No princípio criou Deus os céus e a Terra


Criacionismo no liceu de Espinho
Março 24, 2009, 7:07 pm
Filed under: Desabafos, Evolução/Big-Bang

Esta manhã estive no liceu de Espinho a falar sobre Criacionismo para uma turma de 12º ano. Foi interessante porque foi a primeira vez que os alunos que lá estavam assistiram a uma apresentação sobre a perspectiva criacionista. Na maioria dos casos os adolescentes e jovens só conhecem um lado da moeda sobre a questão das origens. É bom que saibam que existe outra maneira de olhar para as evidências, para além daquela propagada pela crença evolucionista.

Comecei por apresentar as grandes questões da vida: 1) De onde vim?; 2) Qual o meu propósito aqui?; 3) Para onde vou quando morrer? As respostas da proposta criacionista são bem diferentes das da proposta evolucionista.

factos_interpretadosDe seguida, expliquei as grandes diferenças entre a ciência experimental e a ciência histórica, que lida com o assunto das origens. Tratei também de referir que o verdadeiro debate não é entre “Ciência vs. Religião“, como tantas vezes é afirmado, mas entre diferentes maneiras de interpretar os factos e as evidências.

Depois abordei a questão da origem do Universo e como o facto de entidades como o tempo, matéria e espaço terem vindo à existência testemunha a respeito da causa que as colocou em cena. Abordei também a questão da sintonia perfeita do Universo e o facto do planeta Terra parecer ter sido deliberadamente talhado para a existência de vida (Ver: Físicos desesperados para explicar, de forma naturalista, a sintonia perfeita do Universo). Fiz também a comparação com a origem do bolo do chocolate.

De seguida abordei o facto de termos informação codificada na molécula do ADN. Como todos sabemos, quando existe informação codificada, existe alguém responsável pela codificação. Logo, a informação contida no ADN só pode ter origem numa entidade inteligente. Sendo uma entidade imaterial, a informação não pode ter uma causa material.

Avancei para a evidência do design presente nos seres vivos. Dei os exemplos das esponjas marinhas, que possuem o equivalente natural à tecnologia de fibra óptica, dos cílios primários, que desempenham funções análogas ao GPS, do excelente design natural presente no mecanismo de audição das moscas e do sistema de visão dos insectos, que supera a melhor câmara de vigilância alguma vez concebida pelo ser humano. Design requer um designer. Design não surge por processos naturais, isto é, não se cria a si próprio.ramapithecus

Prossegui para a famosa paleoantropologia, uma ciência que eu muito aprecio pelo facto de vir a constatar que os chamados hominídeos eram, na verdade, verdadeiros seres humanos. Fiz referência às normais limitações deste tipo de trabalho, dando os exemplos do Ramapithecus e do Homem de Nebraska. Fiz ver que os chamados Homo erectus e Homo neanderthalensis eram tão ou mais inteligentes que nós. Perguntei à assistência se alguém sabia manejar o fogo, fabricar barcos de madeira, fabricar cola… poucos levantaram os braços. A verdade é que estes dois sujeitos o faziam. Se eles sabiam fazer coisas que muitos hoje não sabem, não será, então, um bocado de presunção dizer que eles eram seres primitivos ainda a caminho de se tornarem verdadeiros humanos?

Falei um pouco sobre a questão da idade da Terra, indicando que algumas observações empíricas nos revelam que ela não pode ter biliões de anos. A minha preferida diz respeito ao facto de se ter encontrado material orgânico “fresco” em ossos de um dinossauro aparentemente de 68 milhões de anos. O problema é que não deveria ser possível detectar material orgânico em animais com mais de 100.000 anos de idade.

Dei também umas pinceladas sobre o dilúvio e a sua importância para entendermos a geologia de hoje. No debate que se seguiu à apresentação do tema, foram também mencionadas as diferentes versões de um dilúvio nas várias culturas antigas.
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No debate que se seguiu à apresentação, também se abordaram outros tópicos, como a datação radiométrica e a questão da moralidade, que merecerão a minha atenção nos dias que se seguem.

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19 comentários so far
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Olá! Gostei mesmo muito da “palestra” e fez-me pensar em coisas que não tinha prestado tanta atenção.
Obrigado por terem expandido os meus horizontes 🙂
Abraço ^^

Comentar por Ana Rodrigues

Obrigado Ana. Eu é que agradeço pela oportunidade que tive de estar lá. Qualquer coisa é só dizer 😉

Comentar por alogicadosabino

Muito fixe. Quem foi que te convidou?
Bem, prepara-te para começares a receber ataques espirituais. O inimigo não gosta quando Deus é glorificado, especialmente quando isso pode influenciar os mais novos.

Comentar por Mats

Pelo que eu já pude vêr (não é muito) este tipo de apresentações gera muita polémica lá fora.
Durante a altura das P&R (pergunta & resposta), houve o mesmo em Espinho, ou nem por isso?

Comentar por Mats

Sabino, parabéns pela palestra!
[não a assisti, mas com certeza foi muito boa!]
😉

Também tive uma oportunidade de demonstrar as fraquezas da evolução para uma bióloga evolucionista e uns 60 alunos de minha antiga escola no ano passado em uma aula sobre “Evidências da Evolução”.
Além de me ouvir por uma meia hora, a professora deixou eu trazer na semana seguinte um DVD sobre o assunto para mostrar à minha classe.
Pude até ouvir: “Não sabia que os Criacionistas tinham tantas evidências.”
Foi realmente recompensador!

Comentar por Fabricio Lovato

Achei bastante interessante 🙂 . . . era um assunto que nunca me tinha despertado interesse, ou plo menos nunca tive curiosidade de saber mais sobre isso, mas gostei, e ja deu pa ficar com uma noção do assunto 😀

Comentar por Lya

Em que liceu de Espinho? E a palestra foi feita a que alunos, de que anos e que contexto?

Comentar por Abobrinha

Olha, o meu comentário foi censurado! Vou repeti-lo. Censura? Que vergonha…

Sobre a palestra da escola, por favor consultem aqui http://ktreta.blogspot.com/2009/04/convem-saber-mais-um-pouco.html este post e passa aos teus colega, é que tem que se ouvir os dois lados

do blog

http://www.ktreta.blogspot.com/

Nota: este comentário está relacionado com este post, e já foi eliminado, sendo este comentário isento de insulto ou coisa do género

Comentar por Ali

Vou referir a censura no blog Ktreta

Comentar por Ali

Aboborinha, não sei o nome do liceu. Disseram-me para perguntar pelo liceu de Espinho que as pessoas sabiam qual era.

Não sei se se pode chamar bem “palestra”. Foi mais uma apresentação do ponto de vista criacionista sobre as origens.

Falei a uma turma apenas do 12º ano. O nome da disciplina era “Área de integração”.

Comentar por alogicadosabino

Ali, eu sou um ditador, já devias saber disso. Maldito 25 de Abril. Tranco-me sempre em casa nesse dia.

Agora a sério… fizeste 2 comentários iguais em 2 posts diferentes. Apaguei o comentário no post que não tinha a ver com o assunto.

O teu problema é que tens caixa craniana a mais para capacidade cerebral a menos.

Comentar por alogicadosabino

Alogicadosalabino,

«Ali, eu sou um ditador, já devias saber disso. Maldito 25 de Abril. Tranco-me sempre em casa nesse dia.»

O cometário foi apagado (que não era ofensivo ou gingante, era cordial e extremamente compacto) e tinha relação como post, se é mentira diz onde.
Apagaste só pelo incomodo.

«comentário no post que não tinha a ver com o assunto.»

Claro que tinha! Um era do liceu, onde ocorreu o caso, o outra era sobre a datação, que também tinha relação com o caso. Pedia por favor a justificação porque é que não tinha relação com o caso para ser apagado, para que fique claro o meu problema de ter a caixa craniana a mais para capacidade cerebral a menos… Por favor, gostaria de ver essa justificação para que não se fique a pensar que afinal o teu problema é teres caixa craniana a mais para capacidade cerebral a menos, mas sim eu e só eu.

Comentar por Ali

Alogicadosalabino,

«Ali, eu sou um ditador, já devias saber disso. Maldito 25 de Abril. Tranco-me sempre em casa nesse dia.»

Se os critérios para ti não mudaram, e como tu não apagaste novamente o meu comentário, então, como a única coisa que mudou foi eu ter referido no Ktreta o caso (aí não podes apagar o que colocaria numa posição delicada se o fizesses), fica claro que foi essa a causa, pois os teus critérios (no teu ponto de vista) não mudaram, o que teriam que necessariamente implicar que tu os apagasses de novo. Que coisa feia. Tsh tsh tsh…

Mas ainda há o seguinte: recorres ainda um uma falácia, tentando induzir um raciocínio errado de forma desonesta quando referes «Ali, eu sou um ditador, já devias saber disso. Maldito 25 de Abril. Tranco-me sempre em casa nesse dia.»
Ao recorreres ao exagero exacerbado usado um exemplo que pelo ridículo seja trivialmente falso, queres que essa falsidade (por colagem) se aplique a algo com magnitude diferente (mas do mesmo tipo), o apagar do meu comentário com critérios de simples censura devido ao incómodo causado, sendo que esta estratégia de colagem fé falsa, e o facto de a afirmação «Ali, eu sou um ditador, já devias saber disso. Maldito 25 de Abril. Tranco-me sempre em casa nesse dia.» ser falsa, não implica que não tenhas apagado o meu comentário sem outro critério que não a censura pelo incómodo.

Comentar por Ali

Pois é Sabino.

Deve haver dias que não dormes à procurar na net algo minimamente relacionado e que possa contrariar o que se diz no KTreta.

Até lá caladinho.

Só que como é costume ou calas-te ou vens com tretas descontextualizadas e sem sentido.

Eu já te tinha dado alguns exemplos da datação e da forma como são validados e tu também ficaste afónico.

Até um novo post sobre erros de datação e “rebébeu pardais ao ninho” em que te especializaste.

Só que esta do Sr e RB é lixada para ti

Permito-me “roubar” ao ktreta http://ktreta.blogspot.com/2009/04/convem-saber-mais-um-pouco.html (um excerto:

Vou dar o exemplo da datação por estrôncio (Sr) e rubídio (Rb), mais complexo que a torneirinha do Marcos mas mais realista. Dos quatro isótopos de estrôncio, usam-se dois relativamente comuns (cerca de 10% do total, cada um) para a datação por este método. O 86Sr é estável e não resulta de nenhum decaimento radioactivo, por isso a sua quantidade no mineral é constante. O 87Sr é formado pelo decaimento radioactivo do isótopo de rubídio 87Rb, por isso a sua quantidade vai aumentando com o tempo num minério que contenha 87Rb. Isto não são “pressuposições” gratuitas mas sim dados confirmados experimentalmente, pois este decaimento pode ser medido e estas reacções nucleares são bem conhecidas. Também se sabe, com confirmação experimental, que o 86Sr e o 87Sr são quimicamente idênticos. Diferem apenas na massa atómica mas, como é normal nos isótopos do mesmo elemento, reagem quimicamente da mesma forma e, por isso, são incorporados nos minerais na mesma proporção.

Tipicamente, uma rocha é uma mistura heterogénea de vários minerais. Quando a rocha se formou cada mineral tinha uma concentração inicial diferente de Sr e Rb, conforme a sua composição química. Mas a proporção de 86Sr para 87Sr era igual em toda a rocha porque estes isótopos são quimicamente indistintos. Os minerais mais ricos num serão mais ricos no outro, proporcionalmente. Com o passar do tempo, o decaimento do 87Rb em 87Sr vai diminuir a quantidade de 87Rb e aumentar a de 87Sr. Como a proporção inicial de 86Sr para 87Sr era igual em todos os minerais, a quantidade total dos isótopos pode ser medida em cada mineral, e uns minerais têm mais Rb que outros, é possível descobrir todas as incógnitas (3) e não só datar cada mineral independentemente como confirmar os valores obtidos, porque todos os minerais que se formaram quando a rocha solidificou têm de ter a mesma idade.

Comentar por Joaquim Coelho

Ali, não sejas idiota. Se eu ficasse incomodado com os teus comentários não tinha permitido que publicasses nenhum. Que cromo.

Comentar por alogicadosabino

Joaquim,

não há mal nenhum em aprender com pessoas que sabem. Não há mal nenhum em ler sites como o creationontheweb ou o icr para aprender aquilo que os evolucionistas não dizem. Aliás, se tu os lesses mais aprendias umas coisitas e escusavas-te de dizer coisas como as que disseste aqui.

Mas neste caso não foi muito preciso. O Ludwig ignorou as pressuposições da constância do decaimento e da contaminação da amostra. Sabes que as águas podem transportar minerais de umas rochas para outras.

E a melhor maneira de mostrar a comédia das datações é dar exemplos de datações falhas, não é? Vai acompanhando.

Comentar por alogicadosabino

Alogicadosabino,

Unicamente chamaste-me idiota, não refutaste em nada as minhas afirmações. Parece que elas, se estivessem mal sustentadas seriam facilmente desmascaradas. Simplesmente chamar-me idiota vale zero.

Lembro-me já ter ouvido (lido) mais do que uma vez que houve eliminação sumaria de comnetário, o que constato na primeira pessoa e a tua desculpa de o comnetário ser descontextualizado (unica desculpa até a gora) é falsa.

Que insulto irás proferir a seguir??? Pergunto-te que inuslto é que eu te envei. Que belo cristãom que quando não argumenta mais nada, fica-se pelo insulto, como se pode constatar no teu lacónico e isultuoso comentário.

Comentar por Ali

E o facto é que eliminaste e agora já não, se é verdade o que dizes deverias ter NOVAMENTE eliminado. A única coisa que mudou foi eu ter referido o caso noutro blog que tem perto de 450 visitas diárias (demasiada gente a ver, ah pois é…)

Comentar por Ali

Tolices Sabino

Qual o problema do que escrevi ?

Claro que se usa elementos com periodos de meia vida de 70.000 para datares rochas com 40 anos dá asneira.

A pergunta que fazes nesse post é estúpida, (também já é comum).
Qualquer geologo amador ao olhar para o meio ambiente, rochas, composição e resultados de meia dúzia de análises quimicas simples sabe se a rocha tem dezenas de anos ou não e como é óbvio não vai usar o Ar para as datar.

O único erro era a idade das arvores onde escrevi 20000 em vez de 2000.

Comentar por Joaquim Coelho




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