulo sobre a Segunda Guerra Mundial poderá ter uma introdução a informar sobre os países que estiveram envolvidos, as razões que conduziram à guerra, os vencedores e os vencidos, etc, e só depois relatar os eventos de forma contínua e cronológica.

O escritor destes capítulos de Génesis fez algo do género (até porque o capítulo 5 não menciona Caim e Abel, filhos anteriores a Sete).

“Ao cabo de dias…”

Génesis 4:3 diz que “Ao cabo de dias trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao Senhor“. Não se pode precisar quanto tempo significa este “ao cabo de dias”. Em inglês, a mesma expressão diz: “In the course of time“.first-attempt

É provável que entre o versículo 2 e o 3, Adão e Eva tenham tido mais filhos (os mesmos que Caim recearia, após assassinar seu irmão Abel – Génesis 4:14). Provavelmente, só Sete é referido por este fazer parte da linhagem de Jesus Cristo (Lucas 3:23-38).

“Conheceu Caim a sua mulher…”

A expressão “conheceu a sua mulher”, tantas vezes utilizada na Bíblia, não significa “ver pela primeira vez” mas sim “ter relações sexuais”. No mesmo capítulo vemos “Conheceu Adão a Eva, sua mulher” (Génesis 4:1) e “Tornou Adão a conhecer a sua mulher” (Génesis 4:25). Adão já tinha estado com a sua mulher antes de ambos os relatos bíblicos. Ninguém no seu perfeito juízo iria dizer que Adão era esquizofrénico ou tinha má memória.

O que isto significa é que, antes de ter relaçõse sexuais com ela, Caim já tinha convivido com a sua mulher. Ele era casado antes de ir para a terra de Node. Mas só em Node é que a sua mulher procriou.



O legado dos filhos de Noé?
Julho 6, 2009, 6:05 pm
Arquivar em: Convicções / Fé, Evolução/Big-Bang

Um estudo genético realizado com 53 populações humanas mostra que todas as pessoas pertencem a um de 3 grupos genéticos existentes e, apesar das diferenças físicas entre estes grupos, eles não são tão diferentes quanto se pensava. Para os evolucionistas, esta divisão tripartida teve originou depois de os humanos saírem de África há algumas dezenas de milhares de anos, divisão que deu origem ao grupo dos Africanos, Eurasianos e Asiáticos orientais (onde estão incluídos os nativos americanos).

Para os criacionistas bíblicos, estes dados são bastante interessantes pois reflectem a divisão das nações a partir dos 3 descendentes de Noé que sobreviveram ao dilúvio: Sem, Cão e Jafé (Génesis 10:1). Estes 3 grupos genéticos podem ser o legado dos 3 filhos de Noé, que repovoaram a Terra após o dilúvio.

O cientista responsável pelo estudo aponta também:

Scientists have long known that regardless of ancestral home or ethnic group, everyone’s genes are pretty much alike. We’re all Homo sapiens. Everything else is pretty much details” – (Os cientistas já há muito sabem que, apesar das origens ancestrias e dos grupos étnicos, os genes de todos são muito parecidos. Todos somos Homo sapiens. Tudo o resto são detalhes.)

O investigador identifica a côr da pele como “o mais óbvio” destes detalhes. Ele continua:

Population geneticists expected to find dramatic differences . . . [but] that’s not what scientists have found. Dramatic genome variation among populations turns out to be extremely rare.” – (Os geneticistas populacionais esperavam encontrar diferenças dramáticas… [mas] isso não foi aquilo que os cientistas encontraram. Acontece que a variação genética dramática entre as populações é extremamente rara.)

CONCLUSÕES

Este estudo lembra-nos como é absolutamente viável toda a variedade genética ter vindo dos 3 pessoas, após o dilúvio. Todas as diferenças físicas entre as diferentes populações são apenas detalhes, como afirmou o geneticista autor do estudo. Apesar das diferenças, todos nós somos feitos do mesmo material e todos nós somos seres humanos. Este é um dado científico que vem confirmar aquilo que os criacionistas sempre disseram, nomeadamente:

E de um só fez toda a geração dos homens, para habitarem sobre toda a face da terra, determinando-lhes os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação” (Actos 17:26)

Os evolucionistas pensavam encontrar outra coisa na análise genética dos seres humanos, mas a verdade é que a ciência veio confirmar a plausibilidade do modelo criacionista. É fácil explicar como surgiram todas as diferentes etnias apenas a partir de Adão e Eva e, posteriormente, dos filhos de Noé (Ver: Como surgiram as diferentes “raças” (desde Adão e Eva) ? (Parte 1) e (Parte 2))



Pele e aminoácidos que resistem 66 milhões de anos
Julho 4, 2009, 1:16 am
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Os dinossauros voltaram a fazer das suas. Desta vez o protagonista foi o hadrossauro, o dinossauro com o focinho em forma de bico de pato. O excelente estado de preservação deste dinossauro é tal, que os cientistas até conseguiram identificar estruturas celulares da pele, assim como aminoácidos, os blocos básicos das proteínas. Além disso, este dinossauro possui um tendão excepcionalmente preservado que até permite ver os pequenos canais por onde, outrora, o sangue e outras substâncias passaram.

Até dá para ver a lágrima no canto do olho do cientista responsável pelo achado [meu destacado]:

It is “absolutely amazing to be able to identify organic molecules from soft tissue that belonged to a beast that died over 66 million years ago,” said Phillip Manning, a paleontologist at Britain’s University of Manchester.” – (É absolutamente extraordinário ser possível identificar moléculas orgânicas de tecido mole que pertenceu a uma besta que morreu há 66 milhões de anos”, disse Phillip Manning, paleontólogo da universidade de Manchester)

Segundo os cientistas, a estrutura celular da pele do hadrossauro é semelhante à das aves e crocodilos. Phillip Manning disse:

The fossilized soft tissues resemble those seen in modern birds and crocodilians, “additional evidence to the quite obvious links between dinosaurs and birds,” Manning says.” – (Os tecidos moles fossilizados parecem-se com aqueles observados nas aves e crocodilos modernos, evidência adicional da óbvia ligação entre dinossauros e aves”, disse Manning)

Portanto, os tecidos moles deste dinossauro são semelhantes aos tecidos moles das aves e dos crocodilos, logo, isto constitui evidência de que os dinossauros são relacionados com as aves. Isto é aquilo a que os ingleses chamam de cherry-picking (seleccionar as evidências).

Questionado sobre a possibilidade de detectar material orgânico no Leonardo, o “dinossauro mumificado” (mencionado AQUI – 4º ponto), o co-autor da descoberta disse [meu destacado]:

Looking for the building blocks of protein “is hard enough,” he explained. Finding intact DNA is so unlikely that we are not focusing on that as a concept.” – (Procurar pelos blocos básicos das proteínas já é “difícil o suficiente”, explicou. Encontrar ADN intacto é tão improvável que a nossa atenção não está focada nisso)

Então… se é tão improvável encontrarmos este tipo de material orgânico em fósseis que supostamente têm milhões de anos, como é possível isso acontecer? Se estavam à espera de alguma experimentação empírica, tirem o cavalinho da chuva. Aquilo que nos é dito a respeito da excelente preservação encontrada neste e noutros fósseis é a mesmo que já ouvimos anteriormente. Basicamente: se é possível encontrar material orgânico em fósseis com milhões de anos, então é porque ele resiste milhões de anos [meu destacado]:

They believe that the dinosaur fell into a watery grave, with little oxygen present to speed along the decay process. Meanwhile, very fine sediments reacted with the soft tissues of the animal, forming a kind of cement. As a result, the 66 million-year-old fossil still retains some of the organic matter of the original dinosaur, mixed in with the minerals.” (BBC)

Bem, qualquer um pode avançar com uma hipotética explicação para a preservação a nível celular registada nestes fósseis. Como um iluminado disse: “É especulação, mas ao menos é ciência” (1).

A investigação foi publicada na Proceedings of the Royal Society B.
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CONCLUSÕES

Esta descoberta junta-se às outras (1,2,3) que mostram que estes animais não têm milhões de anos, caso contrário este tipo de material orgânico já se teria deteriorado e desaparecido há muito tempo. A explicação evolucionista anda sempre em círculo (Ver: Quando o paradigma vale mais do que a evidência empírica). Como os evolucionistas não podem dispensar os milhões de anos indispensáveis à sua teoria, têm de acreditar que é possível matéria frágil como ADN, pele, proteína, células, vasos sanguíneos, medula óssea durar muitos milhões de anos.

Se eles querem que os criacionistas acreditem nas suas especulações sobre a preservação dos fósseis, têm de oferecer algum tipo de evidência empírica. Têm de tornar as suas hipóteses testáveis. De histórias especulativas já estamos nós fartos.

Jesus disse: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32). Mais uma vez coloquei a verdade à frente dos vossos olhos. Mas mais não posso fazer. Tens de ser tu a aceitar a verdade por tua própria vontade.



Jornalistas não sabem questionar devidamente os cientistas
Julho 3, 2009, 10:33 am
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Nem a próposito. Quando estou a poucas semanas de concluir a minha tese de mestrado sobre Jornalismo Científico, eis que a Nature dedica alguns textos a este mesmo assunto. “Líder de Claque ou Cão de Guarda?” – foi este o título do editorial da Nature da semana passada, referindo-se ao papel que um jornalista que divulga ciência deve ter. Não é segredo nenhum que grande parte do jornalismo científico feito limita-se apenas à transcrição dos comunicados de imprensa. Fabiola Oliveira, investigadora brasileira, coloca as coisas nestes termos:

Um fato que sempre nos chamou a atenção no relacionamento entre jornalistas e cientistas é a falta de visão crítica e a atitude de certa subserviência em relação aos porta-vozes da ciência.[*1]

A investigadora utiliza uma expressão muito interessante, para se referir a esta atitude subserviente do jornalista: “papagaios de cientistas[*2]. O editorial da Nature salienta que “a sociedade necessita de ver a ciência escrutinada e regurgitada, se quisermos vê-la com confiança, e os jornalistas são uma parte essencial neste processo“. Ora, se há coisa que os jornalistas de ciência raramente fazem, quando o assunto é Darwin, é escrutinar aquilo que lhes está a ser regurgitado.

O primeiro texto da Nature dedicado ao Jornalismo Científico tem um cartoon que retrata a atitude passiva dos jornalistas face ao estabelecimento científico. A imagem dispensa qualquer comentário:

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Toby Murcott, um jornalista com um doutoramento em Bioquímica, conta a sua experiência:

Como correspondente de ciência da BBC World Service, experienciei regularmente a frustração de alguns elementos na sala de redacção. Os meus colegas sentiam que redigimos notícias a partir de publicações científicas sem fazermos uma análise significativa e profunda ou um comentário crítico: apenas traduzimos o que os cientistas disseram.

O autor dá o exemplo do jornalismo político, em que o jornalista é parte activa do debate político e não um mero “papagaio de político”. Eles encostam o engenheiro Sócrates [*3] à parede, procuram contradições, incongruências, histórias mal contadas, etc. O mesmo não se pode dizer do jornalismo de ciência. Os jornalistas transmitem, de forma acrítica, as informações que recebem das instituições científicas. Actualmente, o jornalista de ciência é mais “como um padre, que retira informação de uma fonte de autoridade e comunica-a à congregação“.

Toby Murcott acredita, seriamente, que “o modelo de “sacerdócio” do jornalismo científico precisa de ser derrubado” e que os jornalistas deveriam ser “capazes de interrogar, serem críticos quando necessário e não se sentirem intimidados por aqueles que estão a entrevistar“.

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(Imagens)

CONCLUSÕES

O que aqui foi dito certamente não é novidade para quem frequenta este blogue. Principalmente quando o assunto é evolução, o jornalista limita-se a debitar os comunicados de imprensa não digeridos. Não coloca as questões cruciais, não questiona a filosofia mascarada de ciência que lhe está a ser transmitida. Aceita, de bom grado, as vãs especulações dos cientistas como se fossem observações científicas.

A comunicação social está vendida a Darwin. Aquilo que se passou com a Ida foi simplesmente vergonhoso. Em lugar de informarem, os meios de comunicação desinformaram. Deve haver por aí muita gente que ainda pensa que o lémur-macaco é o elo perdido que confirma, de uma vez por todas, a teoria da evolução, tal foi a forma como foi anunciado ao público.

Aprendam com a experiência. Não fiquem preocupados com o que lêem na comunicação social a respeito das últimas “evidências” da teoria da evolução. Se há algo que o tempo mostra é que as fantasias evolucionistas vão caindo com o passar dos anos.
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REFERÊNCIAS OU NOTAS:

[*1] – Oliveira, F. (2002), “Jornalismo Científico“, São Paulo: Editora Contexto, pág. 48

[*2] – Ref. 1, pág. 14

[*3] – José Sócrates é o actual primeiro-ministro de Portugal.



Homem primitivo? Não é mais!
Julho 1, 2009, 1:56 pm
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Estamos numa caverna na China, no ano 1995 da graça de nosso Senhor Jesus Cristo. Descobrimos um fóssil de uma parte de uma mandíbula. Após cuidadosa análise (afinal, somos cientistas), concluímos que a mandíbula pertenceu a um ancestral humano nosso. Publicamos a nossa descoberta na prestigiada Nature:

We report here that the hominid dentition and stone tools from Longgupo Cave are comparable in age and morphology with early representives of the genus Homo (H. habilis and H. ergaster)” – (Reportamos aqui que a dentição e as ferramentas de pedra dos hominídeos das grutas de Longgupo são comparáveis em idade e em morfologia aos primeiros representantes do género Homo (H. habilis e H. ergaster))

Mas isso foi em 1995. Hoje, 15 anos depois, vimos a público anunciar que, afinal, essa mandíbula parcial pertenceu a um símio desconhecido.

Não é um argumento para um filme. É vida real. Aconteceu com o paleoantropólogo Russel Chiochon. Quinze anos depois de ter descoberto a mandíbula numa gruta na China, o cientista disse na Nature que novas evidências mostram que a mandíbula, afinal de contas, pertenceu a um símio misterioso. Escreve o cientista [meu destacado]:

Not everyone may agree; such classifications are always open to interpretation. But I am now convinced that the Longgupo fossil and others like it do not represent a pre-erectus human, but rather one or more mystery apes indigenous” – (Nem todos estarão de acordo, uma vez que estas classificações estão sempre abertas a interpretação. Mas eu estou agora convencido que o fóssil de Longgupo e os outros como ele não representam um humano pré-erectus, mas um ou mais símios indígenas misteriosos)

Este exemplo recorda-nos, como o próprio cientista afirma, que a paleoantropologia é uma área sujeita a grande especulação e conjecturas. De resto, o que seria de esperar de uma “ciência” que através de restinhos de ossos procura traçar uma hipotética história evolutiva do ser humano?

CONCLUSÃO

Esta “evidência” fóssil certamente ajudou, na altura, a construir o percurso evolutivo do ser humano. Como poderiam os criacionistas continuar a acreditar na Bíblia com evidências destas? Só é pena é que este tipo de evidências sejam tão sólidas como areias movediças.

Agora pensem… quantas mandíbulas e dentes de Homo qualquer coisa estarão a ser exibidos nos museus de História natural como sendo humanos primitivos quando, na verdade, ou são verdadeiros humanos ou verdadeiros chimpanzés e orangotangos?

A Bíblia diz em Salmos 118:8: “É melhor confiar no Senhor do que confiar nos homens“. Portanto, “bendito o homem que confia no Senhor, e cuja esperança é o Senhor” (Jeremias 17:7).
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Para mais obras de arte evolucionistas, ver secção Fraudes e Erros da página de Paleoantropologia



Medalha de ouro para o humilde beija-flor
Junho 29, 2009, 5:23 pm
Arquivar em: Evolução/Big-Bang

Um estudo da Universidade de Berkeley revelou que o beija-flor macho atinge uma velocidade proporcionalmente “maior do que a de aviões caça” quando mergulha durante um voo para impressionar as fêmeas. O investigador Christopher Clark usou fêmeas de beija-flor empalhadas para induzir os pássaros a fazerem uma exibição impressionante, que ele registou com câmaras especiais para capturar objectos em alta velocidade. As câmaras capturavam imagens de 500 frames por segundo.

As aves da espécie conhecida como Anna, que vivem no sudoeste dos Estados Unidos, atingiram velocidades que beija-florcobrem um trajecto 383 vezes o comprimento do seu corpo, a cada segundo. De acordo com Clark, o espaço percorrido medido, levando-se em conta o comprimento do corpo da ave e a velocidade máxima atingida pelo animal, foi “maior do que a de um avião caça com sua câmara de combustão auxiliar ligada (o que ajuda a aumentar a velocidade) ou do ônibus espacial durante a reentrada na atmosfera“.

O caça pode chegar a cobrir 150 vezes a medida do seu comprimento em um segundo, e o vaivém espacial, 207 vezes. Mas os caças têm capacidade de acelerar mais e ultrapassar os beija-flores. Nos últimos estágios de seu mergulho, quando as aves abrem as asas para um voo ascendente, “a aceleração instantânea dos beija-flores é maior do que a de qualquer organismo de que se registrou previamente manobras aéreas“, disse Clark. “E ele atinge essa velocidade sem a ajuda de um poderoso motor de jacto“, acrescenta.

O trabalho foi publicado na Proceedings of the Royal Society B.
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Bronze para o caça, prata para o vaivém espacial, ouro para o beija-flor. Ninguém tem dúvidas de que o caça e o vaivém espacial são o resultado de intervenção inteligente. Já o beija-flor, medalha de ouro na nossa corrida, é suposto ser o resultado de vários erros aleatórios.

É conveniente acreditar que o mundo se criou a si próprio. Só é pena é que evidências como esta mostrem que essa é uma crença completamente descabida. Atribuir à natureza poderes criativos serve como desculpa para vivermos como bem quisermos, sem acatar os mandamentos de Deus. No entanto, essa posição vai contra as evidências do mundo biológico e contra o bom senso.



Inundação catastrófica responsável por separar Inglaterra da Europa – (Está o uniformitarismo a perder o seu charme?)
Junho 28, 2009, 12:07 am
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Em 1830, o advogado e geólogo amador Charles Lyell publicou o livro “Princípios da Geologia“, onde popularizou a doutrina do uniformitarismo – a corrente de pensamento que diz que os registos geológicos do passado devem ser entendidos com base no ritmo dos processos geológicos que observamos hoje. Charles Darwin foi profundamente afectado por este livro e foi graças a ele que o naturalista inglês começou a duvidar do dilúvio bíblico e do resto da Palavra de Deus. Até há bem pouco tempo, a ciência da Geologia só fazia sentido à luz da doutrina unifornn_britain1mitarista.

No entanto, essa ideia de que as coisas sempre foram como são agora tem sido colocada em causa. Os geólogos evolucionistas agora reconhecem o papel do catastrofismo nos seus modelos. Eles são os principais apologistas de catástrofes (como a que dizem que matou os dinossauros).

Agora, uma equipa de geólogos afirma que uma megainundação foi responsável pela separação do terreno que é hoje a Inglaterra do resto do continente europeu. Eles dizem:

Megaflood events involving sudden discharges of exceptionally large volumes of water are rare, but can significantly affect landscape evolution, continental-scale drainage patterns and climate change” – (Megainundações que envolvam descargas repentinas de volumes incríveis de água são raros, mas podem afectar significativamente a evolução de uma paisagem, padrões de drenagem à escala continental e alterar o clima)

Bem, se megainundações são ou não raras não interessa muito aos criacionistas. Nós só precisamos de uma megainundação à escala mundial para explicar os fósseis e a geologia. Os criacionistas utilizam o modelo de Tectónica de Placas Catastrófica para explicar a separação dos continentes e a elevação das formações rochosas como os Himalaias ou o Evereste, em vez do modelo “lento e gradual” da Tectónica de Placas.

É interessante notar que os modelos evolucionistas, pouco a pouco, acabam por se aproximar das propostas criacionistas. A única diferença nos dois é o factor tempo. Enquanto os criacionistas bíblicos consideram muita água durante pouco tempo, os evolucionistas consideram pouca água durante muito tempo (mas lá acabam por meter uma inundaçãozinha catastrófica de vez em quando).

Segundo os autores, a megainundação mudou completamente a geografia local. Ela reorganizou a drenagem dos rios Tamisa e Reno ao Canal da Mancha e, mais importante ainda, deixou permanentemente separadas a Grã-Bretanha da Europa continental.

Cuidado… não vão as evidências te levar a considerar o relato bíblico do dilúvio

O autor do blogue Ceticismo, ao mencionar esta notícia, teve o cuidado de escrever dois parágrafos para avisar os seus leitores que não devem deixar-se levar por mais esta evidência do dilúvio bíblico.

É interessante notar que não é necessário algum criacionista lhe dizer que isto é uma evidência do dilúvio de Noé, pois ele próprio tem consciência disso. No entanto, como o ser humano se desviou do entendimento de Deus (Salmos 14:2-3), não importa quais sejam as evidências… ele não vai querer saber de Deus. Não importa se encontramos proteína bem conservada em ossos fossilizados de dinossauros ou se se descobre que a anatomia dos pássaros impede qualquer relação evolutiva com dinossauros. Quaisquer que sejam as evidências negativas, ele não vai abandonar a sua crença na teoria da evolução pois não foi devido às evidências que ele decidiu acreditar nela. Ele apenas acredita nela porque a outra alternativa é impensável.



Fazer câmaras com os olhos das osgas
Junho 26, 2009, 9:36 am
Arquivar em: Evolução/Big-Bang

Nós costumamos dizer que uma pessoa tem “olhos de lince” quando ela tem uma visão muito apurada. Mas talvez devessemos alterar a expressão para “ter olhos de osga”. Algumas osgas conseguem ver a cores no escuro. Os olhos destas criaturas são 350 vezes mais sensíveis que o olho humano, que no escuro apenas vê a preto e branco.

Segundo investigação publicada no Journal of Vision, os olhos das osgas consistem numa série de zonas concêntricas distintas de diferentes poderes refractivos (ScienceDaily). Este palavreado pode parecer chinês para grande parte de nós, mas para os cientistas significa que eles poderão aplicar este conhecimento de maneira a desenvolverem câmaras mais eficientes e, quem sabe, lentes de contacto multifocais.

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Assim funciona a verdadeira ciência, aquela que nos é útil e nos dá as coisas que usamos diariamente. Não são as fantasias dos devotos de Darwin que nos dão os óculos e as lentes de contacto, mas sim o esforço e dedicação daqueles que observam e estudam o funcionamento das coisas.

E este é mais um exemplo de um mecanismo que não pode ter sido criado por erros genéticos aleatórios, responsáveis por grande parte das doenças que afectam o ser humano. Praticamente todos os dias surgem exemplos que refutam o NeoDarwinismo. Quanto mais se conhecem os sistemas complexos e afinados dos seres vivos, mais evidente fica a existência de um Arquitecto Mestre (Ver página referente ao Design na natureza).

Que a verdadeira ciência continue a progredir. Os meus olhos agradecem.