No princípio criou Deus os céus e a Terra


As incríveis catapultas da língua do camaleão
Março 6, 2009, 9:23 pm
Filed under: Convicções / Fé, Evolução/Big-Bang

Os camaleões possuem a fantástica habilidade de lançar as suas línguas pegajosas para fora da boca a velocidades extraordinárias. Até há bem pouco tempo, os cientistas não sabiam ao certo como eles faziam para as impulsionar com tão grande poder.

Em 2004, um grupo de biólogos holandeses, utilizando câmaras de alta velocidade e visão raio-X, descobriu que a língua do camaleão percorre uma distância de zero a 6 metros em apenas 20 milissegundos – um impulso tão veloz que desafia os principíos conhecidos da produção de energia nos músculos. “Fazendo os cálculos, apercebes-te que os músculos não podem ser os únicos responsáveis por tão rápida aceleração“, disse Jurriaan de Groot, biomecânico da Universidade de Leiden, na Holanda. A investigação foi publicada na Science.

camaleaoA equipa de De Groot procurou uma estrutura escondida na língua dos camaleões que pudesse ser responsável por este desempenho atlético fenomenal. Eles acreditavam que deveria haver algum tipo de mola ou catapulta biológica responsável pela impulsão da língua dos répteis.

A força muscular tem limites. Para atingirem velocidades que ultrapassam estes limites, muitos animais combinam a força dos seus músculos com “catapultas” biológicas. Estas catapultas armazenam energia e libertam-na quando carregadas, tornando possível atingir velocidades superiores às que seriam possíveis se apenas a força dos músculos fosse utilizada.

A catapulta de colagénio presente nos camaleões consiste numa “estrutura estranha em forma de espiral” que permite armazenar energia. Esta catapulta está a receber grande atenção por parte de engenheiros, que acreditam que pode ser utilizada para fins medicinais. “Até agora, nunca vimos uma estrutura paralela em biologia ou em mecânica – é um design completamente novo“, disse van Leeuwen, um dos biólogos envolvidos na investigação.
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Fico surpreendido com mecanismos biológicos como este. Este e outros exemplos de design revelam-me a criatividade e a sabedoria do Criador.

Assim opera a verdadeira ciência… descobrir como funcionam os seres vivos para depois tentar utilizar esse conhecimento para desenvolver tecnologia ou técnicas terapêuticas em prol de todos nós. Deus abençoe a ciência experimental.

No artigo da National Geographic, não vêem nenhuma referência à evolução. O que é pena, pois estava curioso em saber como um mecanismo como este poderia ter evoluído lenta e gradualmente com o passar do tempo. Por outro lado, o design aparece bem destacado no artigo. São casos destes que tornam difícil ser-se um ateu intelectualmente realizado.
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Dizei a Deus: Quão tremendas são as tuas obras!” (Salmos 66:3)

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10 comentários so far
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Noto que continuas a escolher funções vistosas para dar força à tua tese, como oposição a funções – talvez mais simples e menos impressionantes, é certo – que, no seu todo, apontem para design.

Ainda aguardo por um comentário teu ao texto onde, pela primeira vez, te referi isso.

Também anseio saber como foi a viagem dos cangurus para a Austrália.

Um bem haja,
Leandro
🙂

Comentar por leandro ribeiro

Se calhar viajaram do mesmo transporte que os americanos ancestrais em geral… E claro, todos desenvolveram suas falas há milhares de quilômetros de distância, a mesma época.

Lmebra-te da hipótese científica, de que os oceanos congelaram e os homens viajaram a todos os continentes por sobre o gelo?

Exato! foi isso mesmo que tu pensou… Eu também achei ridícula!

Comentar por MV

Sabino, percebi um erro no teu texto:
Nota ali onde disseste

“a língua do camaleão percorre uma distância de zero a 6 metros em apenas 20 milissegundos ”

na verdade, o que a matéria diz é:

“a língua do camaleão acelera de zero a 6 metros por segundo em apenas 20 milissegundos ”

corrige lá ok? achei estranho porque uma língua de 6 metros para um bichinho desses seria uma mutação digna dos X-men!

Comentar por MV

Argumentativo Leandro,

Também anseio saber como foi a viagem dos cangurus para a Austrália.

Depois do dilúvio de Noé, e enquanto as águas desciam de nível, havia terra entre a Austrália e o continente. O canguru, sendo um herbívero, estaria na crista das ondas migratórias como forma de fugir aos predadores.
Portanto, o canguru chegou à Austrália da mesma forma que ele se movimenta hoje.

Comentar por Mats

Mats,

A ver se eu entendi: depois do dilúvio as águas desceram mais de nível que aquilo que hoje conhecemos, tendo-se formado um caminho terrestre. Correcto?

Os cangurus abandonaram o local onde a arca pousou e viajaram até à Austrália por esse caminho. Não se espalharam, não houve populações que decidiram ficar noutros locais: foram todos directos à Austrália. É isto?

Do mesmo modo, todas as outras espécies exclusivas deste continente foram lá parar exactamente pelo mesmo processo: é assim?

Comentar por leandro ribeiro

Alguém deve se lembrar que animais também não gostam de alguns climas…

A menos que tenham ocorrido as mutações no camelo, as tais mutações aletórias, que coincidentemente deram a ele todas as condições para se morar do deserto…

É engraçado como todos os animais são bem adaptados para o lugar onde vivem… Inclusive já saiu uma no próprio blog do sabino que constata isso conosco… Há 5000 anos já existia muita gente nas américas…

Comentar por MVR

Leandro,

A ver se eu entendi: depois do dilúvio as águas desceram mais de nível que aquilo que hoje conhecemos, tendo-se formado um caminho terrestre. Correcto?

Sim, como sugerido pelo metereologista reformado Michael Oard, a idade do gelo reteu muita da água em certas partes do globo. Esta descida da água permitiu aos animais chegarem a sítios que mais tarde já não conseguiram, devido À subida das águas (após a idade do gelo).

Os cangurus abandonaram o local onde a arca pousou e viajaram até à Austrália por esse caminho. Não se espalharam, não houve populações que decidiram ficar noutros locais: foram todos directos à Austrália. É isto?

Alguns foram para a Austrália, mas dixer que todos foram para a Austrália é difícil de comprovar.
Sabendo eu o pensamento ateu, deixa-me responder Às perguntas que vais fazer a seguir:

* “Porque e que não se encontram fósseis de cangoroos em outras partes do globo?”

Resposta: Porque é que não se encontram fósseis de leões no Médio Oriente? Porque é que não se encontra inúmeros fósseis de bisontes na América do Norte, quando nós sabemos que eles existiam aos milhares e milhares lá?
A fossilização requer condições especiais (subterramento súbito, etc), e isso nem sempre acontece.
A razão pela qual eles foram cada vez mais longe do local onde a arca pousou é a mesma que leva animais a fugirem dos homens quando o homem se muda para um novo sítio. Os animais mais pacíficos preferem mudar para outro sítio do que lutar com predadores como o ser humaano, tigres, leões ou outros mais ferozes.

Do mesmo modo, todas as outras espécies exclusivas deste continente foram lá parar exactamente pelo mesmo processo: é assim?

Todas as formas de vida que lá estão, e que estiveram na arca, foram lá parar pelo seu próprio meio. Não te esqueças é de que tipo de animais estiveram na arca.

Comentar por Mats

leandro ribeiro,

“Noto que continuas a escolher funções vistosas para dar força à tua tese, como oposição a funções – talvez mais simples e menos impressionantes, é certo – que, no seu todo, apontem para design.”

Não é culpa minha. Se há design nos seres vivos há design nos seres vivos.

“Também anseio saber como foi a viagem dos cangurus para a Austrália.”

Como não me conseguiste dizer como os animais fazem hoje para alcançar territórios anteriormente não colonizados por eles, decidi dar-te uma ajuda.

Comentar por alogicadosabino

Epá, não tinha visto estas respostas 😦

Bem, vamos por partes…

MVR:
«É engraçado como todos os animais são bem adaptados para o lugar onde vivem…»

Engraçado era ver animais a viver em locais para os quais não estão adaptados 🙂

Sabino,
«Não é culpa minha. Se há design nos seres vivos há design nos seres vivos.»
É o tipo de resposta que eu espero do Mats, não de ti.

Todas as características do design estão ou não presentes em todo o mundo vivo, como um sistema uno e desenhado por um mesmo designer? Até agora tenho-te visto – apenas – agarrar a complexidade como indício e nada mais. Ainda hoje comentei isso noutro post mais recente e deixei um link para a discussão original.

«Como não me conseguiste dizer como os animais fazem hoje para alcançar territórios anteriormente não colonizados por eles, decidi dar-te uma ajuda.»
Ora, não tinha visto. Vou lá dar um salto.

Comentar por leandro ribeiro

quero comprar um camaleão onde posso conseguir???????

Comentar por Tiago




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