No princípio criou Deus os céus e a Terra


Pele e aminoácidos que resistem 66 milhões de anos
Julho 4, 2009, 1:16 am
Filed under: Evolução/Big-Bang

Os dinossauros voltaram a fazer das suas. Desta vez o protagonista foi o hadrossauro, o dinossauro com o focinho em forma de bico de pato. O excelente estado de preservação deste dinossauro é tal, que os cientistas até conseguiram identificar estruturas celulares da pele, assim como aminoácidos, os blocos básicos das proteínas. Além disso, este dinossauro possui um tendão excepcionalmente preservado que até permite ver os pequenos canais por onde, outrora, o sangue e outras substâncias passaram.

Até dá para ver a lágrima no canto do olho do cientista responsável pelo achado [meu destacado]:

It is “absolutely amazing to be able to identify organic molecules from soft tissue that belonged to a beast that died over 66 million years ago,” said Phillip Manning, a paleontologist at Britain’s University of Manchester.” – (É absolutamente extraordinário ser possível identificar moléculas orgânicas de tecido mole que pertenceu a uma besta que morreu há 66 milhões de anos”, disse Phillip Manning, paleontólogo da universidade de Manchester)

Segundo os cientistas, a estrutura celular da pele do hadrossauro é semelhante à das aves e crocodilos. Phillip Manning disse:

The fossilized soft tissues resemble those seen in modern birds and crocodilians, “additional evidence to the quite obvious links between dinosaurs and birds,” Manning says.” – (Os tecidos moles fossilizados parecem-se com aqueles observados nas aves e crocodilos modernos, evidência adicional da óbvia ligação entre dinossauros e aves”, disse Manning)

Portanto, os tecidos moles deste dinossauro são semelhantes aos tecidos moles das aves e dos crocodilos, logo, isto constitui evidência de que os dinossauros são relacionados com as aves. Isto é aquilo a que os ingleses chamam de cherry-picking (seleccionar as evidências).

Questionado sobre a possibilidade de detectar material orgânico no Leonardo, o “dinossauro mumificado” (mencionado AQUI – 4º ponto), o co-autor da descoberta disse [meu destacado]:

Looking for the building blocks of protein “is hard enough,” he explained. Finding intact DNA is so unlikely that we are not focusing on that as a concept.” – (Procurar pelos blocos básicos das proteínas já é “difícil o suficiente”, explicou. Encontrar ADN intacto é tão improvável que a nossa atenção não está focada nisso)

Então… se é tão improvável encontrarmos este tipo de material orgânico em fósseis que supostamente têm milhões de anos, como é possível isso acontecer? Se estavam à espera de alguma experimentação empírica, tirem o cavalinho da chuva. Aquilo que nos é dito a respeito da excelente preservação encontrada neste e noutros fósseis é a mesmo que já ouvimos anteriormente. Basicamente: se é possível encontrar material orgânico em fósseis com milhões de anos, então é porque ele resiste milhões de anos [meu destacado]:

They believe that the dinosaur fell into a watery grave, with little oxygen present to speed along the decay process. Meanwhile, very fine sediments reacted with the soft tissues of the animal, forming a kind of cement. As a result, the 66 million-year-old fossil still retains some of the organic matter of the original dinosaur, mixed in with the minerals.” (BBC)

Bem, qualquer um pode avançar com uma hipotética explicação para a preservação a nível celular registada nestes fósseis. Como um iluminado disse: “É especulação, mas ao menos é ciência” (1).

A investigação foi publicada na Proceedings of the Royal Society B.
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CONCLUSÕES

Esta descoberta junta-se às outras (1,2,3) que mostram que estes animais não têm milhões de anos, caso contrário este tipo de material orgânico já se teria deteriorado e desaparecido há muito tempo. A explicação evolucionista anda sempre em círculo (Ver: Quando o paradigma vale mais do que a evidência empírica). Como os evolucionistas não podem dispensar os milhões de anos indispensáveis à sua teoria, têm de acreditar que é possível matéria frágil como ADN, pele, proteína, células, vasos sanguíneos, medula óssea durar muitos milhões de anos.

Se eles querem que os criacionistas acreditem nas suas especulações sobre a preservação dos fósseis, têm de oferecer algum tipo de evidência empírica. Têm de tornar as suas hipóteses testáveis. De histórias especulativas já estamos nós fartos.

Jesus disse: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32). Mais uma vez coloquei a verdade à frente dos vossos olhos. Mas mais não posso fazer. Tens de ser tu a aceitar a verdade por tua própria vontade.

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7 comentários so far
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E o mais incrível é que ninguém questiona o fato de uma pelo durar 66 milhões de ano. E no final das contas os “cegos” somos nós…

Comentar por Frederico Fiuza

Em http://www.genesispark.com/genpark/ancient/ancient.htm
há um artigo muito interessante que mostra que antigas civilizações tiveram contato com os dinossauros. Isto reforça a tese criacionista de que os dinossauros não são tão antigos como os evolucionistas sugerem.
Não concordo com todo o conteúdo do site em questão, mas lá tem muitas coisas interessantes. Quem não sabe inglês, como eu, pode usar o tradutor on line Google. Ajuda bastante.

Comentar por Isaias S. OLiveira

Os darwinistas não podem considerar que os dinossauros viveram mais recentemente porque isso destrói sobre o qual assenta a teoria da evolução.

Comentar por Mats

Datações de matéria orgânica são falhas, eu creio nisso. Mas sobre a data da criação, não consigo entender como corpos celestes (olhar o céu é enxergar o passado), distantes milhões de anos na velocidade da luz, (que tem velocidade fixa independente de observação) podem existir. Ou as estrelas distantes hoje já observadas são alguma disfunção ótica, ou a luz se comporta de uma forma ainda não compreendida, ou o quê? Seria interssante descobrir como esse paradigma (falho para os que crêem) se explica; os evolucionistas – defenssores dos bilhões de anos – ficariam realmente atônitos.

Comentar por Fabiano

Fabiano, obrigado pelo comentário submetido.

Antes de mais, convém dizer que o problema da luz das estrelas não é só um problema para os que acreditam numa Terra jovem. Os defensores do Big Bang têm o mesmo problema. Mesmo com a idade que eles dão ao universo, ela é insuficiente para explicar como a luz das galáxias mais distantes chegam até nós (creio que é isto. Se estiver errado, agradeço que o Dário corrija). Tanto que eles têm de recorrer a hipotéticas entidades para o explicar (como a matéria escura e a inflação).

O que alguns físicos propõem, e inclusive alguns cosmologos naturalistas têm proposto, é que a luz tenha viajado mais rápido no passado. Se quiseres posso indicar textos sobre o que dois físicos criacionistas propõem (em ingles).

Comentar por alogicadosabino

Aceito as indicações de texto. Além disso procurarei saber um pouco mais sobre essa teoria. Obrigado.

Comentar por Fabiano

A Luz Proveniente de Estrelas Distantes Prova Que O Universo É Antigo?

http://www.universocriacionista.com.br/content/blogcategory/14/27/

Comentar por Fabricio Lovato




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