No princípio criou Deus os céus e a Terra


Ciência vs. Religião – Uma falsa dicotomia
Março 1, 2009, 2:07 am
Filed under: Convicções / Fé, Evolução/Big-Bang, Respostas a Ateus

No post O método científico e o método metafísico do blogue Universo Paralelo, o autor quer passar a ideia de que a ciência lida com factos observáveis e que as observações de fé se encontram confinadas ao campo da religião. Claro que isto tudo não passa de conversa para boi dormir.

Os criacionistas recorrem, constantemente, a material científico para suportar a sua visão do mundo (como é possível ver nos vários posts deste blogue) enquanto que os evolucionistas recorrem, muitas vezes, a pressuposições filosóficas fora da ciência, assim como observações de fé (como se vê, por exemplo, nos posts Físicos desesperados para explicar, de forma naturalista, a sintonia perfeita do Universo e Fazer festa por uma história da carochinha).

Os criacionistas são muitas vezes criticados por partirem de uma conclusão a priori. No caso dos naturalistas é o contrário. Eles começam por excluir certas possibilidades. Sabem as conclusões a evitar, na análise dos factos. Visto isto, é estranho ver um evolucionista a afirmar que “se os factos assim o mostrassem, passaria a acreditar no criacionismo bíblico“. Ora, se Deus é excluído à partida da ciência, Ele é excluído na análise dos factos, logo, é excluído nas conclusões. Forma-se aqui um círculo vicioso:

deus_excluido

Quer isto dizer que qualquer facto, por mais controverso que seja para a teoria da evolução, será enquadrado dentro do paradigma naturalista, que exclui qualquer referência a livros sagrados ou a divindades. Sendo assim, o facto de encontrarmos proteína num osso de dinossauro que terá 68 milhões de anos, quando as extrapolações evolucionistas previam que material orgânico não sobreviveria por mais de 100.000 anos num fóssil, é facilmente acomodado na teoria evolucionista. A idade da Terra não é posta em causa. O que é posto em causa é a idade que se pensava que o material orgânico sobreviveria num fóssil.

Com efeito, não são os factos que necessitam de mudar, de maneira a corroborar o criacionismo bíblico, mas sim a forma como interpretamos esses factos. Os factos são os mesmos tanto para criacionistas como para evolucionistas. Eles apenas os interpretam usando diferentes softwares:

factos_interpretados

Seria muito bom que os fósseis viessem com etiquetas a dizer algo do género: “Made in Quénia há 30 milhões de anos A.C“. Mas não vêm. É necessário assumir certos axiomas (por exemplo, que o animal morreu onde foi encontrado) e recorrer a métodos que, por sua vez, assumem certas conjecturas. Muita gente avança com o argumento de que os métodos de datação radiométricos provaram que a Terra e os seres vivos têm milhões de anos. Esquecem-se, no entanto, de referir as pressuposições assumidas pelos evolucionistas, ao utilizarem esses métodos (por exemplo, que o decaimento ocorreu sempre ao mesmo nível).

Naturalismo vs. Religião

O mais correcto seria dizer “Naturalismo vs. Religião“, em vez do chavão “Ciência vs. Religião“, na medida em que se trata de interpretar os factos de acordo com determinada cosmovisão. Todos os cientistas têm as suas ideias pré-concebidas. Se assim não fosse, nunca teríamos cientistas a procurar por vida extraterrestre desde há 50 anos para cá. Se esses cientistas não acreditassem, pela fé, que existe vida noutros planetas, não estariam há 50 anos a procurar por sinais de inteligência vindos do espaço.

Ficam aqui as palavras de Richard Lewontin, um geneticista evolucionista famoso [meu destacado]:

It is not that the methods and institutions of science somehow compel us to accept a material explanation of the phenomenal world, but, on the contrary, that we are forced by our a priori adherence to material causes to create an apparatus of investigation and a set of concepts that produce material explanations, no matter how counter-intuitive, no matter how mystifying to the uninitiated. Moreover, that materialism is an absolute, for we cannot allow a Divine Foot in the door.” (Não é que os métodos e instituições da ciência de algum modo nos compelem a aceitar uma explicação material dos fenómenos do mundo, mas, ao contrário, somos forçados, devido à nossa prévia adesão à concepção materialista do universo, a criar um mecanismo de investigação e um conjunto de conceitos que produzam explicações materialistas, não importa quão contraditórias, quão enganosas e quão mitificadas elas sejam para os inexperientes. Além disso, para nós o materialismo é absoluto, pois não podemos permitir um Pé Divino na porta“) – Lewontin, R. (1997) “Billions and Billions of Demons”, The New York Review, pág. 31

______________________________________________________________________________

Ver também: Naturalismo – a muleta da ciência das origens (Parte 1) e restantes partes.

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37 comentários so far
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Coloquei uma questão em http://crerparaver.blogspot.com/2009/02/questoes-1-investigar.html que Dário Cardina Codinha respondeu. Sendo relacionada, em parte, com este artigo, nomeadamente no terceiro parágrafo, gostaria de ter uma resposta sua. Cumprimentos.

Comentar por Pedro Amaral Couto

A meu ver deus é um ponto final numa investigação. Imagina a seguinte situação: “uma estrela”
Como foi lá parar e como apareceu?
1- Foi deus que fez, é belo, é redondo, é quente. Se estivesse mais próximo de nós (mas não está) estaríamos assados. Se fosse maior (mas não é) estaríamos assados. Se tivesse uma massa superior (mas não é) formaria um buraco negro e seríamos engolidos. Foi deus que fez a estrela e a colocou ali para contemplarmos a sua criação.
Achas que esta lenga-lenga de falsos argumentos é uma boa teoria para o aparecimento da estrela? Se… Se… Os “ses” não servem senão para tapar os olhos a quem ainda não vê muito. Se eu tivesse asas voava. Se o sol fosse azul não teríamos muitas plantas. Se o sol fosse mais quente ou estivesse mais próximo não havia água na Terra. Se alguma coisa fosse diferente muitas coisas mudariam em cascata. E o mundo seria diferente e estarias tu com os argumentos do tipo: Se o sol fosse amarelo não teríamos estas plantas. Se estivéssemos mais longe do sol poderia haver água na Terra e morreríamos de frio, etc…

Seria melhor uma teoria baseada em astronomia galáctica ou extragaláctica, não? Sempre dá mais conhecimento e poupa-nos à seca dos “ses”.

Os “ses” dão para tudo! É incrível. Seria assim: Se não houvesse ovos não poderia fazer uma omelete, logo se não houvesse deus não haveria universo.

Tenta não usar argumentos desses por favor.

Comentar por Dário Cardina

Podem ler o artigo de Richard Lewontin na Web.

Comentar por Pedro Amaral Couto

«o facto de encontrarmos proteína num osso de dinossauro que terá 68 milhões de anos»
* Scientists recover T. rex soft tissue
* Dinosaur Soft Tissue Sequenced; Similar to Chicken Proteins
Schweitzer, que escreveu o artigo original: “An argument with a creationist is virtually impossible, They pick and choose whatever piece of data they like. These people are just beating up on her.”

«Os factos são os mesmos tanto para criacionistas como para evolucionistas. Eles apenas os interpretam usando diferentes softwares»
Convido-o a comentar este artigo que tinha escrevi: “Arqueopterix e as duas lentes“.

«No caso dos naturalistas é o contrário. Eles começam por excluir certas possibilidades.»
Sugiro que assistas a este vídeo de um evangélico criacionista, que diz refutar o naturalismo: Refuting Atheistic Naturalism Episode 2. Coloca em 0:55.

Comentar por Pedro Amaral Couto

Dário,
A pergunta “como é que apareceu” é diferente da pergunta “como é que funciona”.

Um cristão pode responder à primeira “Deus criou o universo”, mas usa a ciência operacional para descobrir a segunda.

O que tu e os outros evolucionistas fazem é assumir que os cristãos usam “Foi Deus que fêz” como respostas para a primeira e para a segunda. Mas isso é um erro crasso.

Não há razões nenhumas para se excluir à partida a hipótese do Deus Criador como Autor do Universo.

Comentar por Mats

Resposta

Comentar por Pedro Amaral Couto

Sim, então será assim. Deus fez mas depois a evolução teve lugar.

As galáxias convergem; as gerações de estrelas seguem uma linha lógica compatível com a idade do cosmos; a radiação de fundo em microondas confirma uma uniformidade e altas temperaturas iniciais do universo.

Se há dados que apontam para uma evolução do universo e se dizes foi deus que criou tudo:

1- Ou deus está a gozar conosco criando as coisas e fazendo parecer que foi um processo natural e demorado

2- Ou é mesmo assim, natural e demorado, mas para quem não gosta de considerar os momentos iniciais como big bang diz apenas “foi deus” para, deste modo, não estar a ir para um campo que não gosta que seja verdade.

Comentar por Dário Cardina

Dário Cardina,
recomendo que leias um artigo do Mats, para perceberes um pouco com o que estás a meter: 1. Ele diz que em arqueologia não se usa laboratórios, como em Física, e que há uma ciência operacional – onde é só observar – e uma ciência forense – onde surgem hipóteses, e escolhe-se a melhor (pela lâmina de Ockam). E recomendo que vejas alguns pormenores neste mesmo artigo, onde estão coisas como:
«Esquecem-se, no entanto, de referir as pressuposições assumidas pelos evolucionistas, ao utilizarem esses métodos (por exemplo, que o decaimento ocorreu sempre ao mesmo nível).»
E, segundo parece, Sabino e o Mats concordam nas mesmas coisas.

Comentar por Pedro Amaral Couto

Porra! Que praga! Esta gente é normal? Certamente nunca fizeram ciência… E põem-se a debitar disparates.

Comentar por Dário Cardina

Pedro Couto, podes tratar-me por tu. Já somos conhecidos de longa data 🙂

Obrigado pelo link com o texto do Lewontin.

Comentar por alogicadosabino

Dário,

“A meu ver deus é um ponto final numa investigação.”

Não te preocupes. Não é. Há muitos cientistas cristãos, budistas, hindus, muçulmanos, etc. A sua crença numa divindade não os impede de fazer ciência. O que tu queres dizer é: “A meu ver, deus é um ponto final para a investigação naturalista das nossas origens”.

“Se há dados que apontam para uma evolução do universo e se dizes foi deus que criou tudo:”

O Big Bang é uma religião mascarada de ciência.

“Porra! Que praga! Esta gente é normal? Certamente nunca fizeram ciência… E põem-se a debitar disparates.”

Curiosamente, os ateus não pensam assim quando se põem a comentar sobre a bíblia.

Comentar por alogicadosabino

“O Big Bang é uma religião mascarada de ciência.”

Tal como o criacionismo? LOL

A teoria inflacionária do Big Bang é uma teoria assente na Física e não numa crença

Comentar por Dário Cardina

Dário, pensa bem: achas que vais começar a discutir sobre o Big Bang nos comentários? Vais reparar que a discussão vai-se dispersar por uma imensidão de assuntos. O melhor é escrever um artigo e colocar uma referência. Se dirige-se a criacionistas, deves informar-te sobre o que acham ser o Big Bang e porque é que dizem ser uma religião.

Mas também repara que coloquei referências ao artigo que o Sabino citou e aos artigos sobre o osso de T-rex – achas que vão ser comentados? Mas de qualquer modo, se alguém for ver os comentários e tiver curiosidade conhecer as fontes com os textos completos, dei essa oportunidade. Um blog é para troca de informação. Se te interessas por psicologia e religião, ganhas vais conhecimento por outra via.

Cumprimentos

Comentar por Pedro Amaral Couto

Marcos Sabino: “Obrigado pelo link com o texto do Lewontin.”

Se não existe referências aos textos completos e fontes originais (ou próximas do original), estou sempre ao dispor para colocá-los. Já agora: leste o texto e sabes do que se trata?

Comentar por Pedro Amaral Couto

Dário,

Sim, então será assim. Deus fez mas depois a evolução teve lugar.

Se “teve lugar”, porque é que não há evidências? Além disso, a evolução precisa de milhões de anos, mas os dados mostram que o universo é bem recente. Como é que uma teoria que contradiz os dados pode “ter lugar”?

Se há dados que apontam para uma evolução do universo e se dizes foi deus que criou tudo:

Não há dados que apontem para “uma evolução do universo”. Os dados mostram um universo recente e muito bem arquitetado como forma de receber a vida humana. Estes dois factos não suportam a crença que postula que o universo é o resultado de uma expansão não-direcionada, não-planeada, e não-inteligente.

1- Ou deus está a gozar conosco criando as coisas e fazendo parecer que foi um processo natural e demorado

Só que as coisas não parecem ter sido o resultado de um “processo natural” (seja lá o que issso fôr). A vida tem todas as evidências de um sistema arquitetado, e até alguns ateus concordam com isso. A vossa teoria da evolução tem o propósito de mostrar como o design do mundo biológico surgiu SEM intervenção Divina. Ou seja, a vossa teoria quer explicar o design como efeito de forças não-inteligentes. Cientificamente falando, os criacionistas aceitam as evidências de design infnerindo a única causa conhecida capaz de gerar sistemas de informação, nomeadamente, a inteligência. Vocês, por outro lado, violam as leis da ciência, os princípios de analogia, e a lógica da causa-efeito, e afirmam que, apesar da vida parecer obra de design, comportar como obra de design, e possuir muitosoutros atributos de design, ela não é obra de verdadeiro design.
É preciso muita fé para se ser um ateu.

2- Ou é mesmo assim, natural e demorado, mas para quem não gosta de considerar os momentos iniciais como big bang diz apenas “foi deus” para, deste modo, não estar a ir para um campo que não gosta que seja verdade.

Eu não considero os “momentos iniciais” do big bang, tal como não considero “os momentos iniciais” após o Benfica conquistar o tri em 2005: nunca aconteceu.

Comentar por Mats

O Richard Lewontin tem o “péssimo” hábito de fornecer mais munição aos criacionistas.

Para alguém que se qualifica como um evolucionista, ele tem feito um bom trabalho criacionista.

Comentar por Mats

a href=”http://www.ecdgroup.com/docs/lib_005242739.pdf”>Documento em PDF sobre a sessão “The Mind of the Tool Make” no encontro anual de 14-18 de Fevereiro.

Se forem assinantes da Science: AAAS ANNUAL MEETING: How Human Intelligence Evolved–Is It Science or ‘Paleofantasy’?

Comentário em Ossos do ofício.

O Mats apresentou um site com o nome
“ApologeticsPress.Org”, que faz referência à revista Science, cujo artigo indiquei acima.

Comentar por Pedro Amaral Couto

“Se esses cientistas não acreditassem, pela fé, que existe vida noutros planetas, não estariam há 50 anos a procurar por sinais de inteligência vindos do espaço.”

Sabino (e Mats),

Leitura de domingo passado, por aqui (Brasil):

Correio Braziliense (assim mesmo, sem mencionar “guess”, nem “virtual model”):

“Em um artigo científico publicado recentemente pela revista International Journal of Astrobiology, os pesquisadores concluíram que pelo menos 361 civilizações inteligentes teriam surgido desde a criação da Via Láctea, e cerca de 38 mil fora da galáxia.”

http://www.correiobraziliense.com.br/html/sessao_4/2009/03/01/noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=84190/noticia_interna.shtml

Folha de São Paulo:

“…quando em 2007 comecei a apresentar em palestras para o público leigo nossos trabalhos comparando cérebros humanos e de outros primatas e a argumentar que o cérebro humano é apenas um cérebro grande de primata -com o tamanho e número esperado de neurônios para um primata de 60 a 70 kg-, eu esperava alguma resistência do público, se não indignação. Mas, para minha grata surpresa (que inicialmente beirava a decepção, confesso), o público em geral sorria e concordava com a cabeça quando eu anunciava nossa conclusão: se o cérebro humano é feito segundo as regras que valem para os demais primatas, Darwin era portanto também um primata -assim como todos nós.
O que 150 anos de evolução, história, educação científica e debates não fazem: hoje posso chamar meu público de primata e ainda receber sua aprovação bem-humorada.”

http://hhcult.blogspot.com/2009/03/que-macaquice.html

Comentar por Darjo

“Se “teve lugar”, porque é que não há evidências? Além disso, a evolução precisa de milhões de anos, mas os dados mostram que o universo é bem recente. Como é que uma teoria que contradiz os dados pode “ter lugar”?”

Deixa-me rir. LOLOLOLLOOLADA

Sim, os quasares não estão a milhões de anos-luz. Deixa-me adivinhar, estão a 10 metros só que num universo riemineano (curvo) a luz segue um caminho curvo e chega até nós em muito menos tempo. Como faz uma curva parece que o caminho é muito mais longo. Ouve, tenho muuuito artigos criacionistas sobre as várias áreas. Há mais de 10 anos que leio desses artigos em conjunto com outros artigos científicos e livros. Acredita: essas ideias são erradas. O universo pode ser riemineano mas não tem curvatura suficiente para que o caminho da luz pareça muito longo. Aliás o universo tem o peso limite para ser um pouco curvo, fechado.

Lê e aprende, aprende a ser crítico. Não acredites nas teorias que lês só porque é a favor da tua opinião. Também já fui assim. Mas a minha autocrítica tirou-me a cegueira. Também há artigos científicos que não confio, temos de ser espertos pah.

Comentar por Dário Cardina

Dario,

“Tal como o criacionismo? LOL

A teoria inflacionária do Big Bang é uma teoria assente na Física e não numa crença”

O pior é que não sou eu a dizer que o Big Bang está no campo da fé. São físicos evolucionistas.
__________________________________

Pedro Couto,

Sim, se me faltar referência a algo, fico feliz se me indicares link para consulta. Já que és o SPeedy Gonzalez dos links eheh 😉

Não li o texto todo dele.

Comentar por alogicadosabino

De certeza que não retiraste a ideia do contexto? Num dos meus livros também há muitas frases do género “esta teoria tem um grave obstáculo”, ou “é baseada numa fé”… óbvio que, sem contexto posso dizer muita coisa. Mas dentro do contexto só uma está certa: o que o autor escreve. Muitas dessas frases servem de ponte para revelar a solução posterior da teoria.

Que eu saiba ninguém tira um curso de física evolutiva.

Comentar por Dário Cardina

Dário,

Sim, os quasares não estão a milhões de anos-luz.

O problema da luz de locias remotos já foi resolvido pelo físico Russ Humphreys. Estás interessado em vêr o video dele?

Ouve, tenho muuuito artigos criacionistas sobre as várias áreas. Há mais de 10 anos que leio desses artigos em conjunto com outros artigos científicos e livros. Acredita: essas ideias são erradas.

Se estão errados, porque é que as evidências suportam a posição bíblica?

Lê e aprende, aprende a ser crítico.

Já fiz isso. Por isso é que não acredito nos mitos evolucionistas.

Não acredites nas teorias que lês só porque é a favor da tua opinião. Também já fui assim. Mas a minha autocrítica tirou-me a cegueira.

Quanta “auto-crítica” fazes às tuas crenças actuais?

Comentar por Mats

Dário,
Não te esqueças que ao atacar à evolução, não estamos a atacar a ciência, mas sim uma teoria que se diz científica. Não confundas uma coisa com a outra.

Comentar por Mats

Mas que descobertas são essas?
Como é que a luz viaja mais depressa do que a luz? É um facto impossível pela relatividade.
Em que se baseia esse físico e que opinião tem ele sobre o modelo padrão das partículas e sobre a teoria das supercordas?

Comentar por Dário Cardina

Dário,
Estás interessado em vêr o documentário do físico ou não?

Comentar por Mats

Dario, creio que não tirei do contexto. O tal físico que linkei estava indignado por só se financiarem projectos relativos ao big bang, deixando pouco financiamento para as restantes teorias. Aí é que entra a critica dele, dizendo que é dado grande financiamento a uma teoria que se baseia em observações de fé.

E temos também a carta aberta redigida por varios fisiscos a queixarem-se do mesmo problema e a dizerem que os big bangers não se podem gabar das predições da teoria, pois caso não fossem as forças nao observadas, o big bang nao tinha sustento.

Podes ver nos links dos posts.

Comentar por alogicadosabino

Dá-me lá o texto do físico. As ideias dele

Comentar por Dário Cardina

Aqui no Brasil, assisti a um programa entrevistando um metafísico.
Ele era contrário a teoria do big bang, pois sabia que se o big bang fosse o princípio estaria fadado a admitir que toda a matéria teve um surgimento do desconhecido.
Em um momento a matéria não existe, e no momento seguinte ela passa a existir. Qual seria a causa dessa existência?

Ele então recorria a teorias alternativas para tentar mostrar que o big bang não ocorreu, ou não foi o que se pensa que foi. Mas não coloca o big bang como causa prima da matéria, embora suas explicações alternativas ainda estejam sendo elaboradas, ele confia na metafísica para provar o naturalismo.

Comentar por Arthur Vergara

‘Não te esqueças que ao atacar à evolução, não estamos a atacar a ciência, mas sim uma teoria que se diz científica. Não confundas uma coisa com a outra.’

Quanto a mim, não confundo evolução e ciência.
Ciência é um sistema, um método. Muitos naturalistas é que parecem confundir evolução e ciência, naturalismo e ciência(porque o naturalismo extrapola a ciência devido à máxima de que só o cosmos existe)

Comentar por Arthur Vergara

Se há dados que apontam para uma evolução do universo e se dizes foi deus que criou tudo:

1- Ou deus está a gozar conosco criando as coisas e fazendo parecer que foi um processo natural e demorado

O que se está sempre a dizer aqui, é que naturalistas acham que as investigações científicas apontam para uma causa natural para tudo, e os criacionistas para uma causa sobrenatural e inteligente.
Eu não acho que as coisas pareçam ter causa natural, Voçê acha Dario?Que causa natural seria?O big bang(um aparente incidente tão antigo quanto a matéria, mas que por sua vez não tem uma causa natural)?

Comentar por Arthur Vergara

‘2- Ou é mesmo assim, natural e demorado, mas para quem não gosta de considerar os momentos iniciais como big bang diz apenas “foi deus” para, deste modo, não estar a ir para um campo que não gosta que seja verdade.’

Eu digo, naturalistas, contunuem em busca da verdade! Naturalistas não tem uma explicação para o que teria causado o big bang, mas criacionistas tem.Foi o momento que toda a matéria passou a existir(não por vontade própria)E a matéria se acomodou de acordo com o plano de Deus. Os elementos químicos se derivaram e os gazes se aglomeraram(de acordo com a vontade de Deus)

Não vejo gozação da parte de Deus.

Comentar por Arthur Vergara

“A meu ver deus é um ponto final numa investigação.”

Na verdade, é o princípio. Se o homem quer aprender sobre o objeto, utiliza ciência.
Sabemos que Deus fez o que existe, mas se quisermos aproveitar isto para o nosso lado, temos que estudar.

E a ciência é isso e só isso. Formular hipóteses tolas sobre como o universo se auto-originou é apenas preocupação para os cientistas e diversão para nós.

A ciência sempre constata que está errada. vamos esperar o próximo boletim das mudanças.

Comentar por MVR

Para os céticos, não existe zero absoluto no tocante à geração espontânea e acidental da vida.

Às vezes me pergunto se Lavoisier realmente comprovou a abiogênese, ou só descobriu o meio mais rápido de se criar vida…

E… algo que chama a atenção é que nunca mostraram peixes a sair da água ou répteis lançando vôo. Como é que querem provar isto cientificamente??

Comentar por MVR

A Teoria das Cordas diz que estas são o elemento principal no Universo. A descoberta da 11ª dimensão, na Teoria M revelou que, na verdade, essas cordas se juntam formando membranas. O big bang é o choque entre duas das muitas membranas que existem. A Teoria M é a teoria mais completa que existe na Física

Comentar por Dário Cardina

Teorias, teorias… eu também tenho uma teoria, de que não existem supercordas, e sim “superpanos”, obejos bidimensionais tecidos com as tais cordas.. e assim que eu já tiver conseguido enrolar o bastante com esta, partirei para a próxima, que é a teoria dos super-novelos tridimensionais.

Ora… uma hora a ciência diz que são pontos adimensionais… agora já diz que são unidimensionais (Supercordas) e só faltam algumas opções para voltar à estaca zero.

Comentar por MVR

o religioso só sabe falar “teorias, teorias…” mas quando tem algum problema com a saude corre p médico (que trabalha com teorias, muitas comprovadas, outras ainda não)

Comentar por luciano

Há uma diferença, tu falas de recuos, eu refiro-me a avanços. Vês um objecto a quilómetros de distância e dizes que é uma linha, aproximas-te e já dizes que é um objecto com mais volume, uma espécie de paralelepípedo, depois já notas umas formas adjacentes, mais tarde já reparas que essa forma tem no seu ápice superior uma esfera… mais tarde já vês uma silhueta e vais andando assim até chegares perto da pessoa e saberes quem é, saberes a cor do cabelo e dos olhos e até olhares para o seu BI.

Pediram-me para ser simples na apresentação das teorias porque não percebiam nada do assunto e não valia a pena estar com “jargões técnicos”. Agora escrevem estas coisas. Óbvio, se não uso a linguagem real dos modelos físicos não posso explicar a realidade mas sim algo muito mais pobre do que o modelo é. Que falta de coerência…

Comentar por Dário Cardina




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