No princípio criou Deus os céus e a Terra


A treta do “A ciência não é dogmática e está aberta ao questionamento”
Novembro 7, 2008, 2:33 pm
Filed under: Evolução/Big-Bang

Estão-nos sempre a dizer que a Ciência não é dogmática e que todas as evidências são colocadas na mesa, para serem analisadas. É um discurso muito bonito, não tenhamos dúvidas… no entanto, não passa de um discurso politicamente correcto. A realidade é bem diferente. Vários cientistas redigiram uma declaração onde apontam os podres da comunidade científica, relativamente ao Big Bang. Aquelas coisas que não nos contam na escola. A declaração foi publicada na NewScientist a 22 de Maio de 2004. Ler até ao fim! [meu destacado]

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CARTA ABERTA À COMUNIDADE CIENTÍFICA

Actualmente, o Big Bang assenta num grande número de entidades hipotéticas, coisas que nunca observámos – inflação, matéria escura e energia escura são os exemplos mais proeminentes. Sem eles, haveria uma contradição fatal entre as observações realizadas pelos astrónomos e as predições da teoria do Big Bang. Este contínuo recurso a objectos hipotéticos não seria aceite em mais nenhum outro campo da Física, como uma forma de preencher a lacuna entre a teoria e a observação. No mínimo, levantaria sérias questões a respeito da validade da teoria promulgada.

Mas a teoria do Big Bang não pode sobreviver sem estes factores defeituosos. Sem o hipotético campo inflacionário, a teoria do Big Bang não prevê a radiação cósmica de fundo que é observada, porque não haveria maneira de algumas partes do Universo, que se encontram a alguma  distância da atmosfera, retornarem à mesma temperatura e emitirem a mesma quantidade de radiação em microondas.

Sem a matéria escura, que nunca conseguimos detectar, apesar de 20 anos de observação, a teoria do Big Bang faz previsões contraditórias em relação à matéria do Universo. A inflação requer uma densidade 20 vezes maior do que a implicada pela nucleosíntese do Big Bang, a explicação da teoria para a origem dos elementos leves. E sem energia escura, a teoria prevê que o Universo tem apenas 8 mil milhões de anos, milhões de anos mais novo do que a idade de muitas estrelas na nossa galáxia.

Além disto tudo, a teoria do Big Bang não se pode vangloriar das previsões quantitativas que foram validadas através da observação. Os sucessos reclamados pelos apoiantes da teoria consistem na habilidade dos cientistas em encaixarem observações num grande leque de parâmetros ajustáveis.

[…]

Richard Feynman poderia dizer que “a ciência é a cultura da dúvida”, no entanto, em Cosmologia, a dúvida e a divergência não é tolerada e os jovens cientistas aprendem a permanecer em silêncio se tiverem alguma coisa negativa para dizer acerca do modelo padrão do Big Bang. Aqueles que duvidam do Big Bang temem que isso lhes custe o financiamento para a sua investigação.

Actualmente, mesmo as observações são interpretadas segundo determinado preconceito e são consideradas correctas ou erradas caso suportem o Big Bang ou não. Por esta razão, dados discordantes em relação aos redshifts, abundância de lítio e hélio, a distribuição das galáxias, entre outros tópicos, são ignorados ou ridicularizados. Isto reflecte uma mente dogmática em crescimento, indiferente ao livre questionamento científico.

Hoje em dia, todos os recursos financeiros e experimentais em Cosmologia são destinados aos estudos do Big Bang. O financiamento provém de poucas fontes e todos os comités de peer-review que os controlam são constituídos por apoiantes do Big Bang. Como resultado, o domínio do Big Bang no campo da Cosmologia tornou-se auto-sustentável, imune à validade científica da teoria.

Atribuir financiamentoapenas a projectos relacionados com o Big Bang menospreza um elemento fundamental do método científico – a verificação constante da teoria contra a observação. Tal restrição torna impossível uma discussão e investigação livre de preconceitos. Para reparar isto, desejamos que as agências que financiam o trabalho em Cosmologia disponibilizem uma fracção significativa do seu investimento, para investigação em teorias alternativas ao Big Bang. Para evitar a parcialidade, o comité de peer-review que estabelece as verbas deveria ser constituído, também, por astrónomos e físicos fora do campo da Cosmologia.

A disponibilização de fundos para investigação da validade do Big Bang, e as suas alternativas, permitiria ao processo científico determinar um modelo mais preciso relativamente à história do Universo.

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E sabem o que é mais engraçado? Esta carta não foi redigida por religiosos fanáticos. Este grupo de cientistas apenas deseja oportunidade para apresentar outras teorias de origem do Universo, já que o Big Bang tem-se revelado uma Big Treta.

Se a Ciência fosse, realmente, aquilo que os evolucionistas dizem que ela é – não dogmática, aberta ao questionamento, bla bla bla – acham que haveria necessidade de cientistas se unirem e escreverem cartas destas? Claro que não! Isto só mostra que há certas ideologias bem protegidas, independentemente das evidências. A teoria da Evolução é outra que tal. Mais do que uma teoria “aberta ao questionamento”, ela tornou-se uma religião muito bem protegida e aqueles que ousem questioná-la são insultados ou até mesmo despedidos (Ver Evolução – Não me toques que me desafinas).

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6 comentários so far
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Vou fazer um intervalo das ultimas brincadeiras e falar a sério.

O problema do financiamento da uinvestigação cientifica é sempre complicado e acaba por se revelar tautológico.

A maioria dos cientistas crê que exustem evidências sufcientes para o Big-Bang, embora todos lhes reconheçam falhas, como as apontadas na carta.

Como esses cientisitas muitas vezes detem lugares de decisão é normal optar por financiar projectos em que acreditam, do que projectos que não acreditam.

Mas reconheço o problema levantado pelos signatários da carta e concordo com eles.
Deveria haver mais financiamento para estudos contra o status quo instalada.
Até porque as grandes ideias que mudaram o mundo, começaram desacreditadas.

Como por exemplo a teoria da tectonica de placas.

Não vejo nada de estranho nisto, apenas um problema de financiamentos, não de ética ou de concluio para negar seja o que for.

Até porque terá de haver um ponto em que as observações ou confirmem, ou desmintam a teoria.

Até hoje as predições foram confirmadas, embora algumas tenham levado dezenas de anos.

Mas seria bom mfinanciar outros caminhos que até poderiam vir a confirmar o Bug-bang ou a descobrir uma nova teoria que o abarcasse, ou algo de totalmente novo.

Fecho parenteses e volta a brincadeira:

Dúvido é que descobrisse Deus e o criacionismo 🙂

Comentar por Joaquim Coelho

Marcos, que patetice. A ciência é tão aberta que há grupos de cientistas a defenderem mais dinheiros públicos para o teste de novas teorias.

O equivalente religoso seria um grupo de padres vir dizer que o Vaticano deveria apostar mais dinheiro a investigar a possibilidade de Deus não existir.

Enfim.

Comentar por PR

“A ciência é tão aberta que há grupos de cientistas a defenderem mais dinheiros públicos para o teste de novas teorias.”

É pela ciência ser “tão aberta” que estes cientistas redigiram a carta à comunidade científica.

“O equivalente religoso seria um grupo de padres vir dizer que o Vaticano deveria apostar mais dinheiro a investigar a possibilidade de Deus não existir.”

O que é que isto tem a ver com o pedido dos cientistas?

Comentar por alogicadosabino

Tenho procurado limitar meus comentários quando o assunto é ciência pelo motivo de aqui postarem comentários de pessoas especialistas na área.

No entanto gosto mais de utilizar a lógica, a filosofia para entender como as coisas funcionam.

Não gosto do: se a ciência é falsa deus é verdadeiro.

Colocamos deus para preencher as lacunas do conhecimento, no entanto um deus que realizou todas as maravilhas bíblicas no passado, enquanto no mundo reinava a maior ignorância, e no momento diante do conhecimento não se faz presente.

Quando questiono isso das pessoas, a resposta é sempre a mesma, deus está no sobrenatural, estou convencido que os próprios religiosos procuram se convencer disso através da fé.

Comentar por kibom33

Bem… tentações próprias dos humanos! Vaidade, vaidade, tudo é vaidade!

Mas felizmente pode haver conversa e ninguém acaba na fogueira!!!

Comentar por ji

Há um mero exercício que comprova o status dogmático da religião em oposição ao cárater esclarecido da ciência: Se você apresentar evidências e teorias de que, por exemplo, Deus existe, à Ciência, esta será a primeira a assimilar a questão. Do contrário, se você provar com evidências e teorias que, novamente por exemplo, Deus não existe, a religião nunca irá aceitar.

Comentar por rodrigo




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