No princípio criou Deus os céus e a Terra


Deus foi injusto por ter matado os primogénitos do Egipto? (Parte 1)
Dezembro 12, 2008, 4:15 am
Filed under: Convicções / Fé, Respostas a Ateus

O tema da morte dos primogénitos do Egipto foi puxado na caixa de comentários do post “Lembra alguma coisa?” do blogue “Ktreta“. Um céptico referiu-se à décima praga do Egipto como um exemplo da crueldade e injustiça de Deus. A mim espanta-me como alguém, em relação a este caso, pode dizer que Deus foi injusto ou cruel por ter matado os “recém-nascidos isentos de maldade aos olhos de Deus e que ainda nem sequer estão habilitados mentalmente para saber ou praticar qualquer espécie de pecado ou entender os mandamentos do Senhor“.

O autor da afirmação coloca Deus como o bruto sanguinário que mata inocentes sem culpa, sem qualquer razão. Conhecendo eu toda a história das pragas do Egipto, fico espantado como alguém pode considerar Deus o mau da fita. Quer dizer… não fico espantado porque sei que quem o faz apenas o faz porque não conhece a história. Vamos então a um pequeno estudo bíblico.

Antes de mais, com base noutras passagens bíblicas, para efeitos de primogenitura só os primogénitos homens eram considerados (Números 18:15) e só aqueles que fossem, de facto, os primeiros filhos do casal (Números 3:12). Isto é, se o primeiro filho já tivesse morrido, o segundo filho do casal não passaria ao lugar de primogénito.

Agora vamos ver a simpatia dos egípcios para com os israelitas. Vamos ver o quanto os egípcios gostavam dos israelitas:

Disse ele [faraó] ao seu povo: Eis que o povo de Israel é mais numeroso e mais forte do que nos. Eia, usemos de astúcia para com ele, para que não se multiplique, e aconteça que, vindo guerra, ele também se ajunte com os nossos inimigos, e peleje contra nós e se retire da terra. Portanto puseram sobre eles feitores, para os afligirem com suas cargas.(Êxodo 1:9-11)

Mas quanto mais os egípcios afligiam o povo de Israel, tanto mais este se multiplicava e se espalhava; de maneira que os egípcios se enfadavam por causa dos filhos de Israel. Por isso os egípcios faziam os filhos de Israel servir com dureza; assim lhes amarguravam a vida com pesados serviços em barro e em tijolos, e com toda sorte de trabalho no campo, enfim com todo o seu serviço, em que os faziam servir com dureza.(Êxodo 1:12-14)

É, o povo egípcio era um amor para com os israelitas. Mas isto não acaba por aqui. Sigam a Parte 2 para descobriram mais da ternura egípcia.

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2 comentários so far
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Um breve comentário desse céptico, mas que revela toda a sua circularidade, e se é circular, então não deve ser levado a sério. Ele constantemente assume o que tem de provar como verdadeiro.

1) Por qual padrão de moral ele julga a Deus? Uma vez na cosmovisão cristã, não existe nenhum padrão de moral acima de Deus, de forma que, o que Ele faz, é justo por definição. Esse céptico terá ainda de revelar por qual padrão de moral ele julga a Deus, e justificar epistémicamente esse padrão.

2) Ele constantemente assume algo sobre “Deus” que não tem nada a ver com o Deus revelado nas Escrituras, de forma que os argumentos dele se tornam irrelevantes. Ele assume que os recém-nascidos estão “isentos de maldade aos olhos de Deus” e que esta seria necessariamente uma condição a satisfazer, caso esse “Deus” fosse destruir os mesmos. (Ver o Salmo 51:5 e notar que Davi está a falar do seu pecado no contexto.)Mais uma vez se nota a circularidade – ele assume algo sobre “Deus”, que tem de provar, e um padrão de moral que ainda tem de justificar. A menos que Deus revele nas Escrituras que seria errado para Ele destruir quem Ele ache que deseja destruir, e destruisse mesmo (de forma que Ele seria esquizofrênico, um problema bem pior que o mencionado pelo céptico), e se esse céptico não consegue justificar o seu padrão de moral, de acordo com as pressuposições fundamentais da sua cosmovisão, então o céptico é revelado como uma fraude intelectual.

Comentar por João Gabriel

Deus está mais preocupado com o destino eterno dos seus filhos do que com o destino temporario. Hoje estás crianças egipcias certamente gozam da felicidade eterna no céu, enquanto que de nada valeram aquelas tumbas magnificas, encantamentos funerarios ou sacrificios aos deuses para livrar lideres egipcios sanguinarios do castino do inferno.

Comentar por Rodrigo César Nunes Pino




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