No princípio criou Deus os céus e a Terra


Naturalismo – a muleta da ciência das origens (Parte 6)
Maio 24, 2008, 1:46 am
Filed under: Evolução/Big-Bang

Ver PARTE 1, PARTE 2, PARTE 3, PARTE 4 e PARTE 5. [O destacado é meu]
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A UNILATERALIDADE IDEOLÓGICA DO NATURALISMO

Como se vê, todo o edifício aparentemente sólido da ciência evolucionista mais não é do que um resultado circular e tautológico da adesão a uma mundividência naturalista que, a priori, de forma unilateral e ideológica, determina os objectos, os métodos e até os resultados “cientificamente correctos”, antes mesmo de o trabalho científico iniciar. Na verdade, este quase que poderia ser considerado supérfluo, na medida em que só pode servir para validar as premissas naturalistas aceites à partida e nunca para as pôr em causa.

A teoria da evolução é essencialmente ideologia e, à partida, uma ideologia anti-teísta. A mesma é um elemento essencial de uma particular visão do Universo, em que Deus é colocado de fora por uma determinação humana. A evolução não apenas é indissociável de premissas naturalistas, como é estabelecida por elas à margem de qualquer investigação científica, juntamente com os seus corolários da antiguidade da Terra e do Universo.

Aquilo que muitos pensam ser o resultado da investigação científica é, no fundo, um conjunto articulado e consistente de axiomas, princípios e corolários naturalistas, auto-subsistentes, que são utilizados como grelha de observação, análise e interpretação do mundo material. É tudo uma questão de “óculos” mundividenciais. Os factos não falam por si, eles são interpretados de acordo com pressuposições a que previamente se aderiu de forma fideísta. As rochas, os fósseis, os isótopos, as mutações, a selecção natural são incapazes de dizer o que quer que seja, carecendo de interpretação. Esta realidade tem importantes implicações epistemológicas e metodológicas, entre as quais destacamos:

Em primeiro lugar, todo o conhecimento científico é fortemente condicionado por pressupostos mundividenciais, mais ou menos conscientemente interiorizados, particularmente quando trata das origens não observadas do Universo, da Vida e do Homem. A teoria da evolução é essencialmente mundividência e não ciência. Ensinar a evolução é, acima de tudo, ensinar uma mundividência.

Em segundo lugar, a menos que se abandonem as premissas naturalistas, não é possível refutar a teoria da evolução cósmica e biológica aleatória e o seu corolário obrigatório da antiguidade da Terra e do Universo.

Em terceiro lugar, se alguém quiser discernir a obra de Deus na natureza tem forçosamente que aceitar, a priori, a possibilidade da existência de Deus e da sua obra na natureza, rejeitando as constrições epistemológicas e metodológicas do naturalismo.

Em quarto lugar, qualquer crente em Deus que queira realmente conhecer respostas mais concretas sobre a origem, a natureza, o sentido e o destino do Universo, da Vida e do Homem, não tem outra alternativa se não aceitar, pela fé, a autoridade última da Sua Palavra e deixar-se conduzir por ela na análise e interpretação dos dados empíricos.

É por isso que a Bíblia afirma que o reconhecimento de Deus é o princípio de toda a ciência. Na Bíblia a existência de Deus nunca é demonstrada. A mesma é considerada um dado axiomático. No Génesis diz-se, de forma categórica: “no princípio, Deus criou os céus e a Terra”. Não existe qualquer maneira de demonstrar a verdade ou a falsidade desta afirmação através da observação e da experimentação científica. Todavia, o Universo pode ser interpretado a partir dessa afirmação ou contra ela. Não existe outra alternativa, ou uma maneira neutral e objectiva de conhecer o mundo. Para a Bíblia, a verdadeira ciência só pode começar e acabar no LOGOS divino, Jesus Cristo, o Alfa e o Ómega. Jesus disse: “Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele e ele comigo”. Creio firmemente que estas palavras se aplicam também à nossa visão do Universo.

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6 comentários so far
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O Jónatas é excelente. Tomara que o seu exemplo faça mais académicos se isurgirem contra a ditadura darwinista. Precisamos de um 25 de Abril na Biologia.

Comentar por Mats

“Em segundo lugar, a menos que se abandonem as premissas naturalistas, não é possível refutar a teoria da evolução cósmica e biológica aleatória e o seu corolário obrigatório da antiguidade da Terra e do Universo”

Com tempo e evolução ainda lá chegas 🙂
Esta é a maior verdade que disseste neste blog.

Matts, o Jonatas sabe tanto de Biologia como eu de suinicultura. Coitados dos alunos dele de direito se no bar durante os intervalos lhe deram tanga para ele palavrar sobre criaccionismo.

O Jonatas é um “alienado” religioso.
O que vale é que diz tanta parvoice que já ninguém faz caso dele. Para além dos evagélicos, claro, onde é um heróis de Deus.

Comentar por Joaquim Coelho

joaquim
O dawkins também não sabe patavina do cristianismo, mas vocês acreditam tudo o que ele vos diz. O próprio Darwin não tinha nenhum doutoramento em Biologia, mas vocês todos cairam no seu conto do vigário.

Parece que o Jónatas atingiu um nervo sensível dos ateus. O que ele escreve não é, aliás, nada de exclusivo dele. Muitas das coisas que ele diz encontram-se, ou é dito pelos darwinistas. O problema é que eles, pela fé, esperam futura resolução de tais problemas, enquanto que a ciência vai avançando.
Eu repito:
Tomara que Deus levante mais catedráticos que se revoltem contra a ditadura darwinista.

Comentar por Mats

Se calhar Deus qualquer dia chateia-se e manda com um raio nas trombas do Jónatas. Fica farto de tanto disparate. Infelizmente (ou felizmente, não gostava de ver o Jónatas esturricado!) nunca nada disso vai acontecer, como tu bem sabes.

Comentar por Beowulf

O próprio Darwin não tinha nenhum doutoramento em Biologia, mas vocês todos cairam no seu conto do vigário.

Matts o Darwin era um investigador de biologia bastante dedicado.
A maioria dos cientistas da epoca eram autodidatas, após estudos superiores gerais.
Na altura não havia pósgraduações ou doutoramentos em biologia. (Acho eu)

Mas o percurso dele nada fica a dever ao de um biologo contemporaneo (agora mostra lá os estudos cientificos do alienado religioso que é o Jonatas.)

Percurso de darwin:
Em 1827, seu pai, decepcionado com a falta de interesse de Darwin pela medicina, matriculou-o em um curso de Bacharelado em Artes na Universidade de Cambridge para que ele se tornasse um clérigo. Nesta época, clérigos tinham uma renda que lhes permitia uma vida confortável e muitos eram naturalistas uma vez que, para eles, “explorar as maravilhas da criação de Deus” era uma de suas obrigações. Em Cambridge, entretanto, Darwin preferia cavalgar e atirar a ficar estudando. Ele também passava muito do seu tempo coletando besouros com o seu primo William Darwin Fox. Este o apresentou ao reverendo John Stevens Henslow, professor de botânica e especialista em besouros que, mais tarde, viria a se tornar o seu tutor. Darwin ingressou no curso de história natural de Henslow e se tornou um de seus alunos favoritos. Durante esta época, Darwin se interessou pelas idéias de William Paley, em particular, a noção de projeto divino na natureza. Em suas provas finais em janeiro de 1831, ele se saiu muito bem em teologia e, mesmo tendo feito apenas o suficiente para passar no estudo de clássicos, matemática e física, foi o décimo colocado entre 178 aprovados.

Seguindo os conselhos e exemplo de Henslow, Darwin não se apressou em ser ordenado. Inspirado pela narrativa de Alexander von Humboldt, ele planejou se juntar a alguns colegas e visitar a Ilha da Madeira para estudar história natural dos trópicos. Como preparação, Darwin ingressou no curso de Geologia do reverendo Adam Sedgwick, um forte proponente da teoria de projeto divino, e viajou com ele como um assistente no mapeamento estratigráfico no País de Gales. Contudo, seus planos de viagem à Ilha da Madeira foram subitamente desfeitos ao receber uma carta que lhe informava a morte de um dos seus prováveis colegas de viagem. Outra carta, entretanto, recebida ao retornar para casa, o colocaria novamente em viagem. Henslow havia recomendado que Darwin fosse o acompanhante de Robert FitzRoy, capitão do barco inglês HMS Beagle, em uma expedição de dois anos que deveria mapear a costa da América do Sul. Isto lhe daria a oportunidade de desenvolver a sua carreira como naturalista. Esta se tornaria uma expedição de quase cinco anos que teria profundo impacto em muitas áreas da Ciência.

Comentar por Joaquim Coelho

Falta este bocado:

“Em 1825, depois de passar o verão como médico aprendiz ajudando o seu pai no tratamento dos pobres de Shropshire, Darwin foi estudar medicina na Universidade de Edimburgo. Contudo, sua aversão à brutalidade da cirurgia da época levou-o a negligenciar os seus estudos médicos. Na universidade, ele aprendeu taxidermia com John Edmonstone, um ex-escravo negro, que lhe contava muitas histórias interessantes sobre as florestas tropicais na América do Sul. Em seu segundo ano, Darwin se tornou um ativo participante de sociedades estudantis para naturalistas. Participou, por exemplo, da Sociedade Pliniana, onde se liam comunicações sobre história natural. Durante esta época, ele foi pupilo de Robert Edmund Grant, um pioneiro no desenvolvimento das teorias de Jean-Baptiste Lamarck e do seu avô Erasmus Darwin sobre a evolução de características adquiridas. Darwin tomou parte das investigações de Grant a respeito do ciclo de vida de animais marinhos. Tais investigações contribuíram para a formulação da teoria de que todos os animais possuem órgãos similares e diferem apenas em complexidade. No curso de história natural de Robert Jameson, ele aprendeu sobre geologia estratigráfica. Mais tarde, ele foi treinado na classificação de plantas enquanto ajudava nos trabalhos com as grandes coleções do Museu da Universidade de Edimburgo.”

Comentar por Joaquim Coelho




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