No princípio criou Deus os céus e a Terra


Naturalismo - a muleta da ciência das origens (Parte 2)
Abril 30, 2008, 12:49 am
Arquivado como: Evolução

Ver PARTE 1. [O destacado é meu]
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DA EVOLUÇÃO ALEATÓRIA À ANTIGUIDADE DA TERRA

Mas as coisas não se ficam por aqui. É que, se a evolução aleatória é a única possibilidade compatível com a ciência definida em termos estritamente naturalistas, segue-se automaticamente que a antiguidade da Terra é a única conclusão igualmente possível a priori. Isto, porque uma Terra recente nunca poderia ser razoavelmente compatibilizada com a evolução aleatória. Esta necessita de tempo – provavelmente, até, de muito mais tempo do que o que se encontra disponível no Universo. Na verdade, de acordo com as premissas naturalistas e com a teoria da evolução aleatória a que as mesmas necessariamente conduzem, a Terra tem necessariamente que ser suficientemente antiga para que a vida tenha surgido por acaso a partir de químicos inorgânicos e que milhões de espécies possam ter evoluído de um ancestral comum, dando origem a múltiplas novas espécies plenamente funcionais.

Uma idade de 6 000 ou 10 000 anos, por exemplo, seria necessariamente impossível de compatibilizar com a teoria da evolução. Isto, note-se, mesmo antes de se fazer qualquer medição dos níveis de C-14, dos níveis de decaimento de isótopos radioactivos, das taxas de erosão dos continentes ou de deposição de sódio e sedimentos nos oceanos. Na verdade, antes mesmo de o cientista ligar a ignição do seu automóvel para se deslocar ao seu laboratório ou ao seu campo rochas sedimentares e fósseis, ele só pode esperar encontrar evidências de evolução aleatória e de uma Terra extremamente antiga, porque só isso é compatível com a ciência naturalista. Também aqui as conclusões precedem qualquer investigação científica, sendo que esta só pode confirmar essas conclusões, sob pena de deixar de ser científica à luz da definição naturalista do termo.

Com efeito, se um cientista viesse a concluir que as observações apontam para uma Terra recente, ele iria inevitavelmente pôr em causa a possibilidade de evolução aleatória, o que, por sua vez, iria comprometer as premissas naturalistas que estruturam o método científico e, por conseguinte, iria colocar-se do lado de fora do domínio da ciência. Daí que ele tenha forçosamente que concluir que qualquer observação empírica que aponte para um design inteligente ou possa pôr em causa a extrema antiguidade da Terra só pode estar errada.


19 Comentários até agora
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Mais uma vez distorces a verdade. (Para ser bonzinho.-))

A Idade antiga da Terra é anterior à teoria da evolução. A datação correcta só foi possúivel após a descoberta da ferramenta necessária: o decaimento radioactivo.

A corrente uniformitarista (que inclui eventuias e localizados cenários catastrofistas: vulcões e sismos, por ex.) de Carles Lyell na sua obra de 1830 Principios de Geologia (e talvez o principio da geologia moderna) indica centenas de milhões de anos ou mais.
Influentes geologos que marcaram a geologia da epóca afirmam a idade antiga da Terra:

Georges-Louis Leclerc, conde de Buffon (1707 - 178 8) com base no arrefecimento de bolas de ferro atribui à terra 200.000 e fala já em privado de milhões de anos.

Diderot fala em milhões de anos

Hutton indica uma enorme idade para o planeta sem apontar números

Lyell como foi dito indica milhões de anos

Kelvin com base na temperatura da terra calcula 100 milhões de anos.

Como vês sem existir evolução já se indicava uma Terra muito antiga. A antiguidade da terra não é uma consequência da evolução, mas a análise de va´rios aspectos. A evolução confirma essa antiguidade e não o contrário.

É verdade que só em 1910 Ernest Rutherford, graças às descobertas de Bequerel e dos Curie pulveriza estes valores passando para a ordem dos mulhres de milhões de anos.
Em 1920 já se conheciam rochas com 2,5 mil milhões de anos.

Isto não aconteceu nessa altura para confirmar a teoria da evolução mas porque só então tinham o metodo necessário, A datação radiométrica.

Continuas a bater na datação por C14 no contexto da idade da terra.
O C14 não é usado em geologia nesse contexto(só vai até 60000 anos com segurança) e não se encontra em material não biológico.

Comentário por Joaquim Coelho Abril 30, 2008 @ 10:38 am

Outra confirmação para a idade da Terra é o facto de o Sol ter uma idade estimada em 4,5 mil milhões de anos (ou seja, há um limite superior na idade da Terra que terá de ser inferior a 4 mil milhões de anos)e está a meio da sua vida. Juntando as forças físicas, químicas, geológicas e biológicas, reparamos que a Terra terá aproximadamente o numero de anos que os INVESTIGADORES (especialistas nestas áreas)calculam. Um investigador não é uma pessoa que lê alguns artigos aqui e ali, normalmente artigos de pessoas com a mesma opinião.

Comentário por Dário Cardina Maio 3, 2008 @ 3:17 pm

como se sabe que o sol tem uma idade de aproximadamente 4,5 milhões de anos?

Comentário por alogicadosabino Maio 3, 2008 @ 3:36 pm

Sabino, mede-se assim:

“Em parte graças a um aparelho chamado Espectrofotômetro, que é capaz de detectar delicadas frequências de ondas, inclusive cores. Mediante experiências na Terra, descobriu-se que os elementos químicos quando a certas temperaturas emitem luz em certas cores, e a luz do Sol apresenta exatamente a frequência do Hidrogênio e do Hélio em certas condições de temperatura e reação química.

Com isso pode-se medir com precisão a temperatura da superfície do Sol em cerca de 6 mil graus centígrados, e com o conhecimento de Física Nuclear, estimar que ele é basicamente uma queima progressiva que transforma Hidrogênio em Hélio, Fusão Nuclear.

Conhecendo os parâmetros desta reação, e estimando-se a massa do Sol, que pode ser deduzida pelo seu tamanho e sua força gravitacional, é possível avaliar entre a proporção de Hidrogênio e Hélio que o Sol está brilhando há cerca de 5 mil milhões de anos.”

Complexo não é?
Muita gente trabalhou para ser possível isto.
E não há lógica qpara que reacções quimica na Terra sejam difrentes no Sol.

Nada dos tramados e “faliveis” metodos radiométricos nem do teu preferido carbono 14 que não serve quase para nada na geologia :-)

Comentário por Joaquim Coelho Maio 3, 2008 @ 9:10 pm

Lyell não iniciou a geologia moderna, mas sim o criacionista Nicolas Steno.

O catastrofismo é um dado científico, tanto assim, que os darwinistas tentam incorporá-lo na sua teoria.

Comentário por Mats Maio 3, 2008 @ 11:53 pm

Joaquim:

queres que eu coloque aqui o que aqueles criacionistas malucos do Creationontheweb dizem sobre isso ou não vale a pena? O problema é que é em inglês porque eu prefiro ir a sites constituido de pessoas com conhecimento na área do que a sites brasileiros meio duvidosos.

Comentário por alogicadosabino Maio 4, 2008 @ 12:00 am

Tens razão quando dizes: Lyell não iniciou a geologia moderna, mas sim o criacionista Nicolas Steno.
Na realidade foi James Hutton ( 1726-1797 ), considerado o fundador da geologia moderna,mas Lyell sintetizou e desenvolveu estes os conceitos de Hutton de uma forma que quase se pode ndizer que foi Padrasto.

” James Hutton ( 1726-1797 ), considerado o fundador da geologia moderna, fazendo uso da observação de campo dos fenómenos actuais deduziu que as mesmas leis físicas actuais que os condicionam terão sido as mesmas que actuaram no passado. Formulou, deste modo, o princípio do Uniformitarismo: o presente é a chave da interpretação do passado. Mais tarde, Charles Lyell ( 1797-1875 ), ampliou este princípio aplicando-o a novas situações geológicas, traduzindo-se em novos progressos das ciências geológicas. De facto, as rochas formam-se na natureza actual, obedecendo às mesmas leis que presidiram à sua formação há centenas de milhões de anos”

A importância (e grande) de Nicolas Steno (filho de um Luterano converteu-se ao catolicismo romano, que tanto gostas de criticar) foi na área dos fósseis e não troxe nenhuam revolução à geologia do seu tempo.

Nicolau Steno ( 1638-1686 ), foi um dos primeiros investigadores a redescobrir a verdadeira natureza dos fósseis

Segundo a generalidade dos historiadores de ciência os Geologos que deixaram obras fundadoras da geologia moderna foram: Buffon, Hutton e Lyell.

“O catastrofismo é um dado científico, tanto assim, que os darwinistas tentam incorporá-lo na sua teoria.”

O catastrofismo pontual existe há muito na teoria geológica. É até um dado fundamental.
E já agora, já não existe darwinismo mas uma teoria da evolução que é muito mais avançada e difere em muito da proposta por darwin (nos mecanismos, claro).

Comentário por Joaquim Coelho Maio 5, 2008 @ 2:11 pm

“queres que eu coloque aqui o que aqueles criacionistas malucos do Creationontheweb dizem sobre isso ou não vale a pena? O problema é que é em inglês porque eu prefiro ir a sites constituido de pessoas com conhecimento na área do que a sites brasileiros meio duvidosos.”

Só se eles demonstrarem que é mentira que aqueles cientistas anteriores a darwin e não evolucionistas avançaram idades antigas para a terra. O que está em causa é só isso.

Dizes:
“a antiguidade da Terra é a única conclusão igualmente possível a priori. Isto, porque uma Terra recente nunca poderia ser razoavelmente compatibilizada com a evolução aleatória.”

E eu digo que não é verdade porque já antes da evolução se apontava uma idade antiga para a terra. Assim não posso à priori criar uma idade antiga para satisfazer uma teoria que ainda não existe. Percebeste ?

Comentário por Joaquim Coelho Maio 5, 2008 @ 2:14 pm

Errata: como é evidente onde digo:
Tens razão quando dizes: Lyell não iniciou a geologia moderna, mas sim o criacionista Nicolas Steno.
Quero dizer apenas:
Tens razão quando dizes: Lyell não iniciou a geologia moderna

Comentário por Joaquim Coelho Maio 5, 2008 @ 2:15 pm

Percebi.

O problema é que a ideia de evolução das espécies não foi iniciada em Darwin. Os filósofos gregos já sugeriam a evolução das espécies. Por isso, a evolução não é um conceito que só começou em Darwin.

O que está em causa é isso.

Comentário por alogicadosabino Maio 5, 2008 @ 6:58 pm

“O problema é que a ideia de evolução das espécies não foi iniciada em Darwin. Os filósofos gregos já sugeriam a evolução das espécies. Por isso, a evolução não é um conceito que só começou em Darwin”

O que está em causa é isso.”

Não sejas desonesto Sabino. Tenho.te como mais moderado que o Matts.
Não necessitas, como ele de ser antes quebrar que torcer. não é por reconhecer um erro que toda a vossa “lógica” cai por terra.

O conceito de evolução começou muito antes de Darwin (embora às vezes o neguem). Mas a teoria da evolução como teoria cientifica consistente e aceite pela comunidade cientifica só foi sitematizada por Darwin e seguidores.
Quando usas o argumento da : “antiguidade da Terra é a única conclusão igualmente possível a priori”, estás a pensar na datação moderna, senão não faz sentido.
Nem a ciência assumia a evoluição (que era vista como uma execentricidade antes de Darwin), nem os valores apontados tinham qualquer coisa a ver com a realidade (no máximo milhões de anos) que nada serviam á evolução. Nem estes cientistas defendiam a evolução da vida e das espécies.

Portanto o que está em causa á a datação moderna e a evolução moderna. Tudo o resto não faz sentido.

Não perecbo a necessidade de “ficar com a bicicleta”. O Matts vem dizer que o fundador da geologia moderna á alguém que não teve teve qualquer papel nas teorias modernas, em especial o gradualismo. Tu vens negar que na altura que eu apontei o conceito à posteriori era usado, quando não faz sentido.

Já te deixei ficar a bicicleta (no caso da fraude) e meia-bicicleta ao Matts no caso de Lyell, e não tenho qualquer problema.

Comentário por Joaquim Coelho Maio 6, 2008 @ 9:45 am

“Quando usas o argumento da : “antiguidade da Terra é a única conclusão igualmente possível a priori”, estás a pensar na datação moderna, senão não faz sentido.”

Não necessariamente. Tal como hoje, já os epicuristas viam que a actualmente designada “macroevolução” não acontecia. Não era visível à escala temporal humana um peixe transformar-se num sapo. Por isso, eram também necessários muitos e muitos anos para isso poder acontecer.

“nem os valores apontados tinham qualquer coisa a ver com a realidade (no máximo milhões de anos)”

Qual realidade? A realidade assente em pressupostos não susceptíveis de serem comprovados?

Comentário por alogicadosabino Maio 6, 2008 @ 10:47 pm

Joaquim,
boa fotografia!

Comentário por Mats Maio 7, 2008 @ 8:29 am

“Qual realidade? A realidade assente em pressupostos não susceptíveis de serem comprovados?”

Marcos, está a falar de que pressupostos? É que não me parece especialmente versado em metafísica. Aliás, nem me parece que saiba o que é isso…

Comentário por Júlio China Maio 8, 2008 @ 3:11 pm

Estou a falar no tipo de pressupostos que dizem que a taxa/índice/ritmo daquilo que vemos a acontecer hoje representa o que sempre aconteceu no passado não observável.

Comentário por alogicadosabino Maio 8, 2008 @ 5:38 pm

Um exemplo mais concreto, por favor.

Comentário por Júlio China Maio 8, 2008 @ 10:35 pm

Tem aí o seu exemplo mais concreto 7 maravilhas do monte de santa helena

Comentário por alogicadosabino Maio 10, 2008 @ 12:07 am

considerando o afastamento anual da lua, se a terra tivesse 4 mil milhões de anos, a lua teria se colidido com a terra há uns três mil milhões de anos atrás. o cientista Robert Gentry provou que a terra não era uma massa incandescente e se resfriou. analisando as rochas de granito em vários pontos da terra ele provou que a criação das mesmas foi instantânea (ver a verdadeira idade da terra 1-2º)e então não me diga que a terra e a lua eram massas fundidas. ele também mostrou como o carvão e o petróleo podem ser criados em pouquíssimo tempo, bastando terem condições ideais para isso. mostrou também como o dilúvio explica o que a ciência não consegue explicar, como grandes campos de carvão…

Comentário por washington Junho 27, 2008 @ 5:51 am

Washington,
Para o darwinista as evidências são irrelevantes. O que interessa é a filosofia.

Comentário por Mats Junho 27, 2008 @ 12:13 pm



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