No princípio criou Deus os céus e a Terra


Cristianismo – A fé impossível (Parte 16)
Outubro 28, 2008, 11:20 am
Filed under: Convicções / Fé

Ver Parte 15

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Como não começar uma religião no mundo antigo:

FACTOR 16 – NASCER DE UMA VIRGEM? ISTO NÃO COMEÇA NADA BEM

Lembremo-nos que estamos a ponderar a ideia de começar uma religião no mundo antigo. Na construção de mitos, há certas coisas a evitar, caso queiramos que a nossa doutrina singre.

Por esta altura, os casamentos eram arranjados pelas famílias, contractos eram negociados. Após o acordo, homem e mulher em questão tornavam-se num casal… marido e mulher. Contudo, não começavam logo a habitar juntos. Em vez disso, homem e mulher continuavam a viver com os seus pais por, aproximadamente, um ano. Este período de espera tinha como propósito mostrar se a noiva era pura (virgem). Se durante este período ela concebesse, então, obviamente, ela não era pura, uma vez que se tinha envolvido numa relação sexual. O casamento poderia ser anulado, como estabelecido no contracto. Mas se passado esse tempo se observasse que a mulher era pura, então a união seria consumada. Não era um processo totalmente fiável, já que uma mulher poderia ter tido relações sexuais e não ter engravidado. No entanto, o contrário não era possível.

O contexto do nascimento de Jesus deve ser lido tendo isto em conta. Maria e José estavam neste interregno [meu sublinhado]:

Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, ela se achou ter concebido do Espírito Santo.” (Mateus 1:18)

Como iria ficar José, ao descobrir que a mulher que lhe fora prometida estava grávida? José amava a Maria, mas a notícia de que ela estaria grávida não cairia muito bem aos olhos da sociedade. A Bíblia não nos esconde aquilo que José procurou fazer:

E como José, seu esposo, era justo, e não a queria infamar, intentou deixá-la secretamente.” (Mateus 1:19)

Mas foi avisado:

E, projetando ele isso, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, pois o que nela se gerou é do Espírito Santo;” (Mateus 1:20)

A certa altura da gravidez, já não dá para disfarçar a barriguinha. Deveria haver alguma confusão, mexeriquice e mesmo más-línguas, entre a comunidade. José violou os costumes, ao receber Maria de imediato (Mateus 1:24). Esta situação não seria bem vista pela sociedade que, certamente, não se esqueceria da criança cujos pais romperam com os costumes. Por outro lado, quando alguém puxava o assunto de Jesus ter nascido de uma virgem, os comentários mais certos seriam algo do género: “Filho de virgem? Pois pois”.

A imagem de Jesus tinha sido “manchada” logo no seu nascimento. Este facto, certamente, constituiria sério obstáculo ao seu ministério e àquilo que ele dizia ser. A não ser que aquilo que ele fez na Terra tivesse sido, de facto, glorioso e não tivesse deixado dúvidas da pessoa que Jesus dizia ser.

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23 comentários so far
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Bom durante a guerra civil americana uma jovem disse que tinha ficado grávida por ser atingida por uma bala que previamente tinha castrado um soldado.
Concluiu-se que não foi a bala mas um soldado vivo e nao castrado.

Será que em lugar do espirito santo não foi alguém que a Maria não queria que o Zé soubesse ?

E numa questão de crença quanto mais complexo e esquisito melhor …

Comentar por Joaquim Coelho

Ou então, já ia grávida de origem. José quando se apercebeu, começou a bater mal, nem dormia de noite, suores frios, pesadelos.

Voilá. Foi um anjo, tem de ser. “Oh pessoal, foi um anjo. Ela era pura na mesma”. “Ah foi um anjo? Ok então, tudo bem”.

A história pegou, JC cresceu educado como sendo fruto de uma imaculada concepção, deram-se-lhe as ideias esperadas resultantes desta educação, pimba, temos profeta.

Comentar por Ska

Não foi só há 2000 anos que havia gente para crer em tudo.

Para o lado dos evangélicos mais acirrados há quem acredite em tudo.

Delirante:
Ex-travesti, ex-presidiário, ex-bruxo, ex-seropositivo agora profeta casado com uma mulher que não tinha utero e com dois filhos. Eureka milagre 🙂

Vejam os restantes profetas entre eles um ex-morto 🙂 🙂

http://garotasquedizemni.ig.com.br/archives/002175.php

Comentar por Joaquim Coelho

Joaquim

O cara só não é ex – FDP.

Comentar por kibom33

Não acreditar numa crença é diferente de a ridicularizar. Ao menos alguns ateus tentam argumentar que a encarnação de Cristo pode ter sido um evento natural, aí constrói-se debate e gera-se conhecimento, mas quando se faz chacota de uma crença simplesmente porque não acreditamos nela, somos orgulhosos e arrogantes, defeitos que são altamente danosos quando nos propomos a conhecer seja o que for.

Comentar por Natenine

Ska,

“Ou então, já ia grávida de origem. José quando se apercebeu, começou a bater mal, nem dormia de noite, suores frios, pesadelos.

Voilá. Foi um anjo, tem de ser. “Oh pessoal, foi um anjo. Ela era pura na mesma”. “Ah foi um anjo? Ok então, tudo bem”.

A história pegou, JC cresceu educado como sendo fruto de uma imaculada concepção, deram-se-lhe as ideias esperadas resultantes desta educação, pimba, temos profeta.”

Com justificação tão boa, creio que deverias publicar a tua tese sobre este assunto.

Comentar por alogicadosabino

Natenine

Se não sabes o que é humor, azar o teu.

Ridicularizar é uma forma de humor, basta veres o contra-informação.

As religiões e aquilo em que os religiosos crêm não está forma do ambito do humor e gozo, como nada está.

Eu sou alentejano e adora anedotas sobre alentejanos.

E de uma vez por todas eu não tenho de respeitar a crença de outras pessoas.

O que tenho de respeitar é o facto de as pessoas terem essa crença. Assim não devo gozar como o facto do Sabino acreditar que Maria era virgem, mas posso gozar com o facto de maria ser virgem.

Percebes a diferença ?

Eu respeito as pessoas e o facto de terem crenças ou fé.
Não respeito as crenças e a fé.
Não tem nada de arrogante ou orgulho.

Comentar por Joaquim Coelho

Houston Stewart Chamberlain, que era filho de um general inglês e genro de Richard Wagner, em seu livro: “Os fundamentos do século XIX”, diz ter feito descoberta sensacional de que o pai de Jesus era ariano. Chegou a apresentar provas, baseando-se em fontes históricas, originárias do primeiro século de nossa era e foram contadas e difundidas por inimigos de Cristo, judeus e pagãos. O texto dizia o seguinte: “Mirian foi repudiada pelo marido, carpinteiro de profissão, por ter se convencido de que ela cometera adultério. Deu à luz um filho cujo pai se chamava Pantera. No Talmude, o livro religioso mais importante pós-bíblico mencionam-se os nomes “Ben-Pantera”, e “Jesus Ben-Pantera”. No Talmude babilônico fala-se de “amante Pandera”. Mais adiante lê-se: Em Pumbedita dizia-se “ s`tath da “, isto é, infiel ao marido (Sabbat 104-B; Sanhedrin 67-A).
Pantera seria um estrangeiro legionário romano ou grego. Como surgiram essas informações? Os cristãos referiam-se a Jesus como filho da virgem. Os judeus ativeram-se a este oportuno ponto de apoio, apoderando-se, mais que depressa deste mistério para difamá-lo. Por escárnio os judeus chamavam o “filho da virgem”, “bem há Pantera”, isto é, filho de uma pantera.
O autor transcreve ainda, uma carta que achei melhor copiá-la na íntegra, evitando assim qualquer interpretação de cunho pessoal:

Numa carta de Herodes a Cláudio (Tibério), dizia: “Perguntas se agora alguém se identifica com o Messias. Não encontrei ninguém ultimamente que o fizesse. O último que me lembro foi um homem chamado Joshua bar Joseph, natural da Galiléia.
Quando, sob o reinado do meu tio Antipas, eu era magistrado em Tiberíades, possuía ele, entre pessoas incultas um número considerável de seguidores. Costumava pregar na margem do lago a grandes multidões. Era um homem de aparência impressionante, e, embora seu pai tivesse sido mero artesão, dava-se como descendente de David. Disseram-se que havia um escândalo ligado ao seu nascimento. Contava-se que um tal Pantera, um soldado grego da guarda do meu avô, seduzira sua mãe, que trabalhava em tapeçaria no Templo. Esse Joshua fora um menino prodígio, o que é, aliás, um fenômeno comum entre os judeus. Costumava ele pensar muito em religião. E, havia talvez fundamento na sua origem grega, pois ele achou o judaísmo um credo muito fastidioso, coisa que nenhum verdadeiro judeu faz, e começou a criticá-lo como inadequado para atender às necessidades humanas. Tentou, de um modo ingênuo, fazer o que, desde então, Filo tem feito tão esmeradamente: conciliar a literatura revelada judaica com a filosofia grega. Isso me faz lembrar o que na arte poética Horácio escreveu a respeito de um pintor que, representando a figura de uma mulher, fez com que seus membros inferiores terminassem na cauda de um peixe. Bem, Joshua ben Joseph ou ben Pantera possuía essa tendência para a filosofia grega. Travou conhecimento com um pescador chamado Tiago dado a coisas literárias e que assistia preleções na Universidade Epicureana de Gádara… o fim da estória foi que o então Governador da Judéia e Samaria, Pôncio Pilatos, prendeu-o por originar desordens públicas e entregou-o à Corte Religiosa de Jerusalém, onde foi condenado à morte por blasfêmia. Morreu no mesmo ano em que a Deusa Lívia, e seus discípulos o abandonaram. Muita gente diz que se viu a sua alma depois de ter morrido, subir ao céu, tal qual a de Augusto e Drusila. Proponho, porém, terminar com essa sandice de uma vez por todas. Há três dias, apenas, prendi e mandei executar Tiago que parece ser o principal cérebro do movimento”. (Cláudio o Deus, e Messalina – Robert Graves – fls. 320/322).

Um abraço.

Comentar por ivancarlos

Eu respeito as pessoas e o facto de terem crenças ou fé.

Eu respeito as pessoas, não respeito o facto de terem crenças ou fé :p

Sabino, continuas com as esquivadelas. Dei-te um cenário alternativo àquele em que acreditas, baseado nos conhecimentos que tenho.

Alguma coisa que eu disse é impossível de ter acontecido?

Comentar por Ska

lol, agora só falta dizeres em que é que te baseias para propor esse cenário. Se for só mandar chalaças, qualquer parvoíce pode ser dita.

Comentar por alogicadosabino

lol, agora só falta dizeres em que é que te baseias para propor esse cenário. Se for só mandar chalaças, qualquer parvoíce pode ser dita

Qualquer parvoíce desde que não assuma nem se baseie em permissas erradas. As parvoíces que eu disse são hipóteses que podem ter acontecido. Perfeitamente. Explica lá o que é que eu disse que é impossível

Comentar por Ska

Se propoes teorias da conspiração tens de indicar onde te baseias para as propores. Não basta dizer que um caldeirão de chocolate liquido caiu numa seara de trigo e pummm, fez-se o chocapic.

Comentar por alogicadosabino

“A imagem de Jesus tinha sido “manchada” logo no seu nascimento. Este facto, certamente, constituiria sério obstáculo ao seu ministério e àquilo que ele dizia ser. A não ser que aquilo que ele fez na Terra tivesse sido, de facto, glorioso e não tivesse deixado dúvidas da pessoa que Jesus dizia ser.”

Foi o que tu disseste. Dei uma interpretação alternativa. Logo no primeiro comment que fiz. Baseei-me no que tu disseste de dei uma hipótese diferente

Comentar por Ska

Então explica lá como é que Cristo teve seguidores ao longo da sua vida e como teve teve seguidores após a sua morte, que deram a sua vida para o seguir, se a história Jesus era uma fachada logo desde o nascimento…?

Comentar por alogicadosabino

Lembras-te do meu comment sobre os serôdios?

Por um “profeta” que pegue e que ganhe seguidores, há milhares que são desmascarados. Um que não seja desmascarado arrisca-se a pegar. O gajo da cientologia (não me lembro do nome dele, lamento) também tem já uma porrada de seguidores. E não deram a vida por ele, mas há quem já tenha dado a carreira. E a fortuna.

E quanto a dar a vida por ele… acho que basta veres um telejornal para aparecer logo uma ou duas histórias de bombistas suicidas. É por eles darem a vida por alá (ou por um rinoceronte alado, é-me completamente indiferente) que isso passa a ser a entidade suprema?

Comentar por Ska

Mas no tempo de Jesus, os profetas só “pegavam” se não estivessem a dizer balelas. O contexto histórico onde apareceu Jesus e o cristianismo não era favorável aos mesmos. Ninguém iria querer dar a sua vida se tudo aquilo que os apostolos diziam era balela. Às pessoas bastava confirmarem os milagres que os apostolos contavam (tipo a ressurreição de Lázaro, ou o terramoto aquando da crucificação de Jesus, etc)… no caso de Jesus, bastava até mandar exumar o corpo para provar que Jesus estava morto. Mas isso não aconteceu!

Tu dizes que mesmo hoje há pessoas a darem a vida pelas suas crenças. É verdade. Mas há uma diferença. Em última análise, nós hoje so podemos acreditar nas coisas pela fé. Os apostolos não se moviam pela fé… ou Jesus tinha ressuscitado e eles tinham-no visto, ou Jesus não tinha ressuscitado e eles não o tinham visto e, como tal, não iam deixar todos os bens e família para irem pregar sobre a ressurreição que eles não viram.

Comentar por alogicadosabino

ivancarlos:

Não acha que isso demonstara demansiada estupidez junta?
Verá:
Como justifica que uma criança nascida de tal forma criasse a necessidade de uma matança, só para ver se se livraram dele?
Como sabe, foram dizimadas centenas de crianças (facto historicamente relatado), com vista a apanhar também Jesus.

Comentar por Zeca Portuga

Zeca Portuga

Crianças dizimadas não é um fato histórico, é uma passagem bíblica, que não possui comprovação nenhuma.
Se o fato for verídico, Belém deveria possuir no maximo 300 habitantes o que nos remete algo em torno de 10 crianças no maxímo até 2 anos de idade, o que seria trágico, mas não de proporções épicas.

Comentar por kibom33

Belém deveria possuir 300 pessoas no máximo? Onde é que te baseaste para dizer isso?

Comentar por alogicadosabino

O livros de Neemias 7,8, nos dá uma idéia desse número, além de outros estudos efetuados em relação aos habitantes da época o qual vou procurar pela fonte e posto aqui.
E você procure fazer o contrario para contradizer.

Comentar por kibom33

Sim, há referencias a tal facto. Só não lhe posso dar fontes, porque não estou em casa. E, mais, não se esqueça que Jesus nasceu em Belém, mas a Sagrada Familia vinha de Nazaré.
A saída pra o Egipto era uma humilhação pra este povo, mas, por essa epoca houve muita gente a migrar (quando puder forneço-lhe fontes!)

Comentar por Zeca Portuga

Kibom33,

tens de ser mais específico. Lançar 2 capítulos inteiros para o ar é muito fácil para ti e difícil para quem quer descobrir onde te baseias para dizer isso. Onde é que em Neemias capítulos 7 e 8 é dito que Belém teria apenas 300 habitantes, 400 anos depois deste livro ter sido escrito?

Comentar por alogicadosabino

Caro Sabino,
sabe porque tantos tolos estão duvidando da Verdadeira Fé? Porque ela está tomada pelo Espírito de Divisão e Mentira. Como você, caro irmão,e tantos outros podem pregar a Palavra de Cristo e ao mesmo tempo negá-la? Pois Cristo disse ao apostolo: Tu és Pedro e sobre essa Pedra edificarei a MINHA IGREJA. Ela é uma só e é administrada pelo sucessor de Pedro: O PAPA.
QUEM NÃO OBEDECE O PAPA NÃO É CRISTÃO COMPLETO, FALA PALAVRAS PURAMENTE HUMANAS E O CRESCIMENTO DO ATEÍSMO, RELATIVISMO E DEVASSIDÃO DESDE O SÉCULO XVI É CULPA DE VOCÊS.
Pense em Nossa Senhora que apareceu em Fátima, você acredita mesmo que Deus nos deixaria apenas a Bíblia? E a sucessão apostólica? Estude essas coisas e tu veras que essa confusão atual só será destruída quando todos os cristãos obedecerem o Papa denovo.

Comentar por Rodrigo César Nunes Pino




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