Arquivado como: Evolução
A hipótese da Evolução tem propagado o mito de que o ser humano e o macaco apresentam uma diferença a nível genético de apenas 1%. Esta “evidência” era informação que nunca faltava (e ainda não falta) nos livros de Biologia. A verdade é que esta suposta evidência tem sido desfeita através de vários estudos. No entanto, os evolucionistas menos informados continuam a usar esta aparente diferença genética de 1% para sustentar a crença de que o homem e o macaco partilham o mesmo ancestral. O livro Evolução e criacionismo: uma relação impossível, publicado em 2006, para além de ainda citar o Archaeopteryx como prova de evolução, também diz que a diferença genética entre nós e o macaco é de 2%.
Num artigo recente na revista científica Science são citados alguns evolucionistas que dizem que a afirmação de que o ser humano e o macaco têm uma similaridade genética de 99% está errada. Outros estudos revelam mais conclusões curiosas:
- Em 2003, cientistas calcularam uma diferença de 13,3% nos nossos sistemas imunitários (uma similaridade genética de 86,7%, por outras palavras);
- Em 2006, um estudo da duplicação de genes em humanos e em macacos revelou uma diferença de 6,4% e que o genoma do chimpanzé é 12% maior do que o genoma humano.
Para além disto tudo, a diferença mais importante consiste na capacidade cognitiva e racional do ser humano, que o torna único na criação de Deus. Evolucionistas insatisfeitos com esta afirmação poderão agora mostrar-me vídeos de macacos a realizarem, com sucesso, testes de memória ou outras habilidades. Coloquem-nos então a escrever um romance com uma caneta ou a transcreverem para o computador um discurso do José Sócrates ou a comporem músicas. Além disso, esquecem-se de dizer que para o macaco fazer certas habilidades precisou de alguém que gastasse tempo a ensinar o seu mecanismo. E apesar de tudo, o macaco não é o único a fazer habilidades. Basta ir ao circo para ver o que os animais amestrados são capazes de fazer.

Perante tantas diferenças, como se chegou ao inicial 99%? A conclusão de que a similaridade a nível genético entre o homem e o macaco é baseado na comparação de apenas 97 genes dos respectivos genomas. O genoma humano contém à volta de 20.000 genes. Comparar 97 genes de um genoma é comparar apenas 0,5% da totalidade. Outra forma suja de o evolucionista jogar é esconder os resultados sob a forma de percentagens. Eles não dizem que mesmo uma diferença genética de 5% entre o macaco e o homem constitui 150.000.000 (cento e cinquenta milhões) de pares de base diferentes entre si. Esconder estes números sob a forma de percentagem faz com que as semelhanças pareçam maiores.
Em 2002, um grupo de cientistas publicou um estudo dizendo que a diferença a nível genético entre macaco e homem era de 1,3%. Outro estudo em 2002 revelava que esta diferença era de 5%. Em 2006, a diferença considerada por outros cientistas era de 2%. Ainda outro estudo realizado por outros cientistas, em 2006, mostrava que a diferença é de 6%.
Há valores para todos os gostos. O que é que isto significa? Basicamente, a atribuição de uma diferença percentual entre o genoma humano e o genoma do macaco é um jogo que depende dos gostos, material analisado e método utilizado por cada cientista. É mais um jogo a juntar à prateleira onde se encontra o jogo da datação das rochas sedimentares, como já mostrou o Mats. Quanto mais estudo e pesquisa se faz, mais valores surgem em cima da mesa. Mas mesmo que os evolucionistas chegassem a uma diferença percentual superior a 10% eles não iriam abandonar a sua fé na ancestralidade partilhada por homem e macaco. Já está bem enraizada essa ideia.
Se as homologias a nível genético realmente querem dizer alguma coisa então os morcegos e os cavalos também partilharam, em tempos, um ancestral. Este exemplo mostra bem o mundo de fantasia em que habitam os evolucionistas. Era difícil encontrar animais tão distintos em fisionomia como o cavalo e o morcego. Contudo, em contraste com o argumento das homologias a nível da fisionomia partilhado pelos evolucionistas, estes dois animais possuem uma semelhança genética muito maior do que os próprios cavalos e as vacas, por exemplo.
8 Comentários até agora
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Mas os estudos referem-se a que tipo particular de macacos?
Comentário do Sabino: o tipo particular de macacos ou de espécies está referido nos artigos, normalmente no 1º parágrafo.
Comentário por Tiago Abril 16, 2008 @ 10:52 pmPrimeiro ponto: A espécie tem de ser a mesma para poderes comparar
Segundo ponto: Os grupos de investigação são diferentes, temos de ter em consideração os métodos de sequênciação e análise feito pelos grupos para poder comparar de forma correcta.
Terceiro ponto: Os resultados mais recentes são os mais rigorosos, os métodos são mais rigorosos, os aparelhos usados são melhores, etc. Há que ver ao longo do tempo para que percentagem tendem os resultados.
Quarto ponto: Há mutações nos organismos que alteram essa percentagem. Por isso, nos estudos fazemos sempre, não uma, mas sim o maior numero de ensaios possível e calculamos a média.
Comentário por Dário Cardina Abril 17, 2008 @ 5:46 pm“Os grupos de investigação são diferentes, temos de ter em consideração os métodos de sequênciação e análise feito pelos grupos para poder comparar de forma correcta.”
ya eu disse isso no texto.
Quanto aos resultados e comparações… eu limito-me a transcrever as conclusões dos estudos apontados nos jornais e revistas cientificas.
Quanto às restantes recomendações que apontaste, os cientistas que fizeram as pesquisas deviam saber isso tudo.
Comentário por alogicadosabino Abril 17, 2008 @ 9:01 pmSim, eles sabem. Só que os resultados de cada estudo saem sob forma de artigos. Os investigadores têm de mostrar trabalho. Fazem a pesquisa e publicam os resultados. Acontece que, raramente, o grupo inventou resultados. Há uma comissão muito forte tipo ASAE que investiga todas as pesquisas. A credibilidade também depende da revista onde a publicação foi feita. Outra coisa, há sempre outros grupos a reproduzir a tal pesquisa a ver se chegam a resultados semelhantes. Se chegarem a um resultado muito diferente, há algum erro em algum momento.
Comentário por Dário Cardina Abril 17, 2008 @ 9:59 pmO cara que escreveu esta baboseira acima, é na verdade um grande babaca.
Comentário por Gesuino Henrique Cardoso Junho 1, 2008 @ 2:37 pmÉ uma ignorância, da pedra lascada, querer traçar um paralelo comparativo entre estes dois primatas. Diga-se, de passagem “QUE CADA MACACO NO SEU GALHO”
Comentário por Maria Cândido Seixas Junho 1, 2008 @ 2:51 pmAdmito, que o macaco não usam um telemóvel, conquanto o homem não sabe usá-lo. Nesta disputa, criada por beócios, o sesultado final é um empate. Sem goles.
Comentário por PhD Fernando Henrique Cardoso Junho 1, 2008 @ 2:54 pmArre éggua, dale Argentina!
Os 3 últimos escrevem todos no mesmo pc?
Comentário por alogicadosabino Junho 1, 2008 @ 10:28 pm