No princípio criou Deus os céus e a Terra


Jesus e a mitologia pagã
Março 23, 2009, 4:16 am
Filed under: Convicções / Fé

William Lane Craig é um excelente filósofo cristão. Tem o site Reasonable Faith (Fé racional). Aqui ele responde à parvoíce ateísta de que a história de Jesus é um recorte de várias religiões antigas e, por conseguinte, um mito. O texto é grande, mas o trabalho fica feito e, no final, o ateu sai mais informado.
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Pergunta:

Dr. Craig,

Obrigado por sua ajuda em tudo que você faz para mostrar a verdade que está em Cristo.

Na verdade eu só tenho uma pergunta, e, para ser franco, ela me frustra inúmeras vezes. Acontece quase todas as vezes que eu debato cristianismo com alguém.

A pergunta, “Jesus é um mito copiado ou uma pessoal real?” é a fonte de objeção que eu recebo a maioria das vezes. Eles listam todas as similaridades entre Jesus e outros deuses e constelações mitológicos e dizem “Vê como são parecidos?”

Parece que não importa como eu refuto certa similaridade entre Cristo e outra crença mitológica, eles não levam muito a sério o que digo, porque respondem que “eu tenho trabalhado muito duro para salvar minha religião.”

Esses argumentos são sólidos? Eles sequer são debatidos nos altos níveis acadêmicos ainda?

Eu realmente gostaria de saber sua visão nesse ponto, pois continuo trombando nisso e francamente estou cansado de tentar refutar cada similaridade.

Obrigado por tudo que você tem feito. Eu já fui um ateu, mas o argumento a favor de valores e deveres morais objetivos foi o que me levou a Cristo. 🙂

Kevin

Dr. William Lane Craig responde:

O falecido Robert Funk, fundador do radical Seminário Jesus, reclamava amargamente do abismo que existe entre os principais estudos e as crenças populares sobre Jesus. Funk pensava principalmente sobre a distância entre o pietismo popular e o conhecimento histórico sobre Jesus; mas em lugar algum o abismo é tão grande como entre a irreligiosidade popular e os estudos sobre o Jesus histórico.

O movimento do Pensamento Livre, que alimenta a objeção popular que as crenças cristãs sobre Jesus são derivadas da mitologia pagã, está empacado entre os estudos do final do século XIX. De certa forma isso é impressionante, já que existem muitos estudiosos contemporâneos céticos, como os do Seminário Jesus, cuja obra os livre pensadores poderiam utilizar a fim de justificar seu ceticismo sobre a compreensão tradicional de Jesus. Mas isso só serve para mostrar como esses popularizadores não têm contato com o trabalho de estudiosos sobre Jesus. Eles estão um século desactualizados.

Voltando à época da chamada escola de História de Religiões, estudiosos em religiões comparadas encontraram paralelos a crenças cristãs em outras religiões, e alguns pensaram em explicar que essas crenças (incluindo a da ressurreição de Jesus) foram influenciadas por esses mitos. Hoje, no entanto, raramente algum estudioso pensa em mitos como uma categoria importante para se interpretar os Evangelhos. Os estudiosos perceberam que a mitologia pagã é simplesmente o contexto interpretativo errado para se compreender Jesus de Nazaré.

Craig Evans chama essa mudança de o “Eclipse da Mitologia” na pesquisa sobre a vida de Jesus. James D. G. Dunn começa assim seu artigo sobre “Mitos” no Dicionário de Jesus e dos Evangelhos (IVP, 1993) com a clara rejeição, “Mito é um termo de, pelo menos, relevância duvidosa para o estudo de Jesus e dos Evangelhos.”

Algumas vezes essa mudança é referida como a “rejudaização de Jesus.” Pois Jesus e seus discípulos eram judeus do primeiro século, e é contra esse pano de fundo que devem ser compreendidos. A rejudaização de Jesus tem ajudado a tornar injustificado qualquer compreensão do retrato dEle nos Evangelhos como influenciado significativamente pela mitologia.

Essa mudança é proferida em relação à historicidade dos milagres e exorcismos de Jesus. Estudiosos contemporâneos podem não estar mais preparados para acreditar no caráter sobrenatural dos milagres e exorcismos de Jesus do que os estudiosos de gerações anteriores. Mas eles não estão mais dispostos a atribuir essas histórias à influência dos mitos gregos do homem-divino (theios aner). Antes, os milagres e exorcismos de Jesus devem ser interpretados no contexto das crenças e práticas judaicas do primeiro século. O estudioso judeu Geza Vermes, por exemplo, tem chamado a atenção aos ministérios dos realizadores de milagres e/ou exorcistas carismáticos Honi “o desenhista de círculos” (primeiro séc. a.C.) e Hanina ben Dosa (primeiro séc. d.C.) e interpreta Jesus de Nazaré como um judeu hassídico ou um santo. Hoje o consenso dos estudos sustenta que a realização de milagres e exorcismos (apoiando a questão de seu caráter sobrenatural) pertence, sem sombra de dúvida, a qualquer reconstrução historicamente aceitável do ministério de Jesus.

O colapso da antiga escola da História de Religiões ocorreu por principalmente dois motivos. Primeiro, estudiosos perceberam que os paralelos alegados eram ilegítimos. O mundo antigo era um lugar cheio de mitos de deuses e heróis. Estudos comparativos na religião e literatura requerem sensibilidade às suas similaridades e diferenças, ou o resultado será inevitavelmente distorção e confusão. Infelizmente, aqueles que apresentaram paralelos às crenças cristãs falharam em exercer essa sensibilidade. Veja, por exemplo, a história do nascimento virginal, ou, mais precisamente, a concepção virginal de Jesus. Os paralelos pagãos alegados a essa história são sobre lendas de deuses que se materializaram e tiveram relações sexuais com mulheres humanas para gerar uma prole humano-divina (como Hércules). Assim como esta, essas histórias são exatamente o contrário dos relatos dos Evangelhos, nos quais Maria concebeu Jesus sem ter tido nenhuma relação sexual. As histórias dos Evangelhos sobre a concepção virginal de Jesus são, na verdade, únicas no Oriente Próximo antigo.

Ou considere o evento dos Evangelhos que eu acho mais interessante: a ressurreição de Jesus dentre os mortos. Muitas das alegadas similaridades a esse evento são na verdade histórias apoteóticas, a divinização e assunção do herói ao céu (Hércules, Rômulo). Outras são sobre desaparecimentos, afirmando que o herói foi-se para um plano superior (Apolônio de Tiana, Empédocles). Outras ainda são símbolos sazonais do ciclo das colheitas, conforme a vegetação morre na estação seca e volta à vida na estação chuvosa (Tamuz, Osíris, Adônis). Algumas são expressões políticas de adoração aos imperadores (Júlio César, César Augusto). Nenhuma delas é similar à ideia judaica de ressurreição dos mortos. David Aune, especialista em literatura comparada do antigo Oriente Próximo, conclui, “nenhum paralelo a elas [tradições da ressurreição] é encontrado nos escritos greco-romanos” (“The Genre of the Gospels,” em Gospel Perspectives II, ed. R. T. France and David Wenham [Sheffield: JSOT Press, 1981], pg 48).

Na verdade, a maioria dos estudiosos chegou a duvidar se, apropriadamente falando, houve realmente algum mito de deuses que morriam e ressurgiam! No mito de Osíris, um dos mitos sazonais mais conhecidos, ele nem chega a voltar à vida, mas simplesmente continua a existir exilado no sub-mundo. Numa revisão recente da evidência, T. N. D. Mettinger informa: “A partir da década de 30… um consenso se desenvolveu ao significado que os deuses, “que morriam e ressurgiam”, morreram, mas não voltaram a viver novamente… Aqueles que continuam a pensar diferente são vistos como sobreviventes de uma espécie quase extinta.” (Tryggve N. D. Mettinger, The Riddle of Resurrection: “Dying and Rising Gods” in the Ancient Near East [Stockholm, Sweden: Almquist & Wiksell International, 2001], pg 4, 7).

O próprio Mettinger acredita que mitos de deuses que morriam e ressurgiam existiram nos casos de Dumuzi, Baal e Melqart mas reconhece que tais símbolos são bem diferentes da antiga crença cristã na ressurreição de Jesus:

“Os deuses que morriam e ressurgiam estavam muito ligados ao ciclo sazonal. Sua morte e retorno eram vistos como refletidas nas mudanças nas plantas. A morte e ressurreição de Jesus é um evento único, não se repete, e não está ligado às mudanças sazonais… Não existe, pelo o que eu sei, nenhuma evidência clara que a morte e ressurreição de Jesus são uma construção mitológica, baseada nos mitos e ritos dos deuses sazonais das nações vizinhas. Enquanto for estudada com proveito contra o pano de fundo da crença da ressurreição judaica, a fé na morte e ressurreição de Jesus mantém seu caráter único na história das religiões. O mistério continua (Ibidem, pg 221).”

Repare no comentário de Mettinger, que a crença na ressurreição de Jesus pode ser proveitosamente estudada contra o pano de fundo das crenças judaicas da ressurreição (não mitologia pagã). Aqui vemos aquela mudança nos estudos no Novo Testamento que eu apontei acima como a rejudaização de Jesus. A ilegitimidade das similaridades alegadas é apenas uma indicação que a mitologia pagã é o esquema interpretativo errado para compreender a crença dos discípulos na ressurreição de Jesus.

Segundo, a escola da História de Religiões sucumbiu como uma explicação para a origem das crenças cristãs sobre Jesus, porque não houve nenhuma conexão causal entre os mitos pagãos e a origem das crenças cristãs sobre Jesus. Veja, por exemplo, a ressurreição. Os judeus conheciam os deuses sazonais mencionados acima (Ez 37.1-14) e os acharam repugnantes. Por isso, não há traços de culto a deuses sazonais na Palestina do primeiro século. Para os judeus, a ressurreição à glória e imortalidade não aconteceria antes da ressurreição geral de todos os mortos no fim do mundo. É inacreditável pensar que os discípulos originais teriam súbita e sinceramente acreditado que Jesus de Nazaré ressuscitou dentre os mortos apenas porque ouviram sobre mitos pagãos de deuses que morriam e ressurgiam.

Mas, de certo modo, tudo isso é irrelevante à sua pergunta principal, Kevin. Pois, como você mostrou, as pessoas com que você conversa não têm acesso aos estudos. Quando você mostra a elas a ilegitimidade das similaridades alegadas, então é acusado de “ter trabalhado muito duro para salvar sua religião.” Essa é uma situação que você não pode vencer. Então, estou inclinado a dizer-lhe que você não deveria ocupar-se em “tentar refutar cada similaridade.” Antes, eu acho que uma atitude mais genérica e desinteressada de sua parte pode ser mais eficaz.

Quando eles disserem que as crenças cristãs sobre Jesus vieram da mitologia pagã, eu acho que você deveria rir. Então olhe para eles com os olhos arregalados e um grande sorriso e diga, “Vocês realmente acreditam nisso?” Aja como se tivesse acabado de conhecer alguém que acredite na terra plana ou na conspiração de Roswell. Você podia dizer algo do tipo, “Cara, essas velhas teorias estão mortas há mais de cem anos! Da onde você está tirando isso?” Diga-lhes que isso é apenas lixo sensacionalista e não estudos sérios. Caso insistam, então peça a eles que lhe mostrem as próprias passagens que narram a suposta similaridade. São eles que estão nadando contra o consenso dos estudos, então faça-os trabalhar duro para salvar a religião deles. Eu acho que você descobrirá que eles nem se quer leram as fontes originais.

Se eles chegarem a citar um trecho de uma fonte, eu acho que você ficará surpreso com o que verá. Por exemplo, no meu debate sobre a ressurreição com Robert Prince, ele dizia que as curas que Jesus fez vieram dos relatos mitológicos de curas, como as de Esculápio. Eu insisti que ele lesse a todos uma passagem das fontes originais mostrando a suposta similaridade. Quando ele leu, o que alegava não tinha nada a ver com as histórias dos Evangelhos sobre as curas de Jesus! Essa foi a melhor prova que a origem das histórias não estava relacionada.

Lembre-se: qualquer um que insiste nessa objeção tem de suportar o ônus da prova. Ele precisa mostrar que as narrativas são paralelas e, além disso, que são causalmente ligadas. Insista que eles suportem esse ônus, caso você leve as objeções deles a sério.
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Modificado a partir do original ApologiaJesus e a Mitologia Pagã

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26 comentários so far
Deixe um comentário

E há alguma prova, fora dos Evangelhos, da existência de Cristo?
E algum relato extra-biblico dos milagres?

Penso que a existência de Cristo é uma questão de fé.

Comentar por Joao Melo de Sousa

Tacito, o mais importante historiador romano desse periodo fala de Cristo, que morreu sob Poncio Pilatos sob o reinado de Tibério.
Flavio Josefo, historiador judeu, também cita Cristo; o Talmude babilonico e diversos livros judaicos.

Comentar por Rodrigo César Nunes Pino

Rodrigo Cézar:

Quantos Cristos que devem ter morrido sob Poncio Pilatos sob o reinado de Tibério?

Pesqusa “Cristo” em sua origem, para ver se se chamar Cristo era algo exclusivo de qualquer pessoa.

Comentar por Clayton Luciano

Clayton,

Para que um Judeu daquela época acreditasse no verdadeiro Cristo você sabe o que o Cristo deveria fazer?

Se dizer Cristo, teria que ser consiente de que teria que comprir todas as profecias da tora. E por acaso a outro relato escrito de um outro Cristo que compriu todas as profecias? E como simples pescadores e homens normais, que não eram sacerdotes ou fariseus, se tornaram grandes líderes a ponto de essa boa nova sobre a Salvação se espalhar com tanto poder que até nos dias de hoje estar tão forte a ponto de eu (uma pessoa que vive a vários séculos depois) ser transformado por esse testemunhos?

Com o impacto que isso ainda gera depois de séculos, existem pessoas que ainda conseguem dizer essas asneiras.

Você é superficial de mais Clayton.

Comentar por achmeverd

Asneiras, me refiro ao que você disse.

Vá fazer teorias aonde você conhece melhor.

Comentar por achmeverd

Algumas correções:

Consciente*

Há outro relato*

Comentar por achmeverd

A propósito:
Vê este site :

http://quem-escreveu-torto.blogspot.com/

O autor anda a fazer uma innvestigação sobre o assunto.

Cumprimentos,

João Carlos

Comentar por Joao Melo de Sousa

Sabino, li esse texto há umas duas semanas, após assistir ao documentário cético Zeistgeist.
Muito boa a argumentação do autor.

Comentar por Fabricio Lovato

Joao:

Este site que apresentaste revela profunda ignorância e descuidos com o relato bíblico.

Fora da Bíblia, existem pelo menos 15 fontes não-cristãs que mencionam Cristo como uma figura histórica real.
Há menções através de Flávio Josefo, Tácito, Luciano, Plínio, Tertuliano, os Talmudes Judaicos, entre outros.

Comentar por Fabricio Lovato

Os do Flávio Josefo mesmo a Igreja Católica não considera fiáveis.

Comentar por Joao Melo de Sousa

Não sei muito sobre o assunto, mas parece de fato que o testemunho de Flávio Josefo sofreu alguma adulteração, mas é possível verificar onde e o que foi mudado.
Vou dar uma pesquisada.

Comentar por Fabricio Lovato

Fabricio:

O Método da história é diferente do da religião.
A religião baseia-se na fé.
Quanto à existência de Cristo, fora do contexto religioso, não há quaisquer evidências fiáveis.

Muito menos dos milagres.

Da mesma maneira que há relatos exteriores ao Alcorão de Maomé mas, evidentemente, não há evidências dos milagres.

Para um Islâmico foi assim por fé.

🙂

Comentar por Joao Melo De Sousa

Joao:

Aconselho-te a leitura do site Apologia.com.br , de onde o Sabino tirou o presente artigo.
Lá, terás muitas respostas quanto à existência histórica de Jesus, sua ressurreição e milagres.

Comentar por Fabricio Lovato

Leia as seções e veja qual assunto mais lhe interessa.

Comentar por Fabricio Lovato

“Quanto à existência de Cristo, fora do contexto religioso, não há quaisquer evidências fiáveis.”

Isso é um assassinato à história!

“Tácito, Luciano, Plínio, Tertuliano, os Talmudes Judaicos, entre outros.”

Quanto aos milagres, é realmente díficil provar que eles aconteceram (creio que impossível). Mas, se a Bíblia é confiável naquilo que podemos verificar historicamente, não é nenhum absurdo aceitar o que não pode ser provado.

Comentar por ?!

Sousa,

“E há alguma prova, fora dos Evangelhos, da existência de Cristo?
E algum relato extra-biblico dos milagres?”

. Historiadores antigos falam do Jesus histórico.

Comentar por alogicadosabino

Também recomendo a todos o livro “O Código da Vinci e a Bíblia”, publicado no Brasil pela CPB.

Lá terás boas evidências da historicidade e divindade de Jesus Nazareno.

Comentar por Fabricio Lovato

O cristianismo provem do judaismo e não das religiões pagas, a profecia das 70 semanas é clara demais e preve a chegada de Cristo nos minimos detalhes, e pra piorar as religiões pagas são posteriores ao cristianismo não sei como o anterior pode se basear no posterior, praticamente se achou todo o novo testamento nas cavernas de Quinran e são datadas de 100 d.c o que mostra que foram escritos muito antes e o livro ja estava em circulação a um bom tempo, e comparando os rolos do mar morto com as escrituras de hoje mostra que a mensagem essencial não foi alterada, por isso é impossivel o cristianismo se basear nas religiões pagas ja que ele é anterior a eles, e tb se pode construir o novo testamento todinho só com as citações dos pais da igreja primitiva do 1 seculo e 2 seculo o que mostra que a mensagem essencial não foi alterada.

É evidente tb que Jesus Cristo existiu, historiadores independentes e até inimigos do cristianismo registraram o nascimento da sua religião, pq caso não se reconheça a historicidade de Cristo então não poderiamos reconhecer a historicidade de Socrates ou Julio Cesar ou qualquer personagem antigo ja que o cristianismo de longe é muito mais documentado que a vida dessas pessoas.

Pra quem duvida da existencia de Cristo e acha que seus registros historicos foram adulterados, quem exatemente aqueles cristãos estavam seguindo e o pq?

Pq cristãos se recusavam a renunciar a sua religião mesmo sob ameaça de morte e tortura? Pq seguir uma religião pra ser perseguidos e mortos pelos romanos e judeus?

“Se Cristo não ressuscitou vossa fé pe vã e somos os homens mais miseraveis do mundo”

E são mesmo pq muitos cristãos foram queimados e crucificados a troco de que?

Pra mim existem apenas essas hipoteses:

1-Eles testemunharam sua ressureição e seus milagres e dai veio a sua força para suportarem as perseguições.

2-Esses homens são loucos por morrerem por algo que sabiam que era baseado numa mentira mesmo sabendo que seriam perseguidos, torturados e mortos.

Pra mim seria o mesmo que alguem tentar se converter ao judaismo em pleno regime nazista, teria que ter um bom motivo pra isso.

E tb quem estudar as profecias do velho testamento sobre o messias principalmente as de Daniel que ja se mostraram confiaveis devido a existencia do rei Nabonido sendo que só uma testemunha ocular poderia saber da existencia desse rei ja que até o seculo 18 não existia qualquer evidencia da sua existencia.

Tudo isso mostra que Daniel realmente foi testemunha ocular dos fatos e viveu numa epoca anterior ao cumprimento das profecias, e o melhor de tudo ele profetizou a ascenção e a queda das potencias mundiais, em alguns casos até citando nomes de reinos e pessoas com muita precisão, uma delas de forma impressionante é a divisão do imperio romano em 10 reinos, elas mostram tb um reino suplantando o outro no cenario dessa maneira…

Primeiro a Babilonia.
Depois a medo Persia
Depois a Grecia.
Depois a Macedonia.
E depois o imperio romano.

E tudo isso muito antes de acontecer.

Quem estudar as profecias com a mente aberta desprovido de preconceitos concluira não só que Cristo existiu, como tb foi profetizado o seu nascimento e sua morte, mas acima de tudo sua revelação é sobrenatural.

Comentar por Bispo Valdomiro Santiago

“elas mostram tb um reino suplantando o outro no cenario dessa maneira…

Primeiro a Babilonia.
Depois a medo Persia
Depois a Grecia.
Depois a Macedonia.
E depois o imperio romano.

E tudo isso muito antes de acontecer.”

Se até aí o profeta acertou, como negar que o reino da Pedra que destroça a estátua [o reino eterno de Cristo após Sua segunda vinda] não está muito próximo?

Comentar por Fabricio Lovato

Errata:

“[o reino eterno de Cristo após Sua segunda vinda] está muito próximo?”

Comentar por Fabricio Lovato

Achmverd:

“Se dizer Cristo, teria que ser consiente de que teria que comprir todas as profecias da tora. E por acaso a outro relato escrito de um outro Cristo que compriu todas as profecias?”

Segundo os própios judeus, ninguém cumpriu até o momento.

“E como simples pescadores e homens normais, que não eram sacerdotes ou fariseus, se tornaram grandes líderes a ponto de essa boa nova sobre a Salvação se espalhar com tanto poder que até nos dias de hoje estar tão forte a ponto de eu (uma pessoa que vive a vários séculos depois) ser transformado por esse testemunhos?”

Em todas as religiões existem pessoas transformadas. Isto não é prova a favor de empírismo em religião nenhuma.

Mas a resposta para a sua pergunta pode ser “marketing” associada á política.

Comentar por Clayton Luciano

(risadas)

Comentar por achmeverd

Vá fazer teorias em coisas que dizem ser “não absolutas”.

Agora as Escrituras Sagradas, são para pessoas que acreditam na Verdade Absoluta.

Não como cães zombadores (sérios) como você.

Comentar por achmeverd

Achmeverd:

Ok, agora voce explicou, pois ao dizer que tem que acreditar na verdade absoluta, que cientificamente ainda não foi descoberta, voce disse que é questão de fé. Concordo.

Comentar por Clayton Luciano

Olha, que asneira.

Comentar por achmeverd

Achmeverd,

Fiquei curioso: que asneira foi dita?

Você diz que: “E por acaso [h]a[´] outro relato escrito de um outro Cristo que compriu todas as profecias?”
Ora, os judeus -donos originais do mito do messias- dizem que Jesus não cumpriu as profecias que estão no VT.

Isso não é “teoria absurda”, é a interpretação religiosa da bíblia judaica.

Comentar por anonymous coward




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