No princípio criou Deus os céus e a Terra


Ciência experimental em apuros? Que dizer então da ciência das origens?
Novembro 18, 2010, 9:20 pm
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A investigação médica baseia-se naquela que é considerada a melhor forma de obter evidências: os testes placebo. Neste tipo de testes, quando se quer avaliar o efeito de determinado medicamento/produto/etc existe sempre um ou mais grupos a quem é dado o produto a testar e um grupo de controlo, a quem é dado o placebo (a substância neutra que não tem qualquer efeito). Os elementos de ambos os grupos não sabem qual deles estão a tomar. No final, verifica-se se o produto testado fez realmente algum efeito naquilo que se estava a investigar.

É assim que se sabe, por exemplo, que os batidos de cereja aceleram a recuperação muscular após maratonas. Os resultados publicados no Scandinavian Journal of Medicine & Science in Sports mostraram que os atletas que beberam o batido de cereja recuperaram a força mais rápido do que os atletas do grupo do placebo, durante as 48 horas após a maratona.

No entanto, um paper submetido no Annals of Internal Medicine coloca em fogo a fiabilidade dos testes placebo. Segundo Beatrice Glomb, não existe nada que seja fisiologicamente inerte. Pior que isso, não há regulação sobre a constituição dos placebos e aquilo que está neles é muitas vezes determinado pelos fabricantes dos medicamentos a serem estudados, aqueles que têm interesse nos resultados do estudo.

Além disso, o investigador revela que na maior parte dos casos, nunca é revelada a constituição do placebo. É difícil conceber um placebo neutro. “Um efeito positivo ou negativo do placebo pode conduzir a uma aparência enganadora de um efeito negativo ou positivo do medicamento testado“, afirmou Golomb. “E um efeito [do placebo] na mesma direcção do medicamento pode fazer com que o verdadeiro efeito do medicamento seja perdido“, concluiu.

CONCLUSÃO

A ciência experimental, aquela que se pode repetir, testar no presente, está debaixo de fogo. Mas então, o que dizer da ciência das origens, aquela que não se pode repetir? Este é o tipo de ciência que alimenta a teoria da evolução. Não é possível repetir em laboratório o alegado processo de evolução via-zoo-até-tu. As “evidências” para a teoria da evolução dependem de inferências, especulação (e muita) e muita interpretação subjectiva.

É por essa razão que nós temos posições antagónicas a partir dos mesmos dados. Por exemplo, há evolucionistas que acham que o chimpanzé é o parente mais próximo do ser humano. Outros olham para os mesmos dados e dizem que o orangotango é que é o parente mais próximo. Há evolucionistas que acham que os dinossauros evoluíram para aves. Outros acham que foi ao contrário, que as aves é que evoluíram para dinossauros.

Se nós não podemos ter certeza na ciência que pode ser repetida vezes sem conta, por que haveríamos de confiar em cenários montados pelos evolucionistas a respeito de eventos que supostamente tiveram lugar há milhões de anos e não podem ser observados ou repetidos?

Pensa nisto da próxima vez que te disserem que aquele punhado de ossos encontrados debaixo da terra representam o teu ancestral.