No princípio criou Deus os céus e a Terra


Jesus não voltará? – Sê céptico quanto aos cépticos (Parte 1)
Junho 7, 2008, 4:04 pm
Filed under: Convicções / Fé, Estupidez/Fanatismo/Ignorância ateísta

O meu “amigo” do blogue “Ceticismo, Ciência e Tecnologia”, que insulta todos os que não partilham a mesma opinião que ele, fez um post onde utiliza versículos que, aparentemente, contrariam a própria vinda (segunda vinda) de Jesus. O cristão avisado já sabe que os cépticos apenas conhecem as partes da bíblia que possam indicar contradição ou controvérsia; descontextualizam versículos; ignoram o problema das traduções; ignoram factores histórico-sociais; ignoram o para quê e o para quem os livros da bíblia foram escritos… Em suma, ignoram! Mas esta má fé e ignorância emerge quando os cépticos afirmam publicamente que a Bíblia está cheia de contradições. Vamos analisar os versículos que o ateu do “Ceticismo” citou no post “Jesus não voltará”, como argumento de que o tempo da segunda vinda de Jesus já passou. A predisposição anti-Deus foi tanta que terei de dividir o post em partes.
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1. JESUS ESTABELECE O PRAZO PARA SUA VOLTA:

Mateus 24:34 — “Em verdade vos digo que NÃO PASSARÁ esta GERAÇÃO sem que TODAS essas coisas se cumpram.” (Também em Marcos 13:30 e Lucas 21:32)

Mateus 24:34 — “Eu afirmo a vocês que isto é verdade: essas coisas vão acontecer ANTES DE MORREREM TODOS OS QUE AGORA ESTÃO VIVOS.

[…]

Mateus 10:23 — “Quando pois vos perseguirem nesta cidade, fugi para outra; porque em verdade vos digo que NÃO ACABAREIS DE PERCORRER AS CIDADES DE ISRAEL SEM QUE VENHA O FILHO DO HOMEM.

-> Só aqui, a coisa não começa muito bem. Colocar versículos mal citados e não os emendar já demonstra a predisposição do autor (note-se que já se passou mais de uma semana – e muitos comentários – desde a escrita do post). Mas ignoremos para já esta situação.

-> Definitivamente, aplicar a nossa lógica de século XXI em textos proferidos e escritos há mais de 2000 anos, em cultura e contextos diferentes, não é a melhor maneira de analisarmos as Escrituras (João 5:39). No capítulo 24 de Mateus, Jesus revela os sinais que anteciparão a Sua vinda. Em Mateus 24:34, Jesus diz que “esta geração” não haveria de passar sem que todas as coisas que Ele proferiu acontecessem. O ateu lê “esta geração” e não tem dúvidas em afirmar que ela se refere às pessoas que andaram com Jesus. No entanto, a “geração” a que Jesus se refere pode muito bem significar a geração que vai viver aqueles sinais que Ele falou. Ele diz: “não passará esta geração sem que todas essas coisas se cumpram“… o que significa que esta geração se refere à geração que há-de ver este sinais.

-> Por outro lado, para sabermos o alcance da palavra geração empregue por Jesus teríamos de saber aramaico, pois foi nesse idioma que as palavras foram proferidas. Mais, teríamos de saber o que Jesus queria dizer com a palavra geração. Convém lembrar que os idiomas utilizados nos tempos bíblicos são, por vezes, diferentes do nosso português (Ver exemplo: O Deus do Levítico (Parte 4)). Muitos exemplos hoje têm-nos mostrado que a palavra geração não é sempre utilizada para se referir a um período de 25 ou 40 anos. Ela pode referir-se a um período menor (ex: a Geração de 70) ou referir-se a uma determinada cultura ou época em especial (ex: Geração Rasca, Geração da Internet, etc).

-> Há quem acredite que esta geração que está a viver os sinais descritos por Jesus seja aquela que assistiu à Primeira Grande Guerra. Actualmente, ainda haverá pessoas vivas desse tempo. A este respeito, o versículo 9 de Mateus 24 é revelador: “Então sereis entregues à tortura, e vos matarão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome“. Há quem acredite que a palavra geração tem um sentido mais amplo, referindo-se ao povo israelita. Como tal, o versículo significaria que a nação israelita não haveria de se extinguir sem que todas estas coisas acontecessem. A este respeito, não deixa de ser espectacular o facto de que, ao longo da História, muitos povos foram desaparecendo do mapa, enquanto que o povo judeu, apesar das inúmeras perseguições, não se extinguiu nem se “diluiu” noutros povos. Há quem acredite, ainda, que esta geração se refira à população judaica que assistiu à fundação do Estado de Israel, em 1948.

Quanto ao 2º versículo

-> Desde o momento em que o li, a parte que se encontra em maiúsculas sempre me pareceu uma adulteração tendenciosa, isto é, um “pequeno” empurrão que ajudasse o autor a explicar melhor o seu ponto (Um pouco como a ajudinha que Haeckel quis dar à Evolução quando adulterou fotos dos embriões). Como o versículo está mal citado, não pude verificar na bíblia. Mas colocando o versículo no Google, não deixa de ser curioso que ele apenas aparece em 3 sítios, sendo um deles o próprio blogue do “Ceticismo”. As restantes duas encontram-se numa página pessoal e num documento que fala sobre o terceiro segredo de Fátima. Experimentem vocês mesmos! Outro exemplo de má fé ateísta.

Quanto ao 3º versículo

-> O 3º versículo é bem claro ou melhor… é bem claro a não ser que os cépticos ávidos de encontrar contradições da Bíblia comecem a desenvolver teorias de conspiração. No versículo, Jesus diz aos seus discípulos para fugirem para outra cidade, sempre que fossem perseguidos na cidade onde se encontravam, e para não estarem preocupados se parte da cidade não tivesse ouvido falar de Cristo pois não haveria tempo para pregar em todas as cidades de Israel, no tempo de vida deles.

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Ver Parte 2

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11 comentários so far
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Bom texto, sem dúvida basear-se em versículos isolados é pensar dentro de uma caixa, na qual não podemos pensar e decidir por nós próprios, uma vez que tudo está determinado à partida.
A respeito das profecias eu acredito que algumas possam ter dupla interpretação, quero dizer, uma só profecia pode afinal ser duas.

Comentar por natenine

Natenine,
Sim eu também concordom com isso. Há profecias na Bíblia que dupla realização. Muitas delas podem-se vêr quando Deus promete o regresso do Seu Povo a Israel (Ezekiel 36-37).

Comentar por Mats

Não sou ateu, pelo contrário sou crente, todavia, afirmo pelas escrituras que o que Jesus ensinou aos seus apóstolos e discípulos cf. descritos em Mt.10:23; Mt. Mt.24:34; Lc.21:22 não são na realidades versos isolados tomados fora de seu contexto, mas afiramações do próprio contexto mostrado claro e insistentemente pelo Senhor Jesus Cristo. Uma leitura humilde e desprovida de preconceitos teologícos humanosmostrará claramente que tudo aquilo se cumpriu na prefalada geração judaica. Inexiste nas Escrituras profecias que posamm se referiar a acontecimentos em duplicata, se porventura isso fosse possivel haveria de estender-se para cumprimentos triplos, quádruplos, quíntuplos etc, etc. Jesus diz em Lucas dentro de seu próprio contexto: Quando virdes jerusalém cercada de exércitos, sabereis que é chegada a sua desolação. então os que estiverem na Judéia,fujam para os montes, os que estiverem no meio da cidade, saiam, e os que estiverem nos campos, não entrem nela. Pois dias de vingança são estes, para que se cumpram TODAS AS COISAS QUE ESTÃO ESCRITAS. Não vou me alongar mais. É com pesar que vejo a cristandade de hoje não saber responder a um ateu, pois falta-nos uma sincera análise das palavras do Cristo bíblico. Temos, atualmente um cristo genérico que precisa responder através de seus servos às patavinadas atéias desprovidas de um mínimo de bom senso e inteligência.

Comentar por José Carlos

Bem,… interpretações, estão condenados às interpretações… e, está claro, ao intérprete!

Comentar por ji

Bem…interpletações estão condenadas às interpletações. Ora, será que Jesus era apenas um interprete das escrituras, ou era ele próprio o propósito delas. Se for afirmado o primeiro caso, poderia ser afirmar o prefalado comentário(vide ji – dezembro 21,2008) não sendo esse o caso, restanos afirmar que Jesus é a própria palavra encarnada para levá-la ao seu fiel cumprimento. sendo assim, e, por assim ser, jamais poder-se-á em quaisquer hipóteses fazê-lo, enganado ou enganador, porquanto Jesus Cristo é Deus. Se Ele afirma em Mt. 10:23 que aqueles seus discípulos a quem nomeou apóstolos, os quaisquando fossem perseguidos em uma cidade, deveriam fugir para outra. Em verdade Ele lhes disse issi mesmo: Em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidade de Israel até que venha o filho do homem. A pregação moderna quer fazer-nos acreditar que talvez exista nos dias atuais um daqueles judeus da galiléia que ouviram aquelas palavras do Mestre perambulando por ai…quem sabe um desses neoapóstolos que quardam dólares dentro das escrituras. Sou pastor, e desde l984 creio na eterna pessoa de Jesus Cristo, todavia, deixo claro que jamais poderia pensar que um ateu poderia afirmar narrativas bíblicas e que os crentes ficariam a dar respostas evasivas. O ateu nada mais é que uma autocontradição ambulante, enquanto o cristão tem a profunda definição do alto.

Comentar por José Carlos

Bem amigos,
obeservando tais afirmações, vejo quão grande é a dificuldade existente nas igrejas, acerca da preparação de seus obreiros, observe que no próprio capítulo 24:4 de Mateus, Jesus demonstrava a mesma preocupação para com os seus discípulos. A Bíblia Sagrada possui uma linguagem clássica, e temos um fator a nosso favor que é a inspiração do Espírito Santo, o qual nos faz entender tudo o que de Deus está escrito 1Co 2:12.
Ao contrário do que se pensa, a cada dia cresce de maneira meteórica o número de ateístas praticantes, o fato de não acreditar em Deus através da sua palavra; está se tornando um fato natural em todo Mundo.
Em resposta às contradições apontadas nos versículos acima, podemos definir de maneira clara e eficaz o seguinte:
No capítulo 24:3 do evangelho de Mateus, Jesus é indagado pelos seus discípulos acerca do tempo em que aconteceria a sua Vinda e o fim do mundo.
Observe que Jesus ao respondê-los, já fala em um tempo futuro, muito além dos dias em que estavam vivendo, neste período Jesus aponta os sinais e os fatos que antecedem a Sua vinda, e nos versículos 32 e 33, Jesus ensina a parábola da figueira, na qual faz referência direta à Sua vinda. No versículo 34, a geração da qual Jesus está se referindo é exatamente a que viverá todos estes sinais, e não a geração daquela época.
Me perdoem pela postura, mas, para ser um bom crítico, analista ou até mesmo céptico, é preciso no mínimo ler e entender.

Edilson Filho

Comentar por Edilson Azevedo Filho

Observe que Jesus ao respondê-los, já fala em um tempo futuro, muito além dos dias em que estavam vivendo, neste período Jesus aponta os sinais e os fatos que antecedem a Sua vinda, e nos versículos 32 e 33 Jesus ensina a parábola da figueira, na qual faz referência direta à Sua vinda. No versículo 34, a geração da qual Jesus está se referindo é exatamente a que viverá todos estes sinais, e não a geração daquela época.
Me perdoem pela postura, mas, para ser um bom crítico, analista ou até mesmo céptico, é preciso no mínimo ler e entender.
Que coisa hem!! Uma parábola para ouvintes do primeiro século, que jamais veriam seu cumprimento, porquanto só depois de milênios iria aconter. Que ensinos seus ouvintes poderiam retirar dela? Seria o mesmo que te ensinar hoje o que irá se dar no ano 4009… Que coisa hem!! Na verdade Jesus não veio predizer futuros, ele veio cumprir o que fora dito acerca de sua pessoa no passa do através de Moises, dos profetas e dos salmos. Lucas 24. Há muito que observo o profundo engano que há naquilo que hoje chamam de cristianismo. Na verdade o cristianismo moderno é morte, Cristo sim é a vida, não essa vida religiosamente pautada em denominações humanas, mas a vida eterna que tem seu ideal não em doutrinas teológicas, mas na própria vida necessária que é Cristo.

Comentar por josec.r.teixeira

O que Jesus quer dizer é que a fundação da Igreja Católica com a vinda do Espírito Santo já era o principio de seu reino e isso aconteceu logo depois de sua ansenção e ainda naquela geração.

Comentar por Rodrigo César Nunes Pino

Se o Cristianismo moderno é morte então Jesus era falso. O que faz com que ele pareça morte é fato dos protestantes o terem dividido e negado a origem sobrenatural da Igreja por causa dos pecados de alguns de seus maus menbros e por causa dos interesses dos principes alemães. O Concílio Vaticano II por sua vez, fez com que o relativismo dos protestantes penetrasse no próprio seio da verdadeira Igreja de Jesus, mas o que Cristo prometeu é que o Catolicismo manteria sua palavra e não que todos os seus representantes seriam santos, pois o proprio Pedro o negou três vezes.
Essa palavra se mantem para quem se interessa por pesquisar. Procurem o site MONTFORT no google, leiam as cartas e os artigos.
A única forma de Jesus ser verdadeiro é a Igreja dos apostolos existir até hoje.

Comentar por Rodrigo César Nunes Pino

Outra coisa: Jesus não disse que apenas o diabo faria milagres para afastar o crentes da verdade, mas que a Igreja seria marcada por milagres.
Antes de zombar da aparição da Mãe de Jesus em Fatima, pergunte a si mesmo: porque ela aparece no Apocalipse como o simbolo da propria Igreja e porque ela estava junto dos apostolos no dia de pentencostes e recebeu o Espirito Santo junto com eles, se ela seria apenas uma simples criatura, e se Deus não faria milagres através dela e, para um pastor batista com que quem certa vez eu discuti, ela seria desprezada pelo proprio Cristo?

Comentar por Rodrigo César Nunes Pino

Eu sou cristão e acredito piamente nos milagres de Jesus, tais como a multiplicação dos peixes e, principalmente, em sua ressurreição no terceiro dia após sua morte. Para nós essas coisas parecem impossíveis pois nos pautamos pela razão, mas a realidade ultrapassa o racional, eu penso. Um dia a humanidade descobrirá isso como uma coisa real, e poderá ir “além do bem e do mal”, ou seja, além da razão.
Porém, o problema é que os cristãos em geral e as igrejas cristãs principalmente atribuem a Jesus uma condição divina que ele mesmo nunca se atribuiu. Ele muitas vezes falou de seu “pai” (que seria pretensamente o mesmo Deus do Antigo testamento) como sendo o “nosso pai”. Ou seja, sua condição era a mesma de todo o ser humano, apenas que ele foi o veículo de uma mensagem messiânica. Quando ele dizia coisas como “estarei com vocês até o final dos tempos”, isso era algo inerente a essa mesagem que fluiu através dele, e não dizia respeito à sua pessoa individual. Então, encarar suas palavras como verdades irrevogáveis é inadequado. Quem lê os evangelhos com isenção vê que Jesus foi descobrindo o caminho à medida que foi vivendo, e mesmo depois que voltou da “Mansão dos Mortos” já havia descoberto maiores detalhes deste pretendo “plano” estipulado em outra esfera (qual? não sabemos….) e que o envolveu, e a nós mesmos, pois mesmo os não-cristãos são profundamente influenciados por essa forma de viver “moderna”, da qual faz parte uma religião moderna.
Eu penso que a pretensa “volta de Cristo” signifique justamente a possibilidade do ser humano desvendar esses mistérios todos, e que Jesus foi apenas um dos anunciadores dessa possibilidade de transcendência, inerente à condição humana. Mas para que isso aconteça é preciso olhar essa questão sem reduzí-la a nada, como faz certo ateísmo superficial, mas também sem colocá-la como uma coisa “sagrada”, inacessível à compreensão humana.
“Quem procura acha”, diz o ditado. O ser humano deve primeiro acreditar que exista algo a ser descoberto, e passar a procurar esse algo, num projeto coletivo e desmistificado, eu penso.

Comentar por João Batista Mezzomo




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