No princípio criou Deus os céus e a Terra


Cristianismo – A fé impossível (Parte 13)
Outubro 24, 2008, 1:15 pm
Filed under: Convicções / Fé

Ver Parte 12

________________________________________________________________________

Como não começar uma religião no mundo antigo:

FACTOR 12 – UM PROFETA SEM HONRA?

Então Jesus lhes dizia: Um profeta não fica sem honra senão na sua terra, entre os seus parentes, e na sua própria casa.” (Marcos 6:4)

A zombaria antes da execução de Jesus não era (apenas) uma forma de as pessoas se divertirem, mas um insulto calculado à honra de Jesus e à sua alegação de ser o Rei dos judeus. Todos estes desafios lançados a Jesus…

Ex: “Tu que destróis o santuário e em três dias o reedificas, salva-te a ti mesmo; se és Filho de Deus, desce da cruz.” (Mateus 27:40)

…eram uma forma de desafiar e negar a sua honra e a veracidade das suas palavras. De acordo com o pensamento de uma sociedade baseada na honra e desonra, Jesus deveria ter aceite o desafio e mostrar que era um profeta ou um rei. Por outro lado, o facto de Jesus ter sido enterrado no túmulo de José de Arimatéia – e não em um túmulo pertencente à sua própria família – era, por si só, desonroso.

Se alguém nos contasse que o filho de Deus passou por todos estes vexames, teríamos dificuldade em atribuir-lhe o título de “filho de Deus”. A não ser, claro, que ele tenha provado, através do seu testemunho e acções, realmente ser o filho de Deus.
____________________________________________________________________

Ver Parte 14

Anúncios

19 comentários so far
Deixe um comentário

A pergunta é muito pertinente: UM PROFETA SEM HONRA? Eu diria que o seu comportamento, em alguns aspectos, foi no mínimo reprovável.

Aconselhava a vagabundagem: Mt 6,25-26.
Andava como mendigo: Lc 9,3; Mt 10,9-10.
Não foi caridoso, em alguns momentos: Mt 15,22-24 e 26; Mc 7,27 e 8,21; Lc 9,61-62.
Muita mulher na sua história, para quem pregava celibato: Mt 26,7 e 27,55; Mc 14,3; Jo 12,3.
Na sua terra, ele mesmo disse que não teria honra, e isto se comprova: Mt 13,54-56.
Pregava dissensão familiar: Lc 14,26 e 12,51-53; Mt 10,34-37.
Escandalizava seus próprios discípulos:Jo 6,60 e 66.
Exploração de mulheres: Lc 8,1-3.
Expulso de onde andava: Lc 4,29; Jo 10,31; em Gádara, cidade de povo não judeu, “rogaram-lhe (?) que se retirasse dos seus termos.
Fora de si ou descontrolado: Jo 10,20; Mc 3,21.
Furtava com seus discípulos: Mt 12,1; Mc 3,23; Lc 6,1.
Família não cria nele: Lc 8,21; Jo 7,5.
Fugia nas horas do aperto: Jo 10,39 e 12,36; Lc 4,29-30; Mt 4,12 e 14,3.
Irmãos zombavam dele: Jo 7,1-3.
Irritadiço e mal humorado: Jo 2,4; Mt 12,47-48 e 21,12; Lc 19,45; Jo 6,70; Mt 21,18-19.
Mentiria? Jo 7,1-10.

Em conclusão: seus seguidores ou discípulos nunca pensaram que Jesus viesse se transformar em “santo” muito menos em Deus, como dele fizeram os católicos.
O próprio Paulo, verdadeiro fundador da doutrina referente a Jesus, não diz tê-lo visto ressuscitado, vivo, porém como a um “abortivo”, isto é, um ser disforme (1Cor 15,8).
Na vulgata: “Novissime autem omnium, tamquam abortivo, visus est et mihi”.
Com base exclusiva no que consta dos evangelhos, fica no ar a especulação do seu nascimento e do respectivo registro nos arquivos do templo.

Comentar por Ivan Carlos

Bolas, ainda faltam mais 6 posts, e se metes os novos apendices 8.
Assim não tem piada 🙂

Comentar por Joaquim Coelho

Sabino aproveita o final de semana e resolve essa parada.:D

Comentar por kibom33

😀 e não.:D

Comentar por Kibom33

Alguém pode me informar a respeito do Pr. José? Não é saudade é curiosidade mesmo, apareceu aqui dando porrada em nós “pecadores”, e sumiu. 😉

Descontrair um pouco, porque a matéria nem vou comentar.

Comentar por Kibom33

Uma resposta mais simples para a implantação do cristianismo:

Para o historiador Paul Veyne, o “inventor” do cristianismo viveu 300 anos depois de Cristo.
Um dos principais especialistas em Roma Antiga, ele defende em seu novo livro (”Quand Notre Monde Est Devenu Chrétien”, Quando Nosso Mundo Se Tornou Cristão, 322 págs., 18 euros, R$ 50) que o imperador romano Constantino é o verdadeiro responsável pela cristianização do mundo, no século 4ø.
Sem ele, o cristianismo “não poderia ser nada além de uma seita de vanguarda”.
Esse papel do imperador romano, que teria marcado o destino da Europa quase como um capricho pessoal, amplia as já polêmicas discussões sobre o estabelecimento do cristianismo como religião dominante no mundo europeu.
Veyne, 76, que é professor emérito do Collège de France, defende que o cristianismo se estabeleceu apenas por razões históricas e que não é possível falar na existência de “raízes cristãs” européias. “O cristianismo só se impôs quando incorporou um pouco do paganismo”, disse em entrevista exclusiva à Folha.
O autor usa analogias polêmicas com o mundo contemporâneo, ao comparar a ambição histórica de Constantino com as de Lênin e Trótski.
No conturbado mundo pós-11 de Setembro, o historiador relativiza o papel dos EUA: “[George W.] Bush é um bufão momentâneo, e a era Bush é apenas um incidente momentâneo, um episódio como o macarthismo”.

FOLHA – Em seu último livro, o sr. defende a importância de Constantino como o real introdutor do cristianismo. O desenvolvimento da religião era inevitável ou Constantino teve papel fundamental? Ele é o “inventor” do cristianismo?
PAUL VEYNE – Sim, Constantino é o inventor ou, acima de tudo, o “estopim” desse processo. Ele colocou em movimento essa organização, essa formidável máquina de enquadramento, esse “partido único” hierarquizado que é a igreja.
Nunca devemos esquecer que o cristianismo é a única religião do mundo que é, ao mesmo tempo, uma igreja e uma organização. Não havia papas nem bispos no paganismo.
Constantino se converteu por fé sincera mas também porque o cristianismo era espiritualmente e filosoficamente bem superior ao conto de fadas ingênuo que era o paganismo. O cristianismo, pela sua superioridade, era aos seus olhos a única religião digna do trono assim como o fato de qoe o imperador devia habitar o palácio mais belo.
Constantino, homem de fé sincero, viu sobretudo um papel imenso a desempenhar na história universal.
Ele faria a felicidade eterna da humanidade ao favorecer a verdadeira religião, enviar seus povos ao paraíso.
Ele teria um papel gigantesco na história da humanidade. Um pouco como Lênin ou Trótski, que em 1917 disseram que fariam a felicidade material da humanidade estabelecendo o comunismo, o “paraíso soviético”.
Mas o papel de Constantino nunca foi o de converter pela força os pagãos, que compunham 90% da população do império. Isso seria irrealizável. Ele não forçou ninguém; não há mártires pagãos.
Fez apenas duas coisas. Primeiro, decidiu que o cristianismo era a religião “pessoal” do imperador, “sua” religião pessoal. O império e suas instituições continuavam pagãos, ainda que os ambiciosos tenham se convertido para agradar o imperador.
Segundo, ele favoreceu, sustentou e financiou a igreja.
Então essa organização formidável, essa máquina que era a igreja, se pôs em marcha e se impôs como novo hábito, como novo conformismo.
O bispo se tornou o grande personagem em todos os lugares, a grande autoridade moral. Isso impressionava as pessoas comuns. Outro exemplo: enquanto um proprietário de terras rico se convertia por ambição, todos os camponeses e subordinados se convertiam também, por docilidade em relação ao mestre.
Constantino teve um papel fundamental, desencadeando e sustentando essa formidável organização que é a igreja.

FOLHA – A Europa tem “raízes cristãs” ou o cristianismo se desenvolveu no continente por razões históricas?
VEYNE – O cristianismo se desenvolveu apenas por razões históricas, porque

Constantino colocou a igreja no poder.
Sem sua ajuda, o cristianismo não poderia ter se imposto, não poderia ter se enraizado.
Era uma religião muito erudita e exigente, que não poderia ser nada além de uma seita de vanguarda, só para os particularmente crentes.
De fato, o paganismo não era exigente, não obrigava as pessoas a respeitarem a moral, a ir à missa, a acreditar em dogmas. O paganismo não exigia nada e prometia bastante: boas colheitas, cura de doenças, viagens sem naufrágios.
Enquanto o cristianismo primitivo não prometia nada (as pessoas se limitavam a obedecer a Deus) e exigia muito de seus fiéis. Era pesado demais.
O cristianismo pôde se tornar a religião corrente de toda a população romana apenas quando deixou de ser muito exigente, quando tolerou que existissem pecadores e, sobretudo, quando passou a prometer a felicidade, como prometia o paganismo.
Foi a partir do ano 400 que os cristãos passaram a pedir a Deus (e aos santos) a cura, viagens a salvo etc.
E que eles passaram a oferecer ex-votos, como ofereciam os pagãos. E as pessoas passaram a pedir a Deus e aos santos boas colheitas, como faziam os pagãos.

O cristianismo só se impôs quando incorporou um pouco do paganismo.

Entrevista de PAUL VEYNE à FOLHA.

Comentar por Joaquim Coelho

Parabéns! Joaquim pela matéria (mesmo porque isso não é um comentário e sim uma matéria).

Mostra que o cristianismo é a fuga de antigos mitos, criando um novo sobre o mesmo pilar, que em nada difere na busca de um líder que o ser humano carece, para justificar o sentimento de impotência diante das adversidades.

Como sempre seus comentários, dotados de conhecimento e sabedoria.

Comentar por Kibom33

Pergunto-me se leste o texto todo? “Constantino se converteu por fé sincera mas também porque o cristianismo era espiritualmente e filosoficamente bem superior ao conto de fadas ingênuo que era o paganismo. O cristianismo, pela sua superioridade, era aos seus olhos a única religião digna do trono assim como o fato de qoe o imperador devia habitar o palácio mais belo.
Constantino, homem de fé sincero, viu sobretudo um papel imenso a desempenhar na história universal.”

Ficam perguntas: Por que é que o cristianismo era espiritualmente superior ao “conto de fadas ingénuo” das religiões pagãs? Por que é que o cristianismo era a única religião digna?

E ainda não respondeste ao que te tenho vindo a perguntar desde o inicio desta série de posts: por que o Constantino se converteu, de fé sincera, ao cristianismo? Eu não quero saber o que ele fez depois de se converter… quero saber o que o levou a converter-se…!? Eu quero saber o que levou Constantino a achar que o Cristianismo era a única religião que deveria ser “colocada no pedestal”.

E vê-se que muitas das coisas que esse professor diz não são substanciadas… “e, sobretudo, quando passou a prometer a felicidade, como prometia o paganismo.”… que ridículo… Jesus passou o ministério todo a falar da felicidade e desespero da eternidade…

Também ainda não disseste por que razão os cristãos antes de Constantino, nos tempos em que eram perseguidos, arriscavam a sua vida pela crença na ressurreição de Cristo? Tentas sempre levar a coisa para a frente, ignorando as raízes do problema.

Quanto às acusações de paganismo… vocês sabem, porventura, quais os critérios adoptados pelos historiadores para concluirem que uma religião ou doutrina religiosa é emprestada de outra? Baseiam-se em que factos históricos para dizer que o cristianismo é a fusão de vários mitos pagãos? Ou limitam-se a copiar aquilo que vêem escrito em sites ateus?

Depois os religiosos é que são dogmáticos… vocês aceitam tudo que seja anti-cristão sem questionar, em qualquer matéria… e depois nós é que somos os dogmáticos que não questionam nada… brutal

Confronting the Copycat Thesis

Comentar por alogicadosabino

Eh eh eh sem comentários

O mesmo autor é bom e mau eh eh eh eh

Comentar por Joaquim Coelho

E ainda não respondeste ao que te tenho vindo a perguntar desde o inicio desta série de posts: por que o Constantino se converteu, de fé sincera, ao cristianismo?
Que eu lesse ainda não tinhas preguntado. mas aqui fica a resposta: devido a um sonho.
Grande razão 🙂
Foi ali perto que Deus apareceu em sonhos a Constantino dizendo-lhe que, com este “signo”, venceria a batalha contra Maxêncio. O “signo” era o Chi Rho do Χριστός grego e é pouco provável que tenha sido mesmo usado naquela batalha, embora existam provas arqueológicas de que, mais tarde, os soldados de Constantino o tinham gravado nos escudos e nos capacetes.

O Imperador romano de nome Constantino mudou o curso da história da Europa para sempre, e porquê?
Porque, no dia anterior à batalha de Ponte de Mílcia, no ano de 312, teve um sonho premonitório, que contou aos seus conterrâneos antes da batalha.
Sonhou com um feixe luminoso em forma de Cruz que passava através das nuvens e que nos céus estava escrito:

“in hoc signo vinces”
– com este sinal vencerás –

E realmente venceu a batalha!
É a partir desta vitória que se instituiria o Cristianismo como o Culto do Estado, os cristãos deixaram de ser perseguidos e já não eram mais vistos como uma seita.
E se Constantino não tivesse tido um sonho?????

. De acordo com Lactâncio, Constantino sonhou com este emblema e uma voz dizendo “Neste sinal conquistarás” (In hoc signo vinces). Ao acordar ordenou aos seus soldados que pusessem o emblema nos seus escudos; nesse mesmo dia lutaram contra as tropas de Magêncio e ganharam a Batalha da Ponte Mílvia (312), fora de Roma.

Hoje sonhei que os deuses desapareceram, a partir de agora somos todos ateus.
Daqui a 1000 anos um descendente do Sabino escreve um post: 20 razões para não existir um deus. E um descendente meu comenta: o meu tetratetratetra avo sonhou e aconteceu 🙂 🙂 🙂

Comentar por Joaquim Coelho

Hum…

Como não vem na bíblia não me posso colocar na posição de 100% crente nessa visão ou sonho : ) Cita a fonte, por favor.

Mas a acreditar que Constantino teve um sonho assim… por que razão teve esse sonho e não outro?

É uma questão interessante… repara… se ele teve mesmo esse sonho, que lhe dizia que com aquele sinal ele seria vencedor… e lá venceu… por que razão ele teria que achar aquilo uma coincidência e não se converter ao cristianismo? Isto faz-me lembrar um céptico qualquer que dizia que o testemunho dos apóstolos não era credível, pois eles não eram neutros. Pudera… se tinham visto Jesus ressuscitado como é que iriam ficar neutros, em vez de acreditar na ressurreição.

Pela descrição do relato não me parece algo que Deus não pudesse fazer, tendo em conta a forma como actuou com o povo de Israel.

(Não te esqueças que ainda te falta dares uma razão que justifique o facto de os cristaos antes de constantino estarem dispostos a dar a sua vida pelo cristianismo)

Comentar por alogicadosabino

No entanto sobre Constantino, apesar de aceitar o cristianismo a relatos que o mesmo continuou a ser o sumo-sacerdote do templo do “Sol Invictus”, se verdade evidencia que utilizou o cristianismo para fins políticos.

Comentar por Kibom33

Como não vem na bíblia não me posso colocar na posição de 100% crente nessa visão ou sonho : ) Cita a fonte, por favor.

Fontes: O historiador romano Lactâncio
Livros e sites de história, como http://educaterra.terra.com.br/voltaire/antiga/2002/12/16/001.htm
http://www.roman-emperors.org/conniei.htm
Pacheco Pereira no abrupto
Wikipédia validada pelos sites acima

Mas a acreditar que Constantino teve um sonho assim… por que razão teve esse sonho e não outro?
Pela mesma razão que eu ontem sonhei como uma boazona 🙂 : o mecanismo do sonho.

É uma questão interessante… repara… se ele teve mesmo esse sonho, que lhe dizia que com aquele sinal ele seria vencedor… e lá venceu… por que razão ele teria que achar aquilo uma coincidência e não se converter ao cristianismo?
Não tinha e converteu-se.
Mas lógica é que não tinha. Ele tinha 50% de hipóteses de acertar.
Tal como os augures que previam os resultados da batalha lendo o voo das águias.
E se o augure acertar ? Deve continuar a acreditar nisso ?
Eu por mim , prefiro as aves e gosto muito de águias, por isso antes augures que deus 🙂

(Não te esqueças que ainda te falta dares uma razão que justifique o facto de os cristaos antes de constantino estarem dispostos a dar a sua vida pelo cristianismo)

Pela mesma razão que extremistas islâmicos se suicidam tornando-se bomas.
Pela mesma razão que testemunhas de Jeová se recusam a transfusões, morrendo.
Pela mesma razão que cristãos se crucificam nas filipinas, correndo o risco de morrer
Pela mesma razão que extremistas evangélicos nos USA se recusam a tomar medicamentos , e no seu lugar rezam, morrendo em diversos casos.
Pela mesma razão que pessoas se imolam como forma de protesto
Pela mesma razão que um jovem de 26 ambientalista se atirou ao Tejo revolto no “el salto do gitano” para salvar uma cria de águia que tinha caído á água e morrendo os dois.

Ou seja: extremismo e inconsciência.

Comentar por Joaquim Coelho

Bom sabino agora és tu que me está a bloquear os comentários 🙂

A resposta deve estar para aí no spam e repetida, vê lá se consegues desbloquear (só um, não é preciso repetir :-))

Comentar por Joaquim Coelho

“Pela mesma razão que eu ontem sonhei como uma boazona 🙂 : o mecanismo do sonho.”

Eu estava a perguntar por que foi ele logo sonhar com… o Cristianismo… e não sonhou, por exemplo,… olha, com o mitraísmo… já que era a religião mais difundida no imperio romano.

“extremismo e inocencia”

Joaquim, a tua resposta ignora todos os factores que tenho vindo a enumerar. Concordarás que respostas como essa é o mesmo que dizer: “porque sim” ou “é assim porque há malucos ou burros para tudo”. Se começarmos a utilizar este tipo de respostas, então, o nível dos debates vai, com certeza, diminuir.

Comentar por alogicadosabino

Sabino

Não há outra explicação racional.

Fizeram os cristãos e membros de quase todas as outras religiões.

Comentar por Joaquim Coelho

“Se começarmos a utilizar este tipo de respostas, então, o nível dos debates vai, com certeza, diminuir.”

Mas a verdade é que é um argumento válido. Se o nível dos debates diminui é porque não é fácil refutares isto. A verdade é mesmo essa. Há malucos para tudo. Há quem lhes dê para sonhar com tudo e mais alguma coisa.

Há quem tenha sonhos a dizer “Vais vencer a batalha”. E alvorada, tudo para a batalha. E perdem e são dizimados (99% das vezes). Ninguém fala mais deles. Os 1% que calha de ganharem (porque moralizaram as tropas com a ideia de intervenção divina, porque o inimigo não esperava uma iniciativa “suicida”, porque os soldados estavam fartos da guerra e deram tudo por tudo numa investida louca) ficam para a história, e é deles que se fala, porque todos os casos conhecidos de sonhos com deus a chamar para batalha deram em vitória. Pudera, dos outros ninguém fala mais, porque não sobreviveram para contar a história.

Chama-se probabilidade.

Se pensares “falar do demónio faz com que me aconteça algo de mal” o dia inteiro, quando te acontecer alguma coisa (arranhar o pé a cortar uma unha, o jesualdo não ser despedido do porto, seres atropelado, aumentarem os impostos), claro que a culpa vai ser de teres falado do diabo. E não do teu corta unhas velho e ferrugento. Nem de todas as outras vezes em que não te aconteceu nada de mal.

Comentar por Ska

Fico feliz por saber que posso usar o argumento “há malucos para tudo”, quando estiver a debater contigo, Ska.

Comentar por alogicadosabino

O teu papel primeiro é rebatê-lo. Esse argumento é do Joaquim, em resposta ao facto dos cristãos darem a vida e se sacrificarem

Comentar por Ska




Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s



%d bloggers like this: