No princípio criou Deus os céus e a Terra


6000 anos para a Eva mitocondrial
Junho 4, 2009, 5:46 pm
Filed under: Evolução/Big-Bang

(Admito que o título foi mal pensado pois já retirou o elemento surpresa. Façam de conta que ainda não viram aquele número ali : D)
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Provavelmente já ouviram falar da “Eva mitocondrial“. Se não ouviram, ainda vão a tempo. Há alguns anos, com base na genética, os cientistas concluíram que todos os seres humanos descendem de uma única mulher – a chamada Eva mitocondrial. Com base no ADN mitocondrial que, pelo que consta, apenas é transmitido pela mãe, conseguiram afunilar todos os seres humanos até uma só mulher.

Antes de continuar, convém dizer que os evolucionistas não acreditam que a Eva mitocondrial era a única mulher à face da Terra, naquela altura. Eles acreditam que ela foi a única mulher que produziu uma linhagem directa de descendentes até ao presente dia mas que co-existiu com outras mulheres.

Os criacionistas sempre rejubilaram com esta descoberta científica, pois reforça o que a Bíblia diz acerca da verdadeira história das origens:

Chamou Adão à sua mulher Eva, porque era a mãe de todos os viventes.” (Génesis 3:20)

Uma das formas de os evolucionistas desconsiderarem este facto era afirmar que o relógio mitocondrial indicava que a Eva mitocondrial tinha vivido entre 100 a 200 mil anos. Lá se ia assim a história dos 6000 anos bíblicos. No entanto, este é um dado model-dependant, isto é, é necessário assumir a Evolução para estes números surgirem.

Como surgiram estas datas?

Como em todas as teorias das origens, como ninguém estava lá no início para accionar o cronómetro, é necessário assumir certas coisas.

Ocorrem mutações no ADN mitocondrial. Assumindo uma taxa de mutação relativamente constante, é possível usar estas mutações como um relógio biológico.  Este relógio foi calibrado tendo em conta a crença de que os humanos e os chimpanzés partilham um ancestral comum. Por exemplo, crê-se que ambos partilharam um ancestral há X milhões de anos. O número de diferenças entre o ADN mitocondrial de um chimpanzé e de um ser humano é Y. Logo, a taxa de mutação é de Y/X. A partir deste valor, faz-se a extrapolação.

Uma data impensável

Alguns anos depois de se ter chegado a esta data, um novo estudo genético veio lançar para a mesa um número tabu para os evolucionistas. Baseando-se no ADN de um antigo czar russo, os investigadores descobriram que talvez o ADN mitocondrial esteja a sofrer mutações 20 vezes mais rápido do que se pensava [*1].

Os autores também fazem referência a um outro estudo onde os investigadores sequenciaram 610 pares de base do ADN mitocondrial de 357 indivíduos de 134 famílias diferentes e repararam que as mutações ocorrem com muito mais frequência do eles pensavam. Estudos evolutivos anteriores fizeram os investigadores pensar que iriam encontrar uma mutação a cada 600 gerações (uma a cada 12.000 anos). No entanto, ficaram “estonteados” por encontrarem alterações em 10 pares de base, o que dá uma mutação a cada 40 gerações (uma a cada 800 anos).

Mais para a frente, o artigo apresenta a controvérsia [meu destacado]:

researchers have calculated that “mitochondrial Eve”–the woman whose mtDNA was ancestral to that in all living people–lived 100,000 to 200,000 years ago in Africa. Using the new clock, she would be a mere 6000 years old.” – (Os investigadores calcularam que a “Eva mitocondrial” – a mulher cujo mtADN foi ancestral de todos os seres humanos – viveu entre 100.000 a 200.000 anos atrás em África. Utilizando o novo relógio, ela teria uns meros 6000 anos)

Os autores tratam de salientar que “ninguém pensa que esse é o caso“, não vão os seus pares pensar que eles são criacionistas e vedar o acesso às publicações científicas e a uma carreira estável numa universidade. Fica claro, mais uma vez, que o que se está a discutir são visões do mundo e não evidência científica. “Ninguém pensa que esse é o caso” porque os autores são evolucionistas e, como tal, não podem pensar que esse é o caso.

CONCLUSÕES

1) Esta nova data de 6000 anos para a Eva mitocondrial é consistente com o relato bíblico sobre a primeira mulher que viveu na Terra. Apesar de não provar a Eva bíblica, é consistente com ela e foi algo que não foi previsto pelos evolucionistas;

2) As datas antigas atribuídas, primeiramente, à Eva mitocondrial deviam-se ao facto de se utilizarem crenças evolucionistas para calibrar os relógios moleculares. Utilizando as taxas de mutação actuais de seres humanos, a data obtida bate em cheio com a Eva bíblica – a mãe de todos os seres viventes;

3) Um cristão nunca deve duvidar da Palavra de Deus apenas porque as circunstâncias do momento parecem ir contra o que ela diz. A Eva mitocondrial foi de 200.000 a 6.000 anos num relativo curto espaço de tempo. Cabe agora aos evolucionistas recorrerem às suas explicações ad hoc para lançar fora este valor (sei de um leitor daqui do blogue que deve estar desejoso de apelar para as suas hipóteses auxiliares : P);

4) Nunca devemos esquecer que todos os cálculos sobre o passado não observável implicam assumir conjecturas que não são passíveis de repetição. Mesmo esta nova data assume certas conjecturas. Esta data de 6000 anos não deve ser o motivo pelo qual a nossa fé fica maior. Este dado apenas serve para mostrar que a ciência, quando correctamente estabelecida, e a bíblia, quando correctamente interpretada, nunca estarão em conflito.
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REFERÊNCIAS OU NOTAS:

[*1] – Artigo integral pode ser lido AQUI.

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18 comentários so far
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Tem também um documentário da nat geo> Em busca do adão científico, falam a mesma coisa de 100.000 anos, e ainda dizem que ele nasceu numa família de homo-erectus

Comentar por arthgar

Adão cromossomial:

http://www.documentarios.org/video/detalhar/1329/adao___mito_ou_realidade/

Comentar por arthgar

Temos que rejeitar todas as evidências porque elas não estão de acordo com o naturalismo!

Comentar por Mats

As três falácias da evolução (em inglês):

http://www.uncommondescent.com/intelligent-design/the-three-fallacies-of-evolution/

Outra indicação do blog:

http://www.darwinspredictions.com/ (em inglês)

Comentar por Darjo

Esta ideia não é minimamente original, encontra-se acima de tudo mencionada no trabalho de Parsons et al. (1997), que refere que a taxa de substituição é 25 x mais elevada na região controle da mitocôndria, que corresponde a menos de 7% do genoma mitocondrial (mtDNA). Estudos de revisão de trabalhos em mtDNA determinaram que a região controle varia profundamente em populações distintas, mas a parte restante do mtDNA não apresenta esta variação (Ingman et al. 2000). Utilizando estes 93% do mtDNA, foi situada a idade do antepassado mitocondrial mais recente há cerca de 171,500 +/- 50,000 anos.

Gibbons (1998) (o estudo citado como novidade) refere-se a mutações que causam heteropasmia (a herança de duas ou mais sequencias de mtDNA). Isto não se aplica à pesquisa na chamada Eva mitocondrial, a qual se baseia unicamente em taxas de mutação. Um estudo similar ao da investigação da Eva mitocondrial (Kaessmann et al. 1999)foi efectuado a uma região do cromossoma X (que não se recombina com o cromossoma Y); tendo colocado o mais recente antepassado comum há cerca de 535,000 +/- 119,000 anos atrás(Kaessmann et al. 1999).
Dado que o tamanho populacional dos cromossomas X é efectivamente 3x superior ao mitocondrial (2 cromossomas X das mulheres e um dos homens podem ser herdados), o antepassado comum mais recente deverá ser 3x mais antigo do que a mtEva.
Ou seja,

– O que aqui é apresentado não só não é novidade, como não tem a mais pequena validade para a datação da mtEva.

Referências
Gibbons, A. 1998. Calibrating the mitochondrial clock. Science 279: 28-29
Ingman, M., H. Kaessmann, S. Pääbo and U. Gyllensten. 2000. Mitochondrial genome variation and the origin of modern humans. Nature 408: 708-713.
Kaessmann, H., F. Heissig, A. von Haeseler and S. Pääbo. 1999. DNA sequence variation in a non-coding region of low recombination on the human X chromosome. Nature Genetics 22: 78-81.
Loewe, L. and S. Scherer. 1997. Mitochondrial Eve: the plot thickens. Trends in Ecology and Evolution 12(11): 422-423
Parsons, T. J. et al. 1997. A high observed substitution rate in the human mitochondrial control region. Nature Genetics 15: 363-368.

Para terminar transcrevo as conclusões do estudo de Alec MacAndrew denominado “Misconceptions Around Mitochondrial Eve”

No-one in the science community thought that the Parsons et al study supported a matrilineal MRCA of 6,500 years. Nevertheless their work did result in discrepancies between the known date of human geographic dispersion (at least 60,000 years BP) and the apparently very high rate of mitochondrial mutation, which, if taken at face value, would yield a matrilineal MRCA 6,500 years ago.

Subsequent studies have shown the following:

RFLP analysis (as used by Parsons et al and Howell et al) is not a an appropriate approach to determine mutational rates; whole genome sequencing as used by Ingman et al is more accurate
There is considerable disagreement between different studies of mutational rate, as measured by pedigree analysis of near relatives, concentrating on the D-loop
Some of this variation is simply the result of stochastic variations in small sample sizes
Much of this variation is due to genuinely different mutational rates on the D-loop in different populations
The rate of fixed mutations over many generations is much lower than the instantaneous mutational rate from generation to generation as a consequence of the elimination of slightly deleterious mutations from the gene pool
The presence of mitochondrial heteroplasmy will result in an elevated mutational rate in pedigree studies
The fixed mutational rate outside the D-loop over many generations is constant across primate species and can be used as an accurate mutational ‘clock’
A study of a representative sample of humans from the worldwide population using whole genome analysis and excluding the D-loop yields an age for matrilineal MRCA (Mitochondrial Eve) of 150,000 to 200,000 years
The same humans give an X-chromosome MRCA of ~480,000 years as predicted.

It seems to be the nature of creationist apologists to misrepresent and misuse scientific work. The fact that so many creationists and creationist websites latch on to the Parsons et al paper ,and claim that it is proof for a biblical Eve living 6500 years ago, (even though Parsons et al claim no such thing), demonstrates two things:

They do not understand or they deliberately misrepresent the concept of the matrilineal Most Recent Common Ancestor which does not point to the only female human ancestor
They ignore the fact that subsequent research has largely resolved the issues that the Parsons et al paper raised.

Comentar por PBS

Nós já sabemos PBS, os criacionistas interpretam sempre mal os dados científicos quando eles parecem suportar o criacionismo bíblico e ir contra as previsões evolucionistas ; )

Comentar por alogicadosabino

Não é uma questão de interpretar mal. É uma questão de não interpertar. Mensalmente são publicadas algumas centenas de artigos de variadas áreas (genética, embriologia, ecologia, geologia, arqueologia, polinologia, etc.etc.) que demonstram a antiguidade da Terra e as evidências evolutivas….e isto não é sinónimo de ateísmo. É apenas ciência…e muita dela até é produzida em Portugal.

Comentar por PBS

Eu acho que tudo isto tem um pouco a ver com a idade que Deus determinou para nós (“ninguém sabe” o porquê das mutações terem acontecido mais rápido)

Comentar por MVR

Fiz um post sobre Adão e Eva, e a imprensa científica

http://www.arthworld.wordpress.com

Comentar por arthgar

Gostaria de perguntar ao dono deste blog:
1° Se o Sr. acredita nestas mutações genéticas?
Se a resposta for sim! por que não acreditar que evoluimos de outra espécie?

Se a resposta for não!!
Como o Sr. Explica os negros os Asiaticos?

Se o Sr. vier me dizer qeu é por causa de clima etc? Ai o sr. vai estar concordando que os seres vivos fazem adaptação ao meio em qeu vivem concordando assim com a evolução.

Comentar por ADAMANTDOG

“1° Se o Sr. acredita nestas mutações genéticas?
Se a resposta for sim! por que não acreditar que evoluimos de outra espécie?”

Mais outro lulz

Onde é que as mutações genéticas fazem peixes se tornarem cabritas?

“Se a resposta for não!!
Como o Sr. Explica os negros os Asiaticos?

Se o Sr. vier me dizer qeu é por causa de clima etc? Ai o sr. vai estar concordando que os seres vivos fazem adaptação ao meio em qeu vivem concordando assim com a evolução.”

Sim, mas a adaptação é uma coisa… Um homem não deixa de ser homem por se adaptar ao clima.

Se um peixe se adapta ao clima, continua a ser peixe, e não vira macacos.

Comentar por MVR

Concordo com o MVR. Seleção natural de fato existe. É um fenômeno observável e comprovado. Mas isso não pode servir de argumento para comprovar a evolução (vertical) das espécies em si. Aliás, Darwin não inventou a seleção natural (gregos antigos já tinham percebido-a), e sua teoria apenas afirma que ela leva a evolução das espécies (peixe virando macaco). Até hoje nenhum evolucionista conseguiu explicar de forma plausível a lacuna nos registros fosseis dessa evolução.

Comentar por MM

Ola! Eu sou cristão e também criacionista e adimiro muito do blog “alogicadosabino”. Sempre que eu estou pesquisando sobre o criacionismo científico encontro ótimos textos aqui. Eu gostaria de saber, qual a sua denominação cristã, quais os seus principios. obrigado! e continue esse trabalho maravilhoso!

Comentar por Josué

Se os anfibios tem a capacidade de sofre tal transformação do meio aquatico para o terrestre passando por estagios que respiram por branqueas,e isso em tao pouco tempo,a ideia é plausivel sobre a evolução dos seres do meio aquatico para o terrestre,e vejamos que tal trasformação é em curto periodo de tempo,porque não acreditar em transformação por milhares de anos ou milhões.
Todos sabem oque é idade de meia vida,e atravez da idade de meia vida do “carbono 14” podesse datar a idade aprossimada de tudo,fosseis de seres humanos sao datador de milhares de anos enquento de seres como grandes mamiferos e dinossauros de milhões.
Se criacionistas dizem que existe furos na ideia evolucionista como deus criou então explique:
Em geneses deus criou o homen no sexto dia e disse,creceivos e mutiplicaivos!!!! onde entra o jardim do edem ,não era pecado e como deus diz então mutiplicaivos!!!
Não acredito na ideia de criação em seis dias,então não sou criacionista e não acredito na ideia do surgimento de vida espontaneamente então não sou evolucionista,sou então meio termo, acredito que a vida surgiu como dizem os evolucionistas e tal ocorreu sua evolução mas não sem uma força maior por traz,divina ate,desde os coacervados ate o homem moderno!!!!!

PERDÃO PELOS ERROS DE ESCRITA MEU TECLADO ESTA COM DEFEITO E AS VEZES FALTAM LETRAS OU PRECISO SUBISTITUIR A FORMA DE ESCRITA DA PALAVRA!!

Comentar por Aldo

REGISTROS FOSSEIS DE TRANSIÇÃO NÃO SE TEM REGISTRO,MAS EXISTEM PEIXES QUE POSSUEM PUMOES (CARACTERISTICA DE ANIMAIS TERRESTRES)E PEIXES QUE EVOLUIRAM E DESENVOLVERAM PULMOES PARA PERCORRER GRANDES DISTANCIAS A PROCURA DE AGUA(DA QUAL AINDA DEPENDEM),MAMIFEROS QUE POEN OVOS(ORNITORRINCO)” CREIO QUE SE ESCREVA ASSIM”!!!!!DESSA FORMA DEMOSTRAM LIGACOES EVOLUTIVAS DE REPTEIS PARA MAMIFEROS E DE MEIO AQUATICO PARA TERRESTRE!!

Comentar por Aldo

AMIGO DOQUE VC TEM MEDO!!!!!!!!!????
aPAGOU TODO O MEU RACIOCINIO QUE MANDAVA POR AGUA A BAIXO TODA A SUA IDEIA CRIACIONISTA,A VERDADE É QUE VC NÃO TEVE CULTURA PARA RACIOCINAR E REPLICAR,ESSE BLOG NÃO É SERIO!!!SE FOSSO VC TERIA ARGUMENTADO DE MANEIRA LOGICA COM BASE NO SEU TAL CRIACIONISMO!!!!!
ME SINTO ORGULHOSO DE MIM COMO UNIVERCITARIO DE BIOMEDICINA,CONSEGUIR TAL RESULTADO E MANDAR SEU BLOG POR AGUA A BAIXO!!!!!!ABRAÇO E OBRIGADO POR ME DEIXAR COM ESSE SENTIMENTO BOM!!

Comentar por ALDO

Aceitar que tudo começou a apenas 6 mil anos é fazer de conta que antes disso não existiu nenhuma civilização. Os ancestrais do povo Maia, por exemplo, provavelmente os mongóis, chegaram às Américas há cerca de 15 mil a.C.

Comentar por Cristina

Muito Bom
Deus é maravilhoso, até os anos 90/2000 não foram apresentados nenhum “fóssil transicional” somente agora recentemente que estão começando a apresentar.
O Evolucionismo é uma religião materialista que requer mais fé que qualquer outra.

Comentar por Claudio




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